Política & Justiça

Fórum Energético se reúne no Sebrae

diario da manha

O Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético do Estado de Goiás promoveu a 23ª reunião nesta sexta-feira, 30, na sede do Sebrae Goiás, localizado na rua T-3, setor Bueno, em Goiânia. O encontro foi voltado ao empreendedorismo e o desenvolvimento dos pequenos negócios do setor de energias renováveis, razão principal de ter acontecido na sede do Sebrae Goiás, pois a entidade é atua de forma a incentivar e promover políticas de fomento voltadas para o setor.

O deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), presidente do Fórum Energético e da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa avaliou o trabalho desenvolvido como “uma energia muito boa essa união de esforços para tentar melhorar o setor. Dessa maneira, partimos para uma pauta muito interessante aqui hoje, que é associar o empreendedorismo à pauta de energias renováveis”, explicou. O parlamentar afirmou ainda que hoje se percebe que a energia é uma mola propulsora responsável por ajudar vários pequenos negócios a se fortalecerem no Estado. Outro ponto abordado por Virmondes é que mesmo assim, diversos problemas têm acontecido pela questão da distribuição.

O parlamentar prossegue ao afirmar que o encontro é uma forma de incentivar, com parceria do Sebrae, pequenas e médias empresas para que estas apostem em energia renovável. “Dessa forma é possível melhorar a competitividade, o custo do negócio, além disso, associar à sustentabilidade e à qualidade de vida. O que tem tudo a ver com o propósito do fórum e da comissão de Minas e Energia”, acrescentou. Virmondes completa ao afirmar que o setor de energias renováveis é uma oportunidade para empreender. “São negócios em Goiás e em outros estados”, finalizou.

Na composição da mesa, além do presidente do Fórum, participaram do evento o diretor Administrativo do Sebrae-Go, Igor Montenegro; o secretário de Desenvolvimento e Inovação, Adriano Rocha Lima; o parlamentar Wagner Neto (Pros); e o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-Go), Marcelo Baiocchi.

Oportunidades

Presente no encontro, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Martins de Castro Andrade afirmou que “na atualidade, a geração de energia com um custo mais baixo é a primeira premissa, a fim de reduzir os custos para que os preços dos combustíveis fósseis sejam mais acessíveis para atender aos consumidores”. Outra questão é voltada ao fato de estarem mais atentos às oportunidades de geração de energia, “já que daqui a algum tempo, também seremos fornecedores de energia para veículos”, esclareceu. “Buscamos entender mais as fontes de energia, além de buscar oportunidades de investimentos para os proprietários de postos”, salientou.

O diretor superintendente do Serviço Social Patronal (Sesp), Clauber Mendes salientou a necessidade de fomentar a energia limpa fotovoltaica. “Ela tem melhor custo-benefício, com retorno mais rápido”, disse. Clauber salientou que o fórum é importante para que os empresários possam tomar consciência das novas fontes de energia.

Fortalecimento do setor

O diretor Administrativo do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, anfitrião do encontro, afirmou que o fórum é importante porque, além de fortalecer o setor produtivo, é uma parceria para que o Sebrae dê prosseguimento ao projeto Brasil Central de Energias Renováveis. A instituição de Goiás capitaneou recursos junto ao Sebrae nacional, e dentre as exigências, estava a necessidade de governança, o que foi encontrada no fórum. “Representa economia de energia e fortalecimento do fórum. Unimos dois em um, com força e sinergia. Também representa o fortalecimento de pequenas empresas na negociação da energia renovável”, disse.

O secretário de Desenvolvimento e Inovação, Adriano Rocha Lima afirmou que o fórum é importante para o fortalecimento do setor para atender às empresas e, ainda contribuir com a geração de empregos.

O deputado Wagner Neto salientou a importância do fórum a fim de facilitar a troca de informações voltadas ao desenvolvimento de Goiás. “O fórum só vem acrescentar ao nosso Estado”, afirmou.

Baiocchi apontou a importância do uso de energias renováveis para o desenvolvimento do Brasil. “São o futuro para que o país continue a crescer”, frisou. Marcelo salientou a importância do uso da energia fotovoltaica, que além de representar economia, significa geração de empregos. “Já temos na Faculdade Senac, cursos para formação para atender à demanda”, disse. “Nós, da área do comércio entendemos que o grande custo é com energia, e se soubermos de fontes alternativas, temos que buscar”, acentuou.

O presidente da Fecomércio ainda criticou a postura da Enel diante da invocação. “Parece que a concessionária entende que a energia fotovoltaica é concorrente e dificulta as ligações”, reclamou. Marcelo, que é empresário do setor imobiliário salientou ainda que os problemas de fornecimento de energia têm impedido que muitos empreendimentos sejam colocados no mercado. Ao finalizar, enalteceu a importância do acordo assinado no início da semana, entre o Governo do Estado, Ministério de Minas e Energia, e o Governo de Goiás para melhorar a qualidade do serviço oferecido pela Enel.

