Política & Justiça

Generais da ativa reprovam fala de Eduardo Bolsonaro sobre novo AI-5

Segundo os generais a fala do filho do presidente alimenta um radicalismo

diario da manha
Foto/Reprodução

Em entrevista ao portal O Globo nesta sexta-feira (1/11), generais do Alto Comando do Exército, em condição do anonimato, pontuam que a fala de Eduardo Bolsonaro (PSL) sobre um novo AI-5 alimenta um radicalismo, atrapalha tentativas de melhorar o país e tumultua o trabalho cotidiano dos militares.

Durante depoimento ao portal, esses generais enfatizaram que o filho do presidente Jair Bolsonaro, líder do PSL na Câmara, deve ser responsabilizado por “falar o que quer”. Além disso, esses militares destacaram ainda que a defesa de um novo Ato Institucional número 5 não representa o posicionamento atual deles.

A cúpula do Exército ainda informou que diante da ampliação das apostas de membros do governo e dos filhos do presidente Bolsonaro em radicalismos eles estão tentando desfazer essa associação à família Bolsonaro. Porém, segundo os generais, está missão está sendo mais difícil do que parece, uma vez que houve um engajamento de militares da ativa e da reserva na eleição do presidente e na composição inicial do governo.

Por fim, os generais da cúpula do Exército informaram que é necessário destacar também o gesto do presidente horas depois da declaração do filho, quando Jair Bolsonaro desautorizou Eduardo afirmando que “quem quer que fale de AI-5 está sonhando”, diante desta declaração os militares enfatizaram que o posicionamento deles estão mais associados à fala do pai, e não à do filho.

Os generais e a instituição do AI-5 em 1968

O Ato Institucional número 5 (AI-5) foi o ato institucional mais duro imposto durante a ditadura militar, levando ao fechamento do Congresso Nacional, à cassação de mandatos, suspensão do direito a habeas corpus para crimes políticos, entre outras medidas que suspenderam garantias constitucionais.

Publicado em 13 de dezembro de 1968, no governo do general Costa e Silva, sua vigência durou cerca de 10 anos, quando em outubro de 1978, em meio à abertura promovida pelo governo do general Ernesto Geisel, o ato foi revogado.

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