Opinião

Fonoaudiologia hospitalar

diario da manha

O fo­no­au­di­ó­lo­go é o pro­fis­si­o­nal le­gal­men­te ha­bi­li­ta­do pe­la Lei nº 6.965, de 9 de de­zem­bro de 1981, gra­du­a­do em Fo­no­au­di­o­lo­gia, atu­an­do em pes­qui­sa, pre­ven­ção, ava­li­a­ção e te­ra­pia fo­no­au­di­o­ló­gi­ca na área da co­mu­ni­ca­ção oral e es­cri­ta, voz e au­di­ção, bem co­mo em aper­fei­ço­a­men­to dos pa­drões da fa­la e da voz e nas dis­fa­gi­as.

Já o fo­no­au­di­ó­lo­go hos­pi­ta­lar atua pri­o­ri­ta­ria­men­te nas dis­fa­gi­as, in­de­pen­den­te­men­te da ida­de, de for­ma pre­co­ce e pre­ven­ti­va. Com­põe a equi­pe mul­ti­dis­ci­pli­nar e atua de for­ma in­ter­dis­ci­pli­nar, com o ob­je­ti­vo de pre­ve­nir e re­du­zir as com­pli­ca­ções, a par­tir do ge­ren­ci­a­men­to da de­glu­ti­ção, de ma­nei­ra se­gu­ra e efi­caz. O pro­fis­si­o­nal con­tri­bui com am­pli­a­ção das pers­pec­ti­vas prog­nós­ti­cas, com a re­du­ção do tem­po de in­ter­na­ção e a re­du­ção na ta­xa de pneu­mo­ni­as as­pi­ra­ti­vas – o que re­sul­ta na me­lho­ria da qua­li­da­de de vi­da dos pa­ci­en­tes.

A dis­fa­gia é uma di­fi­cul­da­de de en­go­lir, de­cor­ren­te de cau­sas neu­ro­ló­gi­cas e/ou me­câ­ni­cas, po­den­do ser oca­si­o­na­da por trau­ma­tis­mos de ca­be­ça e pes­co­ço, aci­den­tes vas­cu­la­res en­ce­fá­li­cos, do­en­ças neu­ro­mus­cu­la­res de­ge­ne­ra­ti­vas, cân­cer de ca­be­ça e pes­co­ço, de­mên­cias e en­ce­fa­lo­pa­ti­as, trau­mas to­rá­ci­cos, in­tu­ba­ção pro­lon­ga­da, di­fi­cul­da­des res­pi­ra­tó­ri­as, den­tre ou­tras inú­me­ras cau­sas.

A dis­fa­gia ge­ral­men­te re­fle­te pro­ble­mas en­vol­ven­do a ca­vi­da­de oral (bo­ca), a fa­rin­ge, o esô­fa­go ou a tran­si­ção eso­fa­go­gás­tri­ca, po­den­do ocor­rer en­tra­da de ali­men­to na via aé­rea, re­sul­tan­do em tos­se, su­fo­ca­ção/as­fi­xia, pro­ble­mas pul­mo­na­res e as­pi­ra­ção. Tam­bém ge­ra dé­fi­cits nu­tri­cio­nais, de­si­dra­ta­ção acom­pa­nha­da de per­da de pe­so, pneu­mo­nia e mor­te.

A re­so­lu­ção CFFa nº 492, de 07 de abril de 2016, re­gu­la­men­tou e de­fi­niu a atu­a­ção e a com­pe­tên­cia do fo­no­au­di­ó­lo­go que atua em dis­fa­gia, que vai des­de a ava­li­a­ção da bi­o­me­câ­ni­ca da de­glu­ti­ção, a de­fi­ni­ção do di­ag­nós­ti­co fo­no­au­di­o­ló­gi­co, o es­ta­be­le­ci­men­to do pla­no te­ra­pêu­ti­co e a pres­cri­ção e de­ter­mi­na­ção da con­sis­tên­cia e do vo­lu­me da di­e­ta por via oral até a re­a­li­za­ção de ava­li­a­ção ins­tru­men­tal da de­glu­ti­ção, a ori­en­ta­ção à equi­pe e a re­a­li­za­ção, quan­do ne­ces­sá­rio, de pro­ce­di­men­tos de lim­pe­za (as­pi­ra­ção) das vi­as aé­re­as an­tes, du­ran­te ou após a exe­cu­ção de pro­ce­di­men­tos fo­no­au­di­o­ló­gi­cos. O fo­no­au­di­ó­lo­go hos­pi­ta­lar atua pre­ve­nin­do e re­a­bi­li­tan­do os pa­ci­en­tes du­ran­te a in­ter­na­ção, de­vol­ven­do-lhes o pra­zer de co­mer pe­la bo­ca, fa­vo­re­cen­do uma al­ta mais rá­pi­da, além de con­tri­bu­ir à qua­li­da­de de vi­da do as­sis­ti­do.

 

(Ma­ria Lui­za de Fa­ria Pai­va, fo­no­au­di­ó­lo­ga hos­pi­ta­lar no Hugol)

 

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