Energias renováveis

Agma Couto, analista técnica e gestora de projetos do Sebrae apresentou o projeto PBCN – Energias Renováveis, elaborado com o objetivo de desenvolver o Brasil e criar oportunidades de um país mais justo. A analista explicou que a proposta tem como público-alvo, microempresas, empresas de pequeno porte e microempresas individuais. O objetivo do projeto é desmistificar para o nosso cliente o que é energia renovável, além de ter uma unidade modelo para demonstrar a viabilidade, e ainda, fortalecer a governança. Com o projeto, “assumimos uma tarefa de casa com acordo histórico, voltado a cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dentre eles, o que trata da energia acessível e limpa”, pontuou.

Segundo a analista, o projeto também irá contribuir com o pequeno empresário ao disponibilizar material produzido para orientá-lo, com: infográficos, vídeos, cartilhas e estudos. Ao exemplificar resultados, Agma citou a unidade modelo, Granja Leiteira Sol Dourado, no município de Gameleira de Goiás, que será utilizada, inclusive para visitação dos empresários interessados em implantar plantas de energia renovável.

O engenheiro civil Victor Hugo José Ribeiro, analista técnico da Gerência de Sustentabilidade para Pequenos Negócios – Núcleo de Energia do Sebrae – Mato Grosso falou sobre o trabalho da instituição ao implantar uma usina fotovoltaica na própria unidade para servir de modelo. Com a instalação de energia fotovoltaica no prédio da unidade, a conta que era de R$5.229,60, antes e passou para R$ 80,36 após o uso.

A unidade criou a usina em 2016, por meio de uma tomada de decisão do Sebrae MT. Desde o ano passado a área de atividade passou a ser voltada ao à consultoria desde os primeiros estudos até a implantação de projetos. “Com uma gerência, equipe voltada à sustentabilidade dos pequenos negócios, adequação de normas, gestão de resíduos, de recursos hídricos, eficiência energética, oferecemos consultorias aos nossos parceiros”, explicou. A unidade também realizada trabalho voltado à sustentabilidade de empreendimentos da construção civil.

Com isso, realizamos a avaliação técnica e financeiro para o empresário tomar a decisão da viabilidade da implantação da usina ideal para o negócio dele. Contribuímos para a elaboração do projeto de viabilidade econômico-financeira, e a formatação do projeto elétrico. “Temos ainda a possibilidade de aplicar recursos do Sebrae Tec, que custeia 70% do custo do de implantação, o que reduz as despesas do empreendedor”, informou.

Fator energético e ambiental

Agostinho Pedrosa, proprietário da Granja Sol Dourado, no município de Gameleira de Goiás, compartilhou os desafios e resultados obtidos com a implantação de um biodigestor na unidade produtiva. “O objetivo era dar destinação às fezes do gado, criado em confinamento”, disse. O material orgânico, separada parte sólida da líquida, produz energia a partir da última, que é lançada na rede. Isso proporciona à propriedade a utilização de um gerador durante 5 ou 6 horas por dia. A economia é apontada em uma conta que custava em média R$ 30 mil por mês, para uma no valor que varia entre R$ 13 mil e R$ 15 mil. “A Enel ainda tem dificuldade para passar o valor correto do consumo. A parceria com o Sebrae irá contribuir”, salientou.

Representante da Sucomex, Paulo Seronni Cardoso contou a experiência da empresa, uma das primeiras voltadas à prestação de serviços na área de implantação de projetos de energia soltar. Com 10 anos no mercado, relembrou as dificuldades iniciais. Com a falta de experiência buscou know how em São Paulo. “Os primeiros equipamentos eram importados”, disse.

O empresário Gustavo Henrique Marcelo de Faria, proprietário de uma rede de postos de combustíveis, salientou a vantagem em implantar o projeto. “A vantagem é por se tratar de uma energia limpa e simples, mas inicialmente, a maior dificuldade era em organizar, principalmente, os orçamentos, a fim de obter melhores resultados”, salientou. Paulo salientou ainda a importância das parcerias para poderem oferecer o melhor serviço aos clientes, inclusive com o próprio Sebrae. Frisou também a relevância de fortalecer a marca e buscar inovação.

Também marcaram presença no evento os presidentes do Sindiposto, Márcio Martins de Castro; Agostinho Pedrosa, produtor rural; e da Câmara da Indústria da Construção, Sarkis Curi; os representantes da Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg-Go), Marduk Duarte; da Sucomex Energia Solar, Paulo Seronni Cardoso; do Sindiposto, Gustavo Henrique Marcelo de Faria; e da Comissão de Direito de Energia da OAB-Go, Thawane Silva e Thaís Oliveira.

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