Política & Justiça

Em audiência na Alego, secretária da Economia afirma que receita do Estado cresceu 12%

diario da manha

A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou, na tarde desta quarta-feira, 4, audiência pública, onde a secretária de Estado da Economia, Cristiane Schmidt, fez a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2019 do Governo Caiado. O evento foi conduzido pelo presidente da Comissão, deputado Karlos Cabral (PDT).

Cristiane abriu sua explanação com um panorama do momento econômico vivido atualmente pelo Brasil e por Goiás. Afirmou que a economia brasileira vem crescendo pouco depois da recessão de 2014, frustrando todos os prognósticos a cada ano que se sucedeu. “Provavelmente vamos crescer este ano menos que um por cento. A inflação está baixa, não é o nosso problema. Mas a economia está com números decrescentes. O ambiente político complicado em nível nacional é um problema sério que está reverberando em nível local”, salientou.

A secretária ressaltou que o Brasil já começou mal o ano de 2019 por causa do desastre de Brumadinho (MG), que fez o Produto Interno Bruto (PIB) retrair, além de sofrer os efeitos de uma retração na economia mundial. “A previsão de crescimento para este ano é baixa. O mundo crescendo menos afeta o Brasil, que é um país exportador”, reiterou.

Com relação a Goiás, Schmidt explicou que assim como outras unidades da federação, o Estado também enfrenta uma grave crise fiscal e deve fechar o ano com um déficit de R$ 3 bilhões. Segundo ela, a defasagem nas contas faz com que, atualmente, mais de 80% da receita seja utilizada no pagamento de servidores.

Mesmo assim, segundo ela, o Estado apresentou números positivos no primeiro quadrimestre. “As nossas receitas tiveram incremento de 12%, um número elevado para média brasileira. Outros estados tiveram crescimento entre 1% e 2%”,  comparou.

A secretária explicou ainda que Goiás, detentor do nono PIB do País, já conseguiu este ano um incremento de 16% em sua arrecadação. “Estamos agindo de todas as maneiras que podemos para melhorar estes índices. Promovemos investimentos em Tecnologia da Informação (TI), buscamos parcerias com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e aumentamos a fiscalização para incrementar nossas receitas”, comentou.

Cristiane acrecentou que o governo trabalha para atender os anseios dos goianos. “A sociedade quer políticas públicas que melhorem sua qualidade de vida, como saneamento, por exemplo. Mais de 50% dos goianos não tem esgoto em suas casas atualmente. Isto é muito sério. O Brasil está deixando a desejar em fazer isso. Este é um desafio não apenas para o goiano, mas para todos nós, para toda a sociedade brasileira”, enfatizou.

A mesa da audiência foi composta por Karlos Cabral, Cristiane Schmidt, e por servidores da pasta da Economia, como o superintendente Contábil, Ricardo Borges; a subsecretária Selene Peres Nunes; o subsecretário de Planejamento e Orçamento, Eduardo Scarpa; e o diretor-executivo do Instituto Mauro Borges, Cláudio André.

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