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MPF denuncia tesoureiro do PT e ex-diretor da Petrobras

diario da manha

Folhapress
O Ministério Público Federal fez novas denúncias dentro da Operação Lava Jato. Entre os denunciados, está o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Também estão nessa denúncia, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o empresário Adir Assad – investigado sob suspeita de manter empresas laranjas e usá-las para lavar dinheiro – e Lucélio Roberto von Lehsten Góes, filho de Mario Góes, que já está preso em Curitiba e é apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras.
Os três foram presos na manhã de ontem, na décima fase da investigação que apura um esquema de corrupção na Petrobras. Além deles, Sonia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Junior também foram citados. A Polícia Federal cumpre também mandados de prisão contra eles.
A nova denúncia, segundo os promotores, envolvem desvios em quatro obras da Petrobras: gasoduto Urucu-Coari, refinarias Araucária e Paulínia e gasoduto Pilar/Ipojuca. Também segundo os promotores, há empresários envolvidos nessas nova denúncia, entre eles executivos da OAS, Mendes Jr e Setal.
Denúncia é a acusação formal de um crime, encaminhada ao Judiciário pelo Ministério Público e não pressupõe culpa do acusado.

BARUSCO
No primeiro depoimento da CPI da Petrobras na Câmara, feito na última terça-feira (10), o ex-gerente da estatal Pedro Barusco admitiu o recebimento de propinas e a divisão delas com o PT e detalhou seu relacionamento com Vaccari Neto.
Disse que recebeu um pedido de reforço financeiro tesoureiro e que, por isso, providenciou o repasse de US$ 300 mil para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010.
Os detalhes do relacionamento com o tesoureiro, caso confirmados com registros como câmeras internas dos hotéis e dados telefônicos, podem comprovar pela primeira vez a proximidade entre Barusco e Vaccari.
Vaccari Neto e o PT negam que tenha havido qualquer irregularidade e afirmam que Barusco não apresentou provas.
O tesoureiro do PT também está na lista de políticos que tiveram a abertura de investigação pela Procuradoria-Geral da República autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

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