Política & Justiça

Corte vai preservar Mais Médicos e Bolsa Família

Da Agência Estado

diario da manha

 

Questionado por que o governo tem dificuldade em cortar gastos e prioriza cortes nos investimentos no contingencimento, o ministro do Planejamento Barbosa diz que no Brasil há uma “rigidez orçamentária” que reduz o espaço de atuação. “À medida que a situação fiscal for mais normalizada isso pode ser regularizado, mas o governo não tem discutido isso”, disse.

O ministro reafirmou que o corte vai preservar programas essenciais, como o Mais Médicos e Bolsa Família. Dotação máxima para o PAC, inicialmente prevista para R$ 65 bi, será reduzida para R$ 45 bi para pagamento e R$ 39 bi para empenho. Segundo o ministro, áreas prioritárias como o Minha casa, Minha Vida e programas de combate à crise hídrica e obras estruturantes no Nordeste serão preservadas. Na educação serão usados R$ 15,1 bi, valor acima do mínimo constitucional, segundo o ministro.

O contingenciamento não é linear entre os ministérios, diz o ministro. Um cronograma de investimentos vai preservar projetos estruturantes e em fase de conclusão.

Barbosa disse que o governo espera economizar R$ 5 bi com as alterações do abono salarial e seguro-desemprego propostas nas medidas provisórias que tramitam no Congresso, em relação ao que foi projetado inicialmente na lei orçamentária, em agosto de 2014.

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