Política & Justiça

TRE nega pedido de presidente da Câmara e afasta vereadora

diario da manha
Vireni Vila Verde (Pros)

O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) negou, em ses­são de julgamento realizada na úl­tima terça-feira, o pedido da verea­dora de Inhumas Vireni Vila Verde Alvares da Silva (Pros), relativo à decisão que cassa seu diploma e estabelece sua inelegibilidade por oito anos. A parlamentar assumiu o cargo de presidente da Câmara Municipal, após o antigo dirigen­te, Gleiton Luiz Roque (PTB), ter sido afastado do cargo por 180 dias.

De acordo com o TRE, Vireni enfrenta vários processos na Jus­tiça por corrupção eleitoral e aca­ba de ser condenada em segunda instância. Com essa decisão, a ve­readora deverá ser afastada do car­go e poderá recorrer em terceira instância fora do mandato.

No documento emitido pelo TRE, consta que Vireni alegou que as provas apresentadas contra ela não tinham força, uma vez que as testemunhas que comprovam as acusações contra ela são próximas do outro vereador que assumiria o cargo caso ela fosse afastada. Con­tudo os desembargadores decidi­ram, por seis votos a zero, negar o pedido da parlamentar.

Durante a sessão, Vireni ne­gou também que doou uma ca­deira de rodas a uma das tes­temunhas para garantir votos. Segundo a vereadora, a doação foi feita pela Secretaria de Saúde de Inhumas. Além disso, a parla­mentar alegou que duas das três pessoas ouvidas, e que compro­variam seu envolvimento com corrupção eleitoral, são analfa­betas e por isso estariam agindo sob orientação de outra pessoa.

PROCESSOS

De acordo com o TRE, o atual presidente, Gleiton Luiz Roque (PTB), está afastado do manda­to por 180 dias, e responde por vários crimes, inclusive por trá­fico drogas. Já Vireni aguarda a conclusão de julgamento em outro processo, no qual cinco desembargadores já votaram em desfavor da vereadora.

Além deles, o primeiro secre­tário da mesa diretora, vereador Leandro Essado (PMDB) tam­bém está afastado por supos­tamente ter participado em es­quema de fraude em licitações. Já o segundo secretário aguarda julgamento em segunda instân­cia por crimes eleitorais.

 

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