Política & Justiça

Impávido colosso

Lucas Kitão Especial para  Diário da Manhã

Estranho né? Concordo, também já cantei o nosso hino sem perceber o quão forte são suas afirmações, aliás, o quão forte somos. Até poucos dias atrás não estava certo de que nosso pais estaria em crise, ou melhor, em crises.
A crise econômica provada pela estagnação no crescimento, alta da inflação e desvalorização do real, aumento de impostos e até então sem nenhuma resposta. Crise política, pois a maioria das instituições de políticos perderam a credibilidade e a população de modo geral não se interessa nem um pouco pelo assunto. Também a crise de valores, que por sua vez, são feridos diariamente com a sucessão de escândalos de corrupção e que vão minguando nas famílias brasileiras a confiança no governo e a esperança que as coisas vão melhorar.
As panelas e vaias fizeram a abertura do duelo. De um lado sem muita novidade a CUT honrou seu espaço no time vermelho, conseguiu tumultuar o transito em algumas cidades (com todo respeito mas trabalhador que é trabalhador não protesta sexta-feira em horário comercial). O time azul e verde demorou a se organizar, mas veio forte, tomou as ruas do Brasil, reivindicou respeito, gritou sua indignação de forma respeitosa e condenou as atitudes violentas de uma minoria oportunista.
A torcida leia população, pode entender o porquê da dona de casa se juntar aos médicos que se uniram aos caminhoneiros que chamaram os estudantes que levaram seus pais e seus amigos produtores rurais, milhões de pessoas movidas pela vontade de guiar o pais para o rumo do crescimento social e econômico. Aquele crescimento que nos colocava entre os emergentes e não no grupo dos 25 países com a maior inflação no mundo, segundo o Trading Economics.
Em dezembro de 2010 o dólar custava R$ 1,66, a nossa dívida pública, somando a interna e a externa era 1,7 trilhão, hoje margeia 2,3 trilhões e uma ação da Petrobras caiu de R$ 27 para a casa dos R$ 8. Inexplicável, assim como o Brasil, rico em recursos naturais, ocupar a 6ª posição no Ranking da Energia mais cara do mundo. É o que revela recentes dados divulgados pela Ferjan.
Os ministros que nos desculpem, mas respostas vagas não nos convenceram. Fora de questões ideológicas e preferencias partidárias, digo com toda certeza, os problemas do Brasil são muito mais complexos do que a relação petralhas x coxinhas, ou a falácia que o Nordeste não pensa como o resto do país. Já dizia o sábio Professor Marcos Marinhos, concordando ou não, somos um só povo, muitas vezes desprovido de cidadania para entender que a sociedade precisa de todas essas diferenças para se construir e da política para sobreviver!

(Lucas Kitão, acadêmico de Direito, vice-presidente da Juventude do PSDB de Goiás. @lucasbueno45)

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