Opinião

Ousar lutar por uma Universidade Popular

diario da manha
foto:divulgação

O Movimento por uma Universidade Popular (MUP) na UFG vem crescendo e apresentando a necessidade de luta frente ao atual rumo que as Universidades Brasileiras vem tomando. Esse é um tema central para os estudantes da UFG e também para toda comunidade, por isso ter um DCE-UFG-Diretório Central de Estudantes que volte a potencializar as lutas estudantis é fundamental. No atual cenário de Golpe de Es­tado do Governo Temer observamos cada vez mais o corte de recursos para educação, assis­tência estudantil e políticas sociais.

O Estado corta os recursos públicos, e o que resta utiliza para investimento e financiamento dos grandes barões do ensino privado. Isso nos preocupa, pois a partir do momento que essa ver­ba pública é destinada às empresas de ensino pri­vado, muitos estudantes não se inserem no ensi­no público devido a falta de vagas, e os que estão nas universidades públicas não conseguem se manter sem assistência estudantil.

A UFG assim como tantas outras universida­des do país, se insere em uma lógica de mercan­tilização da educação, chegando ao ponto de ter­mos grandes empresas utilizando dos serviços e da ciência produzida na Universidade para ob­terem mais lucros. A privatização se apresen­ta de diversas formas: Empresas Júnior, Incu­badoras, Parcerias Público-Privada, Extensão dirigida a interesses de mercado e Fundações Privadas. Tudo isso vemos hoje dentro da UFG escamoteado sob o discurso de oferecer opor­tunidades de mercado a estudantes, ajudar no financiamento da universidade e auxiliar o de­senvolvimento tecnológico do país. Porém isso nada mais é que fazer da Universidade Pública um guichê para atender os interesses privados, dos mais ricos e de grandes empresas. O que ve­mos na prática é uma empresa pagando um sa­lário irrisório para um estudante sob argumento de oportunidade, é o grosso da pesquisa dirigida para o Agronegócio e de costas para a Agricul­tura Familiar, é um ensino dirigido para formar profissionais que atuem em clínicas privadas e não na saúde pública, é o desmonte e enfraque­cimento das Licenciaturas.

O que estamos aqui dizendo, é que um tipo de Universidade está sendo implementada. E nós, enquanto estudantes, que nos propomos a sermos agentes de mudança nesta Universida­de não podemos nos calar. Devemos disputar os rumos que a Universidade toma. Devemos cons­truir e lutar por um tipo de Universidade que es­teja voltada para os problemas da maioria mar­ginalizada da população, para as necessidades dos trabalhadores e seus filhos.

Por isto, convidamos o estudante que tam­bém se inquieta com as coisas como estão, que vê o DCE como um espaço de intervenção para a garantia de direitos, como uma possibilidade de discussão e disputa de um outro projeto para a UFG, para nos juntarmos em um movimento que Ouse Lutar e faça a diferença.

Vamos construir e aprimorar um programa de luta para a ação do DCE. Ousar lutar!! Por uma Uni­versidade Popular.

Nícolas Arantes, estudante de Biologia da UFG e membro do MUP – Movimento por uma Universidade Popular

 

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