UFG descobre novos possíveis compostos  contra o Zika

Pesquisadores vão iniciar os testes com as substâncias encontradas

Postado por Redação em 10 de Abril de 2017 às 16h47
Atualizado em 10 de Abril de 2017 às 17h11

O OpenZika conseguiu identificar 14 substâncias, com potencial de ação no tratamento contra o vírus Zika, que devem ser testadas para a possível fabricação de um medicamento antiviral. O projeto é uma parceria da Universidade Federal de Goiás (UFG) com a World Community Grid (WCG), da International Business Machines (IBM) iniciado em maio de 2016.

Com o intuito de identificar substâncias para tratar pessoas infectadas pelo vírus Zika, os pesquisadores separaram uma lista inicial de aproximadamente 7.600 compostos, dentre elas fármacos já aprovados para uso em humanos. Destes, cinco foram selecionados e estão em fases de testes in vitro na University of California San Diego (UCSD).

Mas a descoberta de mais nove substâncias potenciais, que serão testadas, animou o grupo. Elas surgiram em uma segunda leva de pesquisas com 260 compostos que foram testados por meio de triagem virtual. Esses compostos também serão encaminhados para a universidade californiana.

Falta de investimentos

O OpenZika é um projeto que não conta com auxílio financeiro de nenhuma instituição brasileira ou do exterior e os pesquisadores tem que utilizar recursos de outros projetos para buscar um medicamento contra o vírus Zika.

Para ajudar nos custos da pesquisa foi criada uma loja virtual na Zazzle que reverterá 10% do lucro ao projeto.

(*Com informações da UFG)

 

Como funciona o OpenZika

Da UFG

O OpenZika procura substâncias candidatas a um medicamento que possa tratar as pessoas infectadas pelo vírus Zika. Para que o fármaco seja desenvolvido, os pesquisadores precisam descobrir qual substância é realmente eficaz na intervenção das proteínas-chave que, provavelmente, o vírus usa para sobreviver e se espalhar pelo corpo humano.

Cada substância ou composto sugerido tem sua eficácia testada a partir de experimentos virtuais chamados de triagem virtual, por meio de cálculos de docagem molecular, realizados em computadores e dispositivos Android de voluntários da WCG. Esses cálculos ajudam a equipe de pesquisa a se concentrar nos compostos mais prováveis que podem levar a um medicamento antiviral.

Qualquer pessoa pode ser um voluntário e ajudar na pesquisa. Para isso, basta se cadastrar no site do WCG. A página do projeto OpenZika na UFG traz um passo-a-passo de como se cadastrar e ajudar na busca por um medicamento para o vírus Zika.