Opinião

O falso não resiste ao tempo e nem às circunstâncias

diario da manha

“Não con­de­ne a opi­ni­ão do ou­tro por­que ela di­fe­re da sua. Vo­cês dois po­dem es­tar er­ra­dos.”

Dan­de­mis

 

Eu que­ria en­ten­der por que em uma sa­la de au­la, ou na igre­ja, ou ain­da em uma re­u­ni­ão so­le­ne, quan­do apa­gam-se as lu­zes até as pes­so­as pa­re­ci­das san­ta gri­tam e as­so­biam! Tal­vez so­fram o sín­dro­me da ema, en­fi­an­do a ca­be­ça em um bu­ra­co e, por não es­tá ven­do o pe­ri­go, acha-se isen­ta do mes­mo. As­sim, pro­ce­dem os in­ter­nau­tas do mes­mo es­pí­ri­to, ten­do um per­fil fal­so no Fa­ce­bo­ok, acham-se li­vres pa­ra di­zer ir­res­pon­sa­vel­men­te qual­quer coi­sa. Na net, qual­quer pes­soa de má ín­do­le ame­a­ça, xin­ga e diz as­nei­ras mil com a se­gu­ran­ça da má­qui­na. Fa­zem coi­sas das qua­is se re­cu­sa­ri­am, à luz do dia. Por is­so, tal­vez já dis­se­ram os sá­bi­os que “vin­do a noi­te não se po­de tra­ba­lhar”. “À noi­te é que é a ho­ra de dor­mir e quan­do as pes­so­as se em­bri­a­gam.” (I Ts 5:7 BV).

Acon­te­ceu-me que, achan­do no go­o­gle uma ima­gem de Je­sus apon­tan­do o de­do mé­dio num ges­to ob­sce­no, co­lo­quei-a na mi­nha li­nha do tem­po do Fa­ce­bo­ok, re­pro­du­zin­do a in­ten­ção da ima­gem ex­pres­sa, mos­tram­do a in­sa­tis­fa­ção de Je­sus com os re­li­gi­o­sos ex­plo­ra­do­res, abu­sa­do­res da fé dos sim­ples. Foi aí quan­do vá­rios cren­tes trans­for­ma­ram-se em pes­so­as mun­da­nas, des­fe­rin­do seus de­sa­ca­tos, ame­a­ças, e xin­ga­men­tos, dis­se­ram até que eu era o pró­prio De­mô­nio, por pos­tar aqui­lo. Pre­ci­sei acen­der a luz, ou me­lhor, apa­guei aque­la ima­gem do “Je­sus ira­do”, es­cu­re­ce­dor de meu per­fil. Não são to­dos os su­pos­tos al­fa­be­ti­za­dos bons de lei­tu­ra. “Uma pes­soa pu­ra de co­ra­ção vê vir­tu­de e pu­re­za em tu­do; mas uma pes­soa cu­jo pró­prio co­ra­ção é ma­lig­no e des­cren­te, acha mal­da­de em tu­do, …” (Ti­to 1:15-16 BV).

A mi­nha mai­or in­qui­e­ta­ção aqui é por que os cren­tes fa­ná­ti­cos pre­ci­sam de­fen­der seu Deus, sem se im­por­tar em ma­chu­car o pró­xi­mo de fé con­trá­ria! Quem é Deus de quem? Se­ria o ado­ra­dor mai­or so­bre o ado­ra­do?

A pe­sar de o ce­mi­té­rio es­tá cheio de gen­te bem in­ten­ci­o­na­da, gra­ças ao Deus ver­da­dei­ro, as bo­as in­ten­ções ame­ni­zam as con­se­quên­cias, as­sim co­mo a pa­la­vra bran­da des­via o fu­ror, e as tre­vas den­sas da noi­te na­tu­ral e mo­ral, e o ano­ni­ma­to na in­ter­net, au­xi­li­a­do pe­la dis­tân­cia, des­mas­ca­ram e/ou pro­mo­vem a fal­sa san­ti­da­de.

É co­mo dis­se o no­bre po­e­ta Jo­el de Sá: “Os ex­plo­ra­do­res da “fé” alheia es­tão co­men­do vi­vos os “fi­eis”. E eu acres­cen­ta­ria que eles tam­bém es­tão ma­tan­do pa­ra es­tra­gar os que, por cau­sa de­les, tor­na­ram-se ateus.

 

(Clau­de­ci Fer­rei­ra de An­dra­de, pós-gra­du­a­do em Lín­gua Por­tu­gue­sa, li­cen­cia­do em Le­tras, ba­cha­rel em Te­o­lo­gia, pro­fes­sor de fi­lo­so­fia, gra­má­ti­ca e re­da­ção em Se­na­dor Ca­ne­do, fun­cio­ná­rio pú­bli­co)

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