Opinião

Queimaduras: é melhor prevenir

diario da manha

Já di­zia o di­ta­do: é mais fá­cil pre­ve­nir do que re­me­di­ar. Den­tre os vá­rios trau­mas que são fá­ceis de evi­tar, en­tre­tan­to di­fí­ceis de re­me­di­ar, es­tá a quei­ma­du­ra, uma das prin­ci­pa­is cau­sas de mor­tes evi­tá­veis. A quei­ma­du­ra é um sé­rio pro­ble­ma de sa­ú­de e o pa­ci­en­te car­re­ga con­si­go uma mar­ca fí­si­ca, psí­qui­ca e so­ci­al por to­da a vi­da. Se­gun­do da­dos do Da­ta­SUS, são mais de du­as mil mor­tes anua­is de­cor­ren­tes de quei­ma­du­ras no Bra­sil.

In­de­pen­den­te­men­te da ida­de, to­dos cor­rem ris­co de so­frer quei­ma­du­ras gra­ves – que em al­guns ca­sos po­dem re­sul­tar até em mor­te. Lí­qui­do quen­te, ener­gia elé­tri­ca, fo­go (tan­to fo­gos de ar­ti­fí­cio co­mo cha­ma di­re­ta), luz so­lar ex­ces­si­va, pro­du­tos quí­mi­cos, atri­to in­ten­so (com o as­fal­to, por exem­plo), en­tre ou­tras ocor­rên­cias, cau­sam quei­ma­du­ras e de­ve-se ter aten­ção re­do­bra­da a es­ses agen­tes.

Pre­ve­nir a quei­ma­du­ra é tão im­por­tan­te quan­to evi­tar agra­vos da mes­ma. Em ca­so de aci­den­tes, é pri­mor­di­al res­fri­ar a área atin­gi­da com água cor­ren­te, na ex­pec­ta­ti­va de neu­tra­li­zar a fon­te de ca­lor. Não se de­ve pas­sar na­da na quei­ma­du­ra sem uma opi­ni­ão pro­fis­si­o­nal!

O Hugol – Hos­pi­tal Es­ta­du­al de Ur­gên­cias da Re­gi­ão No­ro­es­te de Go­i­â­nia Go­ver­na­dor Otá­vio La­ge de Si­quei­ra vem de­sen­vol­ven­do tra­ba­lhos com fo­co na pre­ven­ção e edu­ca­ção da so­ci­e­da­de, na ex­pec­ta­ti­va de re­du­zir ocor­rên­cia de quei­ma­du­ras, prin­ci­pal­men­te en­tre as cri­an­ças. Mas por que um hos­pi­tal de ur­gên­cias fa­ria tal tra­ba­lho? Por­que é on­de nós, pro­fis­si­o­nais da sa­ú­de, nos de­pa­ra­mos to­dos os di­as com pes­so­as vi­ti­ma­das pe­las quei­ma­du­ras e que vi­ven­ciam um es­ta­do de to­tal in­ca­pa­ci­da­de fun­cio­nal. Di­an­te des­te ce­ná­rio nos ve­mos obri­ga­dos a di­zer: sim, é pos­sí­vel evi­tar! As­sim, te­nha mais cui­da­do quan­do es­ti­ver pró­xi­mo a uma das pos­sí­veis cau­sas de quei­ma­du­ras, man­te­nha vi­gi­lân­cia cons­tan­te com as cri­an­ças e fi­que aten­to às prá­ti­cas cor­re­tas de pri­mei­ros so­cor­ros em ca­sos de emer­gên­cia.

 

(He­len Cris­ti­na, fi­si­o­te­ra­peu­ta re­si­den­te do Hugol)

 

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