Opinião

Calado Eduardo Bolsonaro!

diario da manha

Meu can­di­da­to é Ja­ir Bol­so­na­ro, mas is­so não me dá ao di­rei­to de ad­ver­tir à sua fa­mí­lia. Dei meu vo­to ao Eduar­do Bol­so­na­ro, pen­san­do ser ele um de­pu­ta­do adul­to pa­ra re­pre­sen­tar SP, e não ao “ga­ro­to” co­mo dis­se Bol­so­na­ro afir­man­do ter da­do ao fi­lho uma ad­ver­tên­cia. Nun­ca vi um fi­lho meu ser tão in­con­se­quen­te aos trin­ta e dois anos de ida­de. Ne­nhum co­men­tá­rio fo­ra de ho­ra e lu­gar. Por­tan­to fa­zer apo­lo­gia ao “fe­cha­men­to do STF’, é não es­tar pre­pa­ra­do pa­ra o car­go, por­que va­mos e ve­nha­mos. Se bem às vés­pe­ras de uma das elei­ções mais po­le­mi­cas que o Bra­sil já en­fren­tou, ver Eduar­do Bol­so­na­ro fa­zer es­se ti­po de co­men­tá­rio de fe­char o STF, res­pin­ga sim no seu pai que es­pe­ra­mos ele­ger pa­ra re­ti­rar o PT do po­der. Que nos­sos re­pre­sen­tan­tes res­pei­tem mais seus elei­to­res e me­nos ba­zó­fia por aí.

(Be­a­triz Cam­pos, via e-mail)

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O “soneca”

“Na mi­nha mão, ca­lo não”.  Es­ta fra­se sem­pre era di­ta por um ami­go meu.  No co­lé­gio ele re­ce­beu o ape­li­do de “so­ne­ca”.  Ele dor­mia o tem­po to­do na sa­la de au­la. Co­le­ci­o­na­va  no­ta ver­me­lha. Um dia de­ci­di dei­xar a nos­sa ci­da­de­zi­nha  in­do pa­ra a ci­da­de gran­de em bus­ca em­pre­go.  Era ja­nei­ro de 1984, épo­ca em que sur­giu o MST.  Pas­sa­dos dois anos que eu ha­via dei­xa­do a mi­nha ter­ra lá vol­tei e  fi­quei sa­ben­do que  o “so­ne­ca”  de­ci­diu en­gros­sar as fi­lei­ras do mo­vi­men­to rei­vin­di­ca­tó­rio.  Foi an­dar por es­se Bra­sil afo­ra com os  com­pa­nhei­ros.  Per­ma­ne­ci na ci­da­de gran­de su­an­do a ca­mi­sa, bus­can­do  ven­cer na vi­da e nun­ca mais vi o “so­ne­ca”. Eu sen­tia sa­u­da­de de­le. Re­cen­te­men­te, vi­si­tan­do a mi­nha ter­ra na­tal, ti­ve uma agra­dá­vel sur­pre­sa. Lá es­ta­va o ami­go que di­zia “na mi­nha mão,  ca­lo não”.  Fa­lou-me que de­ci­diu aban­do­nar o mo­vi­men­to e que ten­ta­rá dar uma vi­ra­da na vi­da. O que mais me cha­mou a aten­ção foi ver a sua pai­xão por  Bol­so­na­ro. Ele aguar­da an­sio­so pe­la che­ga­da do dia 28 de ou­tu­bro. Con­tei es­sa his­tó­ria pa­ra mos­trar que pra tu­do tem um tem­po de­ter­mi­na­do. Ah, ia me es­que­cen­do, ele ga­nhou inú­me­ros tro­féus de car­te­a­do.

(Je­o­vah Ba­tis­ta, via e-mail)

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Correção de rumo

 

A de­cla­ra­ção de Eduar­do Bol­so­na­ro afir­man­do que bas­ta­ri­am um sar­gen­to e um ca­bo pa­ra fe­char o STF, res­sus­ci­ta­da após mes­es, pa­ra nu­trir  a cam­pa­nha de Fer­nan­do Had­dad, foi pro­fe­ri­da num con­tex­to qua­se de pa­les­tra. Ou­tras, mais si­su­das, no mes­mo te­ma, apa­re­ce­ram nos mei­os de co­mu­ni­ca­ção. En­tre es­tas des­ta­cam-se a emi­ti­da pe­lo íco­ne do PT, ho­je con­de­na­do e pre­so, na qual ta­cha a Cor­te de aco­var­da­da e a ori­gi­na­da de um en­tão de­pu­ta­do do mes­mo par­ti­do, afir­man­do que sua es­tru­tu­ra ti­nha que ser re­de­se­nha­da, pois, ca­so ca­so con­trá­rio, en­ter­ra­ria a nos­sa de­mo­cra­cia. São co­ro­lá­rios de um fa­to tris­te: o de que a re­fe­ri­da ins­ti­tu­i­ção, afi­nal, não go­za da con­fi­an­ça da so­ci­e­da­de, na me­di­da em que, com fre­quên­cia, dá mo­ti­vos pa­ra tal. Tal­vez o mais em­ble­má­ti­co se­ja o con­fi­gu­ra­do pe­la de­ci­são de um dos seus mi­nis­tros, quan­do agre­diu a Car­ta Mag­na, da qual su­pos­ta­men­te é guar­di­ão, ao fa­ti­ar cláu­su­la in­di­vi­sí­vel, vi­san­do a pre­ser­var os di­rei­tos po­lí­ti­cos de uma ex-pre­si­den­te le­gal­men­te afas­ta­da do car­go. Ain­da bem que a von­ta­de do po­vo pre­va­le­ceu e, até cer­to pon­to, cor­ri­giu o ru­mo.

