Opinião

O sonho de viver seguro

diario da manha

Os de­sa­fi­os do ser­vi­ço pú­bli­co são de­li­ne­a­dos pe­los seus ges­to­res. No ca­so do mu­ni­cí­pio de Go­i­â­nia, pe­lo pre­fei­to, se­gui­dos dos se­cre­tá­rios, su­pe­rin­ten­den­tes, di­re­to­res e as­sim por di­an­te. Es­pe­ci­fi­ca­men­te, fa­ço ho­je alu­são aos pro­je­tos de re­gu­la­ri­za­ção fun­di­á­ria da pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia.

São pes­so­as que es­pe­ram, há mui­to tem­po, pa­ra te­rem o seu imó­vel re­gu­la­ri­za­do. Es­ta ação é um de­sa­fio de ges­tão, ten­do em vis­ta o gran­de vo­lu­me de pro­ces­sos que são ana­li­sa­dos, com mui­to cui­da­do, pa­ra que tu­do se pro­ce­da de for­ma lí­ci­ta, tran­spa­ren­te e im­par­ci­al. As­sim, che­ga­mos ao mo­men­to mais gra­ti­fi­can­te que é a en­tre­ga das es­cri­tu­ras a ca­da pro­pri­e­tá­rio, que an­sio­sa­men­te es­pe­rou por es­te mo­men­to de ter sua mo­ra­dia e, fi­nal­men­te, di­zer que é “do­no”. Na­da mais pra­ze­ro­so do que po­der par­ti­ci­par des­ses mo­men­tos em que se con­so­li­da a ci­da­da­nia das pes­so­as.

O Pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia, por meio da Se­planh re­a­li­za to­do o tra­ba­lho com es­me­ro, cum­prin­do o que a ges­tão do pre­fei­to Iris Re­zen­de pla­ne­jou. O di­rei­to à mo­ra­dia é um dos exem­plos de ci­da­da­nia. À ci­da­da­nia são agre­ga­dos va­lo­res ine­ren­tes à dig­ni­da­de hu­ma­na. E uma das for­mas do po­der pú­bli­co com­par­ti­lhar es­tes va­lo­res é por meio das ações que a ele com­pe­te. As­sim, a ci­da­da­nia es­tá as­so­cia­da ao cam­po do Di­rei­to, em que exis­te uma sé­rie de le­gis­la­ções vol­ta­das pa­ra os di­rei­tos e de­ve­res que o ci­da­dão pos­sui. En­tre os de­ve­res, des­ta­ca-se o ze­lo pe­lo es­pa­ço e o cum­pri­men­to das leis. En­tre os di­rei­tos, des­ta­ca-se o de ir e vir, bem co­mo o de ter aces­so à mo­ra­dia.

In­sis­to nes­te te­ma de ci­da­da­nia, ten­do em vis­ta ser um as­pec­to de mui­ta re­le­vân­cia nos pro­je­tos do go­ver­no mu­ni­ci­pal, pois tra­ta-se da pro­mo­ção da dig­ni­da­de dos ci­da­dã­os de bai­xa ren­da, que ha­bi­tam nes­te mu­ni­cí­pio de Go­i­â­nia. E com ele, na con­di­ção de Su­pe­rin­ten­den­te de Ha­bi­ta­ção e Re­gu­la­ri­za­ção Fun­di­á­ria, sin­to-me tam­bém com­pro­me­ti­da no pro­ces­so, pe­lo mes­mo ide­al que pos­tu­lo sem­pre em to­das as fren­tes de tra­ba­lho nas qua­is me co­lo­co co­mo ser­vi­do­ra pú­bli­ca. Dei­xo a Se­cre­ta­ria da Mu­lher, on­de meu pro­pó­si­to era o de com­par­ti­lhar com o nos­so pre­fei­to, Iris Re­zen­de, de uma ges­tão re­a­li­za­da nos pa­râ­me­tros da dig­ni­da­de hu­ma­na. Da mes­ma for­ma dou con­ti­nui­da­de, em ou­tra di­men­são que pre­va­le­ce a dig­ni­da­de dos in­di­ví­duos, nos seus es­pa­ços de di­rei­to, por meio da Ha­bi­ta­ção: lo­cal on­de atuo num tra­ba­lho in­ten­so, com res­pal­do nos pi­la­res de in­te­res­se so­ci­al, cu­jos prin­cí­pios se atém à re­gu­la­ri­za­ção fun­di­á­ria e ur­ba­ni­za­ção de áre­as ocu­pa­das por po­pu­la­ção de bai­xa ren­da; aos lo­te­a­men­tos ir­re­gu­la­res nas áre­as pú­bli­cas de Go­i­â­nia; ao pro­je­to so­ci­al com ên­fa­se à “mi­nha ca­sa mi­nha vi­da”, em par­ce­ria com o go­ver­no fe­de­ral.

Nes­te con­tex­to ti­ve­mos a ale­gria de en­tre­gar mais um per­cen­tu­al de es­cri­tu­ras no bair­ro Ita­ma­ra­cá, na úl­ti­ma quin­ta-fei­ra.  A su­ces­são des­te pro­ce­di­men­to se da­rá, à me­di­da em que as do­cu­men­ta­ções es­ti­ve­rem de­vi­da­men­te re­gis­tra­das em car­tó­rio, com a aqui­es­cên­cia dos téc­ni­cos da Se­cre­ta­ria Mu­ni­ci­pal de Ha­bi­ta­ção e Re­gu­la­ri­za­ção Fun­di­á­ria.

Es­te é o ca­mi­nho que tri­lha­re­mos com nos­so tra­ba­lho, com a di­re­ção do nos­so pre­fei­to e com a ori­en­ta­ção de Deus.

 

(Cé­lia Va­la­dão Su­pe­rin­ten­den­te de Ha­bi­ta­ção e Re­gu­la­ri­za­ção Fun­di­á­ria, Can­to­ra e Ba­cha­rel em Di­rei­to)

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