Opinião

Tendência: Goiás consolida liderança na geração de empregos entre os Estados do Centro-Oeste

diario da manha
Wilder Morais: missão agora no Pros

O protagonismo na geração de empregos, de acordo com dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério da Economia, tem sido consolidado por Goiás. Líder na geração de empregos entre os Estados do Centro-Oeste, Goiás tem ficado entre os primeiros do país nesse quesito. Os números de geração de empregos no mês de abril desenham o que vem sendo a tendência dos últimos três meses: o saldo positivo de Goiás é de 6.496 empregos.

Estes dados foram positivos, principalmente quando se compara com o mês anterior, que apresentou números muito desfavoráveis no ambiente nacional: diminuição de 42.182 postos formais de empregos do País, em números já ajustados. O mês de março pode ter sido uma exceção, já que o mercado de trabalho brasileiro criou 129.601 empregos com carteira assinada em abril. Espera-se que com a aprovação da Reforma da Previdência, além de aprovação de outras reformas importantes, o País venha apresentar números ainda mais positivos, combatendo a triste realidade de mais de 13 milhões de brasileiros desempregados.

Voltando a atenção para os números do CAGED que dizem respeito ao nosso Estado observamos uma alteração de rumo de resultados, se comparado ao que vinha sendo divulgado nos últimos meses de 2018. No último quadrimestre de 2018, o Estado de Goiás teve um saldo negativo de 19.170 empregos formais. Foram quase 20 mil pessoas que perderam sua carteira assinada, o que contribuiu para a impressionante última colocação no ranking nacional de variação da produção industrial. Goiás recuou 4,5% no setor industrial em 2018, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Somente considerando as indústrias de transformação, nosso Estado teve um decréscimo de 9.393 vagas formais de trabalho neste período (2018).

O levantamento de 2019 mostra reação de Goiás. Somando os números do primeiro quadrimestre desse ano, Goiás apresentou dados positivos, com a criação de 21.576 vagas de trabalho, sendo 6.433 nas indústrias, o que o levou a primeira colocação do Centro-Oeste (com mais de 7 mil vagas de vantagem do segundo colocado) e um dos líderes nacionais. Nosso Estado não só saiu de números negativos, como vem se consagrando na liderança de geração de empregos entre os Estados do Centro-Oeste.

Devido a grave crise fiscal atual provocada pela antiga gestão que agia irresponsavelmente, o atual Governo teve que tomar medidas como a redução dos benefícios e incentivos fiscais. Durante a transição de Governo, ainda em 2018, após diversas conversas e negociações com o Fórum Empresarial, foi aprovada emenda ao projeto de reinstituição dos benefícios fiscais, com revisão que tem potencial de gerar incremento de arrecadação suficiente parar cobrir parte do déficit herdado. É Fato que, mesmo após a revisão dos incentivos fiscais, Goiás ainda é o segundo estado mais competitivo do País, perdendo apenas para o Amazonas, devido a Zona Franca.

Somado aos benefícios tributários e sem basear somente neles, o atual Governo vem fazendo uma forte política de atração e manutenção de investimentos. O Governo de Goiás passou a ser protagonista na política de repasses de créditos no FCO, além de retornar os programas de microcrédito que há meses estavam suspensos, como o Banco do Povo. Nestes quatro primeiros meses, Goiás vem trabalhando junto às prefeituras para atrair empresas e gerar desenvolvimento regional. Este trabalho resulta em crescimento de quase 30% na abertura de empresas, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás.

Fruto deste compromisso com o setor produtivo, já na primeira parte da reforma administrativa foram criadas as Secretarias de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de Indústria, Comércio e Serviços e de Desenvolvimento e Inovação. Várias políticas estaduais de desenvolvimento estão sendo trabalhadas, sempre com foco na geração de empregos e renda. Temos dado atenção a vocação de cada município do Estado para levarmos o desenvolvimento a todas as cidades goianas. Esses números positivos são só o começo de uma nova história. Goiás tem muito a avançar, com a parceria entre o setor produtivo e o Estado, fazendo programas conjuntos de empreendedorismo, cooperativismo, parcerias público-privadas, simplificação, diminuição da burocracia e maior liberdade econômica. Estes são grandes metas para os próximos anos. É certo que a tendência mudou e está positiva, fruto da maior confiança dos investidores. Temos certeza que vamos avançar ainda mais!

Wilder Pedro de Morais – empresário, engenheiro civil e secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás

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