Opinião

O sentido da vida

diario da manha

O sen­ti­do da vi­da é vi­ver em paz, em co­mu­nhão com Deus e amar o pró­xi­mo. Por mais que se quei­ra dar ou­tro sen­ti­do à vi­da que des­toe des­sas pre­mis­sas, com cer­te­za se­rá um sen­ti­do fal­so, sem al­ma e cons­tru­í­do sob os efei­tos dos va­lo­res ma­te­ri­ais. Não há co­mo se pen­sar nu­ma vi­da que te­nha sen­ti­do, quan­do mi­lha­res de se­res hu­ma­nos ve­ge­tam so­bre as sar­je­tas, de­bai­xo das pon­tes e amon­to­a­das nos lo­gra­dou­ros pú­bli­cos das gran­des ci­da­des. Es­se nun­ca foi e nun­ca se­rá o sen­ti­do da vi­da hu­ma­na que Deus nos deu. Mas é as­sim que mui­tos vi­vem nes­te pa­ís, a luz do dia e sob os olha­res co­var­des e de­su­ma­nos das pes­so­as que se apre­sen­tam pa­ra ad­mi­nis­trar o pa­tri­mô­nio pú­bli­co re­co­lhi­do dos im­pos­tos que to­dos pa­gam. Que sen­ti­do têm a vi­da da­que­les que vi­vem na mi­sé­ria, pas­san­do fo­me, sem as­sis­tên­cia mé­di­ca e sem água tra­ta­da pa­ra ba­ber? Es­sa gen­te não go­za do sa­bor da vi­da que Deus lhe deu, eles ve­ge­tam e cum­prem, não sa­be­mos o por­que, uma ter­rí­vel si­na de pas­sa­rem por tu­do de ru­im que pas­sam que en­con­tram pe­la vi­da.

Ape­sar de tu­do, não de­ve­mos nos quei­xar do mun­do, o mun­do não é mau. Os se­res hu­ma­nos é que ain­da não con­se­gui­ram en­ten­der a mis­são de agi­rem com amor e bon­da­de. Mas do am­bi­en­te imun­do on­de mui­tos vi­vem, po­de nas­cer a pu­re­za que ale­gra a al­ma e aca­len­ta o es­pí­ri­to. As ve­zes, é da­qui­lo que nos pa­re­ce ru­im, im­pu­ro e in­de­se­já­vel à vi­da, que bro­ta a luz mais su­bli­me em nos­sos vi­das. Nes­se con­tex­to, va­le lem­brar que a luz não se su­ja, mes­mo quan­do é re­fle­ti­da no pân­ta­no e nas vi­das da­que­les que ali vi­vem. Res­ta às pes­so­as que vi­vem à mar­gem de uma vi­da in­dig­na te­rem, se é que po­dem, pen­sa­men­tos bons, por­que eles não se­rão ma­cu­la­dos, nem mes­mo quan­do re­fle­ti­dos em am­bi­en­tes me­nos pu­ros, on­de a mai­o­ria de vo­cês pas­sam o dia e a noi­te. Que a so­ci­e­da­de pos­sa abrir os olhos e lem­brar do sen­ti­do da vi­da, cer­ta que ela não nos per­ten­ce.

(Gercy Jo­a­quim Ca­mê­lo, co­ro­nel da Re­ser­va Re­mu­ne­ra­da da Po­lí­cia Mi­li­tar de Go­i­ás)

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