Opinião

Feliz 65 anos, Crixás!

diario da manha

Cri­xás, mi­nha ci­da­de ama­da, que­ro te pa­ra­be­ni­zar por mais um ani­ver­sá­rio. Sou mais um Cri­xa­en­se que se or­gu­lha de sua ci­da­de na­tal, que tem por es­sa ter­ra um sen­ti­men­to de amor e res­pei­to. Os anos pas­sam e as lem­bran­ças da in­fân­cia pe­las ru­as da ci­da­de so­bres­sa­em em meu pen­sa­men­to. São mo­men­tos eter­ni­za­dos que for­ta­le­cem ain­da mais mi­nha pai­xão por es­se Mu­ni­cí­pio Go­i­a­no cons­tru­í­do por gen­te tra­ba­lha­do­ra e que não fo­ge à lu­ta.

Cri­xás, meu ber­ço. Ci­da­de on­de con­vi­vi com meus fa­mi­lia­res, mui­tos que já par­ti­ram dei­xan­do sa­u­da­des, ou­tros que ain­da te­nho a dá­di­va da con­vi­vên­cia. Am­bi­en­te em que cres­ci, fiz mui­tos ami­gos, apren­di o que era cer­to e o que não era, va­lo­res pra ser um adul­to con­sci­en­te do meu pa­pel no mun­do. O tra­ba­lho na ro­ça que exi­gia mui­to es­for­ço, mas era re­com­pen­sa­do pe­la far­tu­ra da co­lhei­ta. A vi­si­ta ines­pe­ra­da do vi­zi­nho que sem­pre che­ga­va com al­go pa­ra com­par­ti­lhar, fos­se um quei­jo cai­pi­ra, um do­ce ca­sei­ro ou fru­tas co­lhi­das no pé.

Cri­xás, meu lu­gar se­gu­ro. Cal­ça­das dos pas­sos de­mo­ra­dos, do de­do de pro­sa, do ban­co da pra­ça. Das con­ver­sas na ja­ne­la, dos pou­sos dos car­rei­ros, das fes­tas de São Jo­ão na fa­zen­da, do mu­ti­rão pa­ra fa­zer pa­mo­nha. A ci­da­de do ca­fé co­a­do, quen­ti­nho na ho­ra, com bis­coi­to de pol­vi­lho e bo­li­nho de chu­va. Do tem­po das brin­ca­dei­ras de ro­da, das can­ti­gas de vi­o­la, do pas­seio a ca­va­lo e da mis­sa de do­min­go. Das mo­ças na­mo­ra­dei­ras, das fes­tas de ca­sa­men­to que de­mo­ra­vam uma se­ma­na, da co­mi­da far­ta e do chei­ro da ter­ra mo­lha­da.

Cri­xás, mui­to obri­ga­do. An­dar por su­as ru­as e con­vi­ver com a sua gen­te me faz sen­tir com­ple­to e re­a­li­za­do. Me traz a cer­te­za de que pu­de vi­ver em uma épo­ca que não pas­sa­va tão de­pres­sa. Que a tec­no­lo­gia não nos rou­ba­va tan­to tem­po. Que as con­ver­sas com os ami­gos e pa­ren­tes não ti­nham ho­ra pa­ra aca­bar. Um tem­po que se foi, mas que vi­ve den­tro de mim! Pa­ra­béns, Cri­xás, pe­los seus 65 anos!

 

(Eu­ri­van Fer­nan­des da Ro­cha, 3º sar­gen­to da Po­lí­cia Mi­li­tar de Go­i­ás, ba­cha­rel em Di­rei­to pe­la Uni-Anhan­gue­ra e pós-gra­du­a­do em Di­rei­to Pú­bli­co pe­la Fa­cul­da­de Ca­sa Bran­ca)

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