Política & Justiça

Colaborador pretoriano

Apesar de alta de demissões dentro das empresas, o cenário adverso também é momento de desenvolvimento profissional para aqueles que realmente vestem a camisa da corporação

diario da manha

 

Da redação

Instituída pelo primeiro grande imperador de Roma, César Augusto, a Guarda Pretoriana foi, por três séculos, um corpo militar que serviu aos interesses pessoais dos imperadores. Era constituída por legiões de homens que, dispostos a matar e a morrer, se destacavam pela fidelidade ao líder, habilidade e inteligência no campo de batalha. Apesar de ter deixado de existir em meados do século IV, a essência deste grupo atravessou o tempo e, atualmente, conquista espaço no mundo corporativo. Nesse ambiente, os pretorianos são aqueles colaboradores que estão dispostos a enfrentar qualquer desafio ao lado de seus empregadores, leais às determinações de seus “comandantes”, com foco nos resultados. Isso é o que explica o consultor de Gestão Empresarial Marcelo Camorim, o qual ressalta que trabalhadores com essas características serão os mais valorizados no mercado, especialmente neste momento de alta de demissões e rescisões contratuais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desemprego atualmente em 7,9% é o maior em dois anos. De acordo com Camorim, as empresas privadas – responsáveis por mais da metade dos empregos brasileiros 2014 (50,8%) – estão “sofrendo” porque não conseguem repassar os aumentos das taxas para o consumidor e precisam manter a competitividade. “Assim como o consumidor pisa no freio na hora de gastar o seu salário, o empresário também tem mais austeridade em sua gestão de caixa e nos gastos mensais”, pontua. Porém, os profissionais pretorianos têm mais chances de passarem ilesos pelos momentos de adversidade, pois, segundo o especialista, serão os aliados das empresas neste momento de turbulência. “O que as empresas necessitam neste momento é de profissionais qualificados e comprometidos”.

Desse modo, em paralelo com as demissões, ele enxerga que este é um tempo também para o desenvolvimento de carreiras, uma vez que para manter a estabilidade dos indicadores de desempenho, as empresas irão investir estrategicamente no fortalecimento do time de colaboradores. “Aqueles que passarem pelo funil do mercado têm grandes chances de terem seu empenho recompensado”.

 

Darwinismo

O consultor reitera que profissionais de todas as áreas andam assustados com os cortes das empresas e, talvez, esta seja a “chacoalhada” de que necessitam para acordar para as novas necessidades do mercado. “Demissões e rescisões contratuais vão continuar acontecendo, infelizmente. Por outro lado, os pretorianos, que ajudarão as empresas a atravessarem o momento, chegarão junto com ela do outro lado do rio com perspectiva de crescimento”, conclui.

Para o especialista, é o momento mais adequado para de se aplicar a meritocracia no mundo corporativo como forma de se promover um ambiente produtivo dentro das organizações. Essa foi sua recomendação aos empresários da Câmara Americana do Comércio de Goiás (Amcham-Goiás) em palestra realizada ao grupo. “É por intermédio de uma equipe comprometida que a empresa irá manter a qualidade do serviço, sua posição no mercado e sua imagem diante dos clientes”.

 

O COLABORADOR PRETORIANO É:

 

  • Fiel – aos objetivos, à liderança e à estratégia atual da companhia

 

  • Comprometido – Está engajado nas metas e objetivos do momento

 

  • Transparente – É franco e verdadeiro nos momentos de fraquezas e fortalezas vividas no cenário

 

  • Empreendedor – Está sempre disposto a enfrentar novos desafios. Ao invés de se omitir diante de uma situação, busca soluções e sempre contribui para o desenvolvimento do negócio

 

  • Corajoso – Está sempre preparado para enfrentar novas batalhas e jamais se acovarda ou se sente derrotado. É ser um profissional destemido que entra na batalha para vencer, tal como um pretoriano da antiguidade

 

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