Opinião

Nossa cor: A militância negra deve se posicionar repudiando qualquer espécie discriminação

diario da manha

Nas consultas que você já realizou, em quan­tas foi atendido por um médico afro-brasi­leiro? O leitor consegue me dizer, quando o Brasil teve como seu primeiro medalhista olím­pico, um nadador negro? Conhece o motivo pelo qual os nazistas queriam exterminar os judeus, ci­ganos, deficientes físicos e homossexuais?

Vivemos fortes reflexos da escravidão no Bra­sil, ainda nos dias atuais. Quando ocorreu a abo­lição da escravatura aquele pessoal não tinha para onde ir, eram analfabetos em sua imensa maioria. A solução imediata foi o subemprego. Qual a população de negros, hoje no Brasil, de acordo com o IBGE? E quantos entre estes são senadores da república?! Não vou alardear da­dos oficiais, caso queira se inteirar melhor, pode acessar facilmente as devidas fontes.

Firmando a conversa na condição do negro, atualmente em uma única palavra, posso dizer: Lamentável! O leitor pode me questionar referen­te as cotas nas universidades e em concursos pú­blicos, das políticas de inclusão, enfim, pode até me falar que existe um tom mais ameno na pali­dez dos negros. Ações esporádicas e isoladas, não irão debelar o problema em sua raiz. Há o precon­ceito internalizado, este que está contido no âma­go do cidadão (não é externado publicamente aos quatro ventos, só porque é deselegante e é crime), este é tão devastador quanto aquele ódio declara­do. “Ah, se nêguim pudesse ter ao menos um dia no ano, no qual não precisasse se ater a Lei da dis­criminação racial…” Quando o assunto é a discri­minação, a melhora vem em dosagem de conta gotas. Nas primeiras décadas do século XX, alguns dos grandes clubes de futebol brasileiros, não acei­tavam negros em seus quadros de jogadores. As frases e as piadinhas referentes a raça negra, estão sempre fixas no subconsciente coletivo. Ditos tipo: “Para um negro, você até que é bonito”. O precon­ceito flui pelas vias mais sutis possíveis. O sujeito o verbaliza sarcasticamente. A figura não tem pre­conceito algum; mas, e se a filha chegar em casa apresentando um namorado negrão?!

O panorama atual requer um trabalho peda­gógico bem estruturado nas escolas de educação infantil, campanhas publicitárias em vários meios de comunicação apresentando a igualdade racial como tema, e ações estruturadas em políticas pú­blicas voltadas ao inconsciente da massa. É cru­cial denunciar, buscar o direito na Lei para punir seres que praticam e/ou incitam a intolerância. Legislação existe, as autoridades constituídas e a militância negra devem se posicionar verdadei­ramente repudiando qualquer espécie de discri­minação. Vale lembrar: Racismo é crime! Mais do que crime; é desumano!

(Ronaldo Marinho, escritor, gestor e acadêmico de Tecnologia em Marketing

 

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