Política & Justiça

Deputados querem acabar com as brigas pessoais em plenário

Presidente Helio de Sousa alerta parlamentares para evitar “baixo nível” dos debates, já que a função do Poder é legislar, fiscalizar e apresentar propostas

diario da manha

Helvécio Cardoso,Da editoria de Política&Justiça

Como se dizia antigamente, “os ânimos esquentaram”. Foi na semana passada, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. O líder do governo, deputado tucano José Vitti (PSDB), e o deputado oposicionista Major Araújo (PRP) iniciaram uma discussão que extrapolou os limites do assim chamado “debate civilizado” e só não acabou em troca-tapas porque a sempre atenta “turma do deixa disso” interveio prontamente, apartando os quase brigões.

José Vitti não é lá muito complacente, e Araújo vem se destacando por sua lihnguagem desabrida e desaforada, muitas vezes ultrapassando a linha, muito tênue, que separa a crítica opocionista, legítima e necessária, do insulto à pessoa dos que governam. E se a controvérsia política vira desavença pessoal, para as vias de fato é um passo. Por pouco não tivemos no plenário, que leva o nome de Cel. Getulino Artiaga, aqueio que, no jornalismo de antigamente, chamávamos de “cenas de púgilato”.

O incidente é ruim para todos. Para os brigões, para o Legislativo enquanto insituição, que deveria ser veneranda, para a assim chamada classe política, cujo prestígio junto à sociedade civil a cada dia diminui. Foi por isso que o presidente da Casa, deputado Helio de Sousa, convocou reunião de todos os deputados no gabinete da presidência, na tarde de ontem, antes do início da sessão ordinária. A reunião não foi oficial. Claro, teve um caráter meramente político, por isso nem se lavrou ata.

Foi, ademais, reunião a portas fechadas. O que lá se discutiu, ficou entre os que participaram. Mas, como em política tudo se sabe, o que se soube é que o objetivo foi esfriar a crise, superar o incidente. Buscou-se uma saída honrosa para os dois lados. Águas passadas.

Helio de Sousa é parlamentar da velha escola, aquela onde se ensina que o bom político deve respeitar para ser respeitado, deve ser firme em suas convicções, mas lhano no trato com os colegas. Deve saber usar as palavras para convencer e jamais perder a compostura. Por isso, ele pediu aos deputados para maneirar.

Até porque instituiu-se, recentemente, uma Comissão Parlamentar de Ética, finalmente instalada e já apta a funcionar. Incidentes como o que ocorreu poderão, doravante, ser objeto de apreciação pela nova comissão, levando os futuros candidatos pugilistas a sofrerem penalidades que podem ser, inclusive, a perda do mandato.

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