Política & Justiça

Sindicalistas fazem desagravo a Dilma Rousseff e à Petrobras

diario da manha

Sindicatos ligados à CUT, CTB, lideranças e parlamentares do PT e PCdoB promovem ato pela democracia e contra golpismo

Centenas de sindicalistas se reuniram na manhã de ontem, na Praça Cívica para ato em defesa da Petrobras e do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Sindicatos, ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central Trabalhista Brasileira (CTB), mobilizaram centenas de sindicalitas, lideranças políticas e trabalhadores ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST) que se aglomeraram em torno do Coreto da Praça Cívica. Nas falas, defesa da democracia, do governo da presidente Dilma e da Petrobras.

Presidente da CUT-GO, Bia Lima protestou contra a iniciativa de setores do PSDB, DEM e PPS, que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A líder sindical diz que o povo brasileiro não admite golpismo. Cobrou também mais diálogo do governo federal com os movimentos sindicais e diz que os trabalhadores não aceitam retrocesso na democracia e nos direitos conquistados pela Constituição de 1988.

Membro do comitê central do PCdoB, o ex-deputado Fábio Tokarksi lembra que a Praça Cívica foi palco dos primeiros comícios do movimento Diretas-Já e, novamente, o povo se reunia naquele local para defender a ordem democrática. A deputada estadual Adriana Accorsi (PT) salienta que é preciso respeitar o resultado das urnas. “A maioria do povo brasileiro reelegeu a presidente Dilma Rousseff para mais um mandato e assim como, em Goiás, a oposição respeita a reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB), no plano federal, os partidos que se opõem ao governo Dilma também tem o dever de respeitar o veredicto popular”, frisa.

A deputada estadual Isaura Lemos e a vereadora Tatiana Lemos também discursaram. Mãe e filha, eleitas pelo PCdoB, reclamaram da campanha de ódio movida nas redes sociais contra Dilma, ressaltando que o machismo ainda prevalesce também na cena política. A ex-deputada Marina Sant’Anna (PT) reforça esta crítica, repudiando as charges do cartunista Caruso, publicadas no Dia da Mulher, no jornal O Globo, onde a presidente Dilma é decaptada por um membro do Estado Islâmico. “Dilma orgulha o País com um governo voltado a população mais pobre. Não é o golpismo daqueles que não querem a emancipação do povo brasileiro que vai subverter a lei. Impeachment não cabe contra uma mulher honesta, determinada e guerreira”, diz.

Para o vereador Carlos Soares (PT), “as batidas de panela das madames não sensibilizam o povo humilde, que, graças aos governos de Lula e Dilma, está com a panela cheia, com casa própria, do programa Minha Casa, Minha Vida, e que tem agora salário e renda para viver com mais dignidade”.

Deputada estadual, Adriana Accorsi (PT): respeito ao resultado das urnas
Deputada estadual, Adriana Accorsi (PT): respeito ao resultado das urnas

Ex-prefeito de Goiânia e um dos criadores do Comitê pela Anistia em Goiás, Pedro Wilson lembrou que num dia 13 de março, em discurso na Central do Brasil, o presidente João Goulart lançou as reformas de base, que desagradaram a direita brasileira, que fez o golpe com ajuda dos Estados Unidos, e lançou o Brasil numa longa ditadura. “A direita não quer o povo andando de carro, voando de avião, comprando casa e vivendo bem. Quer o povo submisso. Mas a resposta está sendo dada nas ruas. Viva a democracia!”, enaltece.

Ex-preso político, Pinheiro Salles lembra que o Brasil está caminhando para completar 30 anos democracia, mais longo período já experimentado pelo País, que já sofreu golpes e interrupções na ordem democrática. O ex-deputado estadual Mauro Rubem salienta que ao invés de pedir golpe, os movimentos contrários ao governo Dilma deveriam estar nas ruas cobrando reforma política, com o fim do financiamento empresarial das eleições. “O financiamento de partidos por empresas é o germe da corrupção”, alerta.

