Política & Justiça

Seds ministrou curso sobre políticas para igualdade racial

diario da manha

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) concluiu nesta quarta-feira (26) o Curso de Capacitação em Políticas de Promoção da Igualdade Racial. O evento foi realizado em parceria da Superintendência Executiva da Mulher e Igualdade Racial e Gerência de Projetos Intersetoriais e Comunidades Tradicionais da Seds com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, representado pela Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O público alvo foram gestores de políticas de promoção da igualdade racial nos municípios, conselheiros e representantes de entidades da sociedade civil ligadas ao tema. Além da capital, outros 12 municípios enviaram representantes, totalizando 43 participantes. “O curso abordou conteúdos referentes às políticas públicas da área, além de apresentar a estrutura do ministério (MMFDH), da Seppir e dicas de como elaborar o Plano Estadual de Igualdade Racial e projetos e convênios para a execução de políticas públicas e captação de recursos no setor, fortalecendo os organismos de promoção da igualdade nos municípios”, explicou Rosi Guimarães, superintendente executiva da Mulher e Igualdade Racial da Seds.
O curso foi ministrado pelo consultor Guilherme Mansur Dias, sociólogo pela Unicamp com pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Centro de Pesquisas Sociológicas sobre Direito e Justiça Criminal da França. Dias é também analista e coordenador de projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e foi responsável pela implementação do projeto “Formulação de Uma Linguagem Pública Sobre Comunidades Quilombolas” no órgão.
Em sua preleção, Mansur Dias abordou os marcos históricos das lutas populares e legislações sobre as políticas de promoção da igualdade racial no Brasil. Focou em especial em índios e quilombolas, pela importância maior que esses segmentos tomaram no Brasil. “Se você analisar bem, vai ver que são demandas sociais que possuem muitas afinidades, especialmente na questão da luta pela terra”, disse informando que o Conselho Nacional de Comunidades Tradicionais trabalha com mais de 20 tipos diferentes de comunidades tradicionais.
Líder da Comunidade Quilombola João Borges, de Uruaçu, Domingas Gouveia de Carvalho participou do curso e avaliou positivamente a troca de experiências com outras instituições. “É sempre importante aprender e, a quem já sabe, se reclicar. O curso é bom também porque promove essa socialização, é um momento importante para a troca de experiências entre povos diferentes, mas que buscam os mesmos objetivos”, afirmou.
Mãe de santo do Terreiro da Vila Santa Isabel, Marileia de Oxumaré também gostou de ter participado do curso. “Um curso desse é importante para todo mundo, para o próprio governo e para as entidades da sociedade, importante para desconstruir preconceitos e intolerâncias enraizadas”, disse. O curso terminou com discussões práticas sobre como elaborar planos de políticas de igualdade racial e formas de celebrar convênios para financiamento dessas políticas.
No encerramento, o secretário Marcos Cabral falou da busca do governo Caiado em promover direitos. “A determinação do governador na área social é para que trabalhemos em prol dos segmentos mais vulneráveis da sociedade, e isso inclui naturalmente essas comunidades que são historicamente desprestigiadas em nosso país”, afirmou.

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