Política & Justiça

WhatsApp admite envio de mensagens automatizadas nas eleições de 2018

Durante as eleições, empresas foram banidas do aplicativo por serem contratadas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) para disparar pacotes de mensagens contra o PT

diario da manha
Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (4), o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, durante palestra realizada na Colômbia, afirmou que o aplicativo sabe que empresas enviaram mensagens em quande quatidade a grupos durante as eleições de 2018 no Brasil, com o intuito de violar as regras do aplicativo para alcançar públicos maiores.

Durante o evento sobre jornalismo da Fundação Gabo, em Medellín,o gerente afirmou o WhatsApp está ciente dessas ameaças e que está investigando grandes grupos de conversa, que podem ser acessados por meio de links públicos.

Ainda, Supple afirmou que eles receberam informações de invstigadores que denunciaram que esses grupos públicos eram usados para disseminar conteúdo e mensagens em massa no WhatsApp, durante o período eleitoral.

O WhatsApp informou, por meio de nota, que antes do segundo turno das eleições, centenas de milhares de contras foram banidas por tentar enviar conteúdos automatizados durante as eleições. Entre essas contas, estavam as utilizadas por agências como Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market.

As quatro agências foram denunciadas, em reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, por serem contratadas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) para supostamente disparar pacotes de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

Enviar mensagens eleitorais em massa pode ser ilegal, caso a Justiça considere que o ato seja doação de campanha realizada por empresas. Essa prática é proibida desde 2015.

Violação dos termos de uso do WhatsApp

Supple afirmou que os termos de uso da plataforma proíbem explicitamente o envio automatizado de mensagens nas quais pessoas e grupos contratam pessoas ou softwares para impulsionar o alcançe do conteúdo.

Ainda, segundo o gerente, é permitido usar o aplicativo em campanhas políticas, contudo, de maneira reponsável, sem violar as regras do aplicativo.

Com informações do G1

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