Acampados do MST das cidades de Jatai, Caiapônia, Doverlândia, Piranhas, Fazenda Nova e Guapó prestigiaram o ato, assim como presidentes do Sintego, Sindicato dos Correios, Sintsep, Sintraq, Fetaeg, Sinae, Fórum das Mulheres, entre outros sindicatos. Aos gritos de “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, os manifestantes encerram o ato, prometendo mobilização permanente contra qualquer tentativa de privatização da Petrobras e de impeachment da presidente Dilma.

23 ESTADOS E DF EM DEFESA DO GOVERNO

Manifestação, em São Paulo, reuniu cerca de 8.000 pessoas (Foto:Kléber Tomaz/G1)
Manifestação, em São Paulo, reuniu cerca de 8.000 pessoas (Foto:Kléber Tomaz/G1)

Protestos em defesa da Petrobras ocorreram em cidades de 23 Estados e no Distrito Federal, ontem. Os manifestantes, que foram convocados por centrais sindicais e outras entidades, também reivindicaram direitos dos trabalhadores, reforma agrária e reforma política. Houve ainda a defesa do governo da presidente Dilma Rousseff.

As manifestações foram no Acre, em Alagoas, no Amapá, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Maranhão, em Minas Gerais, na Paraíba, no Pará, Paraná, em Pernambuco, no Piauí, Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, em Rio Grande do Sul, em São Paulo, Sergipe, Santa Catarina e Tocantins. Os atos foram pacíficos e nenhum incidente foi registrado.

Por volta das 17h, havia protestos em Belém, Belo Horizonte, Caxias do Sul, São Paulo, João Pessoa, Brasília, Natal, Florianópolis, Palmas, Teresina e Vitória.

 

DISTRITO FEDERAL

Por volta das 15h30, integrantes da CUT começaram a se concentrar no Conic, centro comercial na área central de Brasília. Segundo Ismael Cesar, diretor da CUT, a previsão é reunir de 1.000 a 1.500 pessoas. O grupo partirá em direção à rodoviária da capital federal por volta das 17h.

A aposentada Claudia Castro, que representa o “Revoltados On-line” em Brasília, disse que o grupo optou por mudar de estratégia ao saber que um grupo pró-PT também realiza um ato na capital. “Vamos evitar todo e qualquer confronto. Não vamos passar por onde eles estão”, disse ela.

 

Rio de Janeiro

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chegaram à Cinelândia para protesto por volta das 15h40. João Pedro Stédile, líder do MST, se disse feliz com o que chamou de “jornada cívica em todo o País”. “(Quero) Pedir ao secretário de Segurança (Beltrame) que proteja os ativistas, porque o que a direita está tentando fazer conosco é uma tentativa de homicídio”, declarou, no Rio de Janeiro.

Segundo a PM, 400 policiais foram escalados para fazer a segurança da manifestação no Rio.

 

Minas Gerais

1.000 pessoas, de acordo com organizadores. 200, segundo a PM. O grupo iniciou um protesto por volta das 13h45 em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Da Praça Afonso Arinos, os manifestantes devem seguir para a Praça Sete, tradicional ponto de protestos no centro da capital.

Estudantes, que participam do protesto, entoam que “não vai ter golpe”. Eles também defendem a presidente Dilma Rousseff, cantando “Dilma guerreira da pátria brasileira”.

 

Pernambuco

3.000, segundo a CUT, 1.500, segundo Companhia de Trânsito e Transporte Urbano. No Recife, houve um ato em defesa da Petrobras e pedindo o fim das medidas provisórias 664 e 665, que alteram pontos da legislação trabalhista. A concentração começou às 7h junto ao Parque 13 de Maio, no bairro de Santo Amaro. A passeata terminou às 12h.

O tesoureiro da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Heleno Santos, disse que a entidade apoia a investigação da corrupção. “Nós estamos aqui defendendo o Brasil, ou seja, estamos em defesa da Petrobras, das investigações e também do governo, do legado do presidente Lula e da presidente Dilma. Somos a favor da investigação intransigente dos casos de corrupção”, aponta o tesoureiro da CTB.

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