Política & Justiça

Vereadores derrubam veto e mantêm orçamento impositivo

diario da manha
Cada vereador irá contar com recursos de R$ 1 milhão para obras (alberto maia)

Danyla Martins
A relação entre o Paço e a Câmara de Goiânia ganhou um novo modelo, após a manutenção do orçamento impositivo na sessão, de quinta-feira (19), do Legislativo da Capital por 17 votos a 10 a favor da derrubada do veto do prefeito Paulo Garcia. Cada vereador irá contar com recursos de R$ 1 milhão para serem destinados a obras em Goiânia, permitindo o estreitamento dos laços entre Executivo, Legislativo e os moradores de cada região do município. A medida regula a matéria de mesmo teor aprovada no Congresso e que irá gerar um efeito cascata em todas as assembleias e câmaras do País.
O presidente da Câmara, Anselmo Pereira, conduziu os trabalhos durante a votação do veto do prefeito Paulo Garcia, que havia liberado a base para votar a proposta. O decano articulou entre os vereadores para que o veto fosse votado em um clima de união pelos interesses da sociedade, sempre resguardando o espaço para os votos discordantes.
“Os vereadores mantém contato intenso com as bases diariamente. Conhecem profundamente as demandas de cada setor da capital, por isso, nada mais natural que esse novo modelo de relação entre a Câmara, o Paço e o cidadão. São recursos que já existem à disposição de investimentos que serão apenas realocados para pontos problemáticos que o vereador perceba a importância”, explicou o presidente Anselmo Pereira.
O vereador Elias Vaz (PSB) manifestou-se favorável à proposta. Ele destacou que é preciso ressaltar que agora as discussões sobre os investimentos deixaram de ser exclusivamente entre os vereadores e a prefeitura e passam a ser entre os vereadores e os moradores de cada região, ampliando a participação popular na destinação das verbas públicas. “Os recursos existem. Essa medida visa apenas o fortalecimento do Legislativo e não é contra o Paço”, disse.
Autor da proposta, que cria o orçamento impositivo na Câmara, o vereador Clécio Alves (PMDB) votou contra o próprio projeto. Clécio argumentou que a prefeitura passa por problemas financeiros e que a proposta iria agravar a situação. Os vereadores de oposição contra-argumentaram que não seria o novo modelo que iria gerar um impacto nas contas do município, uma vez que o valor total (R$ 35 milhões) é muito pequeno comparado com o total administrado pela prefeitura (aproximadamente R$ 6 bilhões).

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