(Pau­lo Ro­ber­to Go­taç, via e-mail)

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DE­CLA­RA­ÇÕES

A im­pren­sa e o STF de­ram des­ta­que es­pe­ci­al à de­cla­ra­ção de Eduar­do Bol­so­na­ro (bas­ta “um ca­bo e um sol­da­do pa­ra fe­char o STF”) e pra­ti­ca­men­te ig­no­ra­ram as fa­las de Glei­se Hoffmann (“pa­ra pren­der Lu­la vai ter que pren­der mui­ta gen­te, mas, mais do que is­so, vai ter que ma­tar gen­te. Aí vai ter que ma­tar”), Wa­dith Da­mous (“te­mos que fe­char o STF”) e Jo­sé Dir­ceu (“uma ques­tão de tem­po pa­ra a gen­te to­mar o po­der. Aí a gen­te vai to­mar o po­der, o que é di­fe­ren­te de ga­nhar elei­ção”).

(Hum­ber­to Schuwartz So­a­res, via e-mail)

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Ótima notícia

 

Co­mo me­lhor re­sul­ta­do pa­ra o mês des­de 2013, nes­te úl­ti­mo mês de se­tem­bro 137.336 no­vos pos­tos de tra­ba­lho fo­ram cri­a­dos com car­tei­ra as­si­na­da, co­mo in­for­ma o Ca­das­tro Ge­ral de Em­pre­ga­dos e De­sem­pre­ga­dos (Ca­ged). Já no acu­mu­la­do do ano até se­tem­bro, 719 mil tra­ba­lha­do­res fo­ram con­tra­ta­dos com car­tei­ra as­si­na­da!  Em­bo­ra lon­ge do ide­al pa­ra aten­der os mais de 12 mi­lhões de de­sem­pre­ga­dos, a aber­tu­ra de no­vas va­gas de em­pre­go es­tá se ace­le­ran­do…

(Pau­lo Pa­nos­si­an, via e-mail)

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O deboche do preposto

 

Mui­to bem lem­bra­do no ar­ti­go “ O de­bo­che do pre­pos­to”, pu­bli­ca­do no Es­ta­dão e mui­to bo­as as ob­ser­va­ções so­bre a en­tre­vis­ta na TV Cul­tu­ra, Ro­da Vi­va, com re­la­ção às ex­pli­ca­ções de Had­dad so­bre os atos de cor­rup­ção pra­ti­ca­dos pe­lo PT que “pro­va­vel­men­te sim” eles exis­ti­ram e que os cri­mes se­ri­am fi­nan­cia­men­to de cai­xa 2 e en­ri­que­ci­men­to ilí­ci­to., igual­men­te gra­ves. O que o pre­pos­to can­di­da­to não en­ten­deu é  que ele es­tá can­di­da­to jus­ta­men­te por­que Lu­la es­tá pre­so por cor­rup­ção pas­si­va e la­va­gem de di­nhei­ro, por­tan­to são os cri­mes que o PT faz ques­tão de ig­no­rar. Ao não re­co­nhe­cer os cri­mes, Had­dad en­ga­na seus elei­to­res e não pas­sa a me­nor cre­di­bi­li­da­de pa­ra go­ver­nar o pa­ís, quan­do afron­ta a jus­ti­ça des­ca­ra­da­men­te. Pa­ra pi­o­rar,  es­sa en­tre­vis­ta, cau­sa cer­ta es­tra­nhe­za, já  que o can­di­da­to não foi con­fron­ta­do pe­los jor­na­lis­tas pre­sen­tes quan­do es­con­deu os cri­mes pe­los qua­is seus  ami­gos pe­tis­tas, Jo­sé Dir­ceu, De­lú­bio So­a­res e Jo­sé Ge­no­i­no  fo­ram con­de­na­dos por cor­rup­ção ati­va e for­ma­ção de qua­dri­lha além de Jo­ao Pau­lo Cu­nha e Jo­ao Vac­ca­ri Ne­to. Não por aca­so,  o tí­tu­lo pi­xu­le­co do Lu­la lhe ser­ve co­mo  uma lu­va.

(Iza­bel Aval­lo­ne, via e-mail)

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