Opinião

A magia do amor

diario da manha

O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca”

Antoine de Saint-Exupéry

 

Um homem pode vencer adversi­dades variadas, pode romper barreiras impensadas, pode superar dificuldades que pareceriam infindáveis para a maio­ria dos mortais, pode vencer desafios com um sincero sorriso na face. Tudo isto denota ser um guerreiro vencedor. Mas, ele se rende com docilidade irre­conhecível quando lhe toca a mão invi­sível do amor. Essa abstrata referência que a história colocou sempre em um panteão da maior relevância é imutá­vel, insuperável e insofismável. O amor encerra tudo o que o resto das relações humanas não conseguiu cercar.

Um homem pode cultuar a vida in­teira uma fama de casca-dura ou uma aura de quem está sempre pronto para o enfrentamento. Mas, basta que o amor lhe fleche de acordo para que ele enterneça de maneira ultra-resigna­da aos encantos do mais puro dos sen­timentos. Ele – o amor – é tão poderoso que cativa as atenções até de quem está de fora de sua íntima relação. Por isso o mandamento maior do Divino Mes­tre é para que pratiquemos à exaustão o amor, para que assim sejamos conhe­cidos como seus discípulos.

Vou me render a uma demonstração de amor que nos faz refletir sobre o mag­netismo que uma relação de amor entre um homem e uma mulher provoca, fa­zendo dissipar as mais intensas trevas de dor, sofrimento e vontade de superar as adversidades que o destino coloca em nossas existências. A fotografia do pu­blicitário Ademir Lima e Silva beijando com extrema candura e pureza de sen­timentos sua esposa, Zakhia Jamily Ri­beiro, no leito do hospital logo após o casamento ali mesmo onde ela se resta­belece de um acidente que lhe ceifou os movimentos, nos impõe um silêncio ob­sequioso e uma sincera prece para que esse amor se perpetue.

Eu me rendo à pureza que vi nesse ges­to e presto ao Ademir a mais sincera reve­rência, porque somente almas puras po­dem revelar um amor tão desapegado e uma sublime cumplicidade, aliados à mais bela demonstração de que um ho­mem se entregou de corpo e alma à tare­fa de enobrecer uma mulher. Reconhe­ço que a demonstração de compromisso que reside nessa ação de beleza tão inde­lével é um ensinamento de valor inesti­mável para nós, homens, que somos trei­nados pelo mundo cão para sermos mais cachorros que nossos melhores amigos. Nossa natureza é abestalhados sem no­breza de sentimentos, mas que podemos ser talhados para evoluir na escala de es­píritos que passam por esse plano.

Essa demonstração de que é possível vencermos dificuldades com um simples gesto de amor nos induz a pensarmos no sentido da vida. Há algo que transcende nossa compreensão quando assistimos à revolução que provoca um singelo sopro de bem-querer e vontade de dar alento ao coração de quem amamos. Amar é ação incondicional e se presta a fazer bri­lhar um facho de luz dissipando a treva da malfadada dificuldade interposta em nosso caminho. O amor brilha e acalan­ta os espíritos, aquece e conforta, alegra e reacende as esperanças.

Eu confesso que já fiz muita coisa re­pulsiva na vida. Admito que já fui irascí­vel em inúmeras situações. Reconheço que agi de forma deplorável em diver­sas fases da minha existência. Mas, me rendi aos apelos da vida plena que pre­ciso cultivar e o amor que tenho por uma mulher bonita, virtuosa e inteligente me levou a corrigir meus passos. Hoje estou em um patamar diferenciado do que fui e sei que preciso buscar o aperfeiçoa­mento com muito mais avidez. E assis­tir um gesto de sublime grandeza como o que vi nessa demonstração de Ademir por Zakhia me faz admitir que preciso fa­zer muito mais.

Só me resta reconhecer que um ho­mem capaz de um gesto bonito e sincero como esse pode nos ensinar muito sobre a postura altiva que nós homens deve­mos ter com nossas almas gêmeas. De mais, nos cabe levar uma sincera prece ao alto, pedindo que o Grande Arquite­to Do Universo conforte seus corações e preserve vosso amor. Recebam a since­ra torcida para que seus dias sejam ale­gres e vossa existência coberta de graças.

Hélmiton Prateado, jornalista

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