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Primeiro óbito por gripe aviária H5N2!

Os cientistas preparam vacinas em caso de pandemia

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Um primeiro óbito devido à gripe aviária H5N2:

Os cientistas preparam vacinas em caso de pandemia

Enquanto o mundo mal se recupera das sequelas da pandemia de Covid-19, uma nova ameaça à saúde surge no horizonte: a gripe aviária. Cientistas de todo o mundo estão se esforçando para desenvolver vacinas destinadas a proteger os humanos contra uma possível pandemia de gripe aviária, um esforço tornado ainda mais urgente pela recente confirmação da primeira morte humana devido à cepa H5N2 no México.

Em 24 de abril, um homem de 59 anos faleceu na Cidade do México em decorrência de uma infecção pelo vírus da gripe aviária H5N2, marcando o primeiro caso humano confirmado dessa cepa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que esse indivíduo, que já sofria de múltiplos problemas de saúde, não teve nenhum contato conhecido com aves ou outros animais.

Essa morte seguiu a detecção de casos de H5N2 em aves no estado de Michoacán e em outras regiões do México, aumentando as preocupações quanto à propagação desse vírus. O Ministério da Saúde do México e a OMS, no entanto, enfatizaram que o risco para a população em geral permanece baixo.

Preocupações com a cepa H5N1

Paralelamente, a cepa H5N1 da gripe aviária continua a gerar preocupações significativas. Embora nenhuma transmissão de pessoa para pessoa tenha sido comprovada até o momento, a OMS expressou em abril sua “enorme preocupação” com a propagação dessa cepa.

A epidemia em curso nos Estados Unidos, afetando principalmente as aves, já resultou em três casos humanos. Esses desenvolvimentos reforçam a urgência de preparar estratégias de vacinação para prevenir uma crise de saúde global.

A vacinação, principal defesa

Nesse contexto de crescente ameaça, os cientistas estão se esforçando para desenvolver vacinas contra a gripe aviária para humanos. Em um artigo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, os virologistas Flavio Faccin e Daniel Perez, da Universidade da Geórgia, analisaram os esforços atuais para preparar uma resposta à pandemia de gripe aviária.

Eles identificaram várias opções promissoras para o desenvolvimento de vacinas. “Este estudo aprofundado sobre as vacinas contra a influenza aviária para humanos mostra que a vacinação continua sendo a principal defesa contra a propagação desses vírus”, escreveu Flavio Faccin.

Faccin e Perez examinaram as vacinas inativadas, desenvolvidas a partir de versões mortas do vírus que elas são projetadas para proteger. Durante os testes, incluindo um estudo com ratos com o vírus H5N1, essas vacinas já mostraram altos níveis de proteção. Além disso, as vacinas vivas atenuadas, que utilizam uma forma enfraquecida do vírus, geralmente criam uma resposta imunológica mais completa e mostraram resultados promissores, inclusive em um estudo com macacos.

A equipe também estudou novas tecnologias de vacinas, incluindo vacinas de partículas semelhantes a vírus (VLP) e vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que usam fragmentos de mRNA para orientar as células a produzirem proteínas correspondentes ao vírus alvo. Aqui também, os primeiros resultados são encorajadores, com ensaios limitados já realizados em participantes humanos.

Garantir uma resposta rápida

O desenvolvimento dessas vacinas, se necessário, exigirá cooperação entre muitos países e agências, algo que a Organização Mundial da Saúde está se esforçando para garantir. As autoridades de saúde globais, em colaboração com empresas farmacêuticas, estão, portanto, acelerando as pesquisas para garantir uma resposta rápida caso uma pandemia venha a ocorrer.

A história recente da pandemia de COVID-19 demonstrou a importância crucial de uma preparação proativa diante de ameaças virais emergentes.

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