Suicide Girls

O grande negócio das alt-models

Postado por Khryst Serpa em 18 de Fevereiro de 2016 às 18h54
Atualizado em 18 de Fevereiro de 2016 às 19h37

Quem viveu o início da adolescência nos primeiros anos a era 2000 com certeza conhece as SuicideGirls. Muito famosas mundo a fora, suas fotos ilustravam os perfis fakes de jovens por todo o globo, prática que era bastante popular entre os adolescentes. O site SuicideGirls surgiu em 2001, criado por Selena Mooney (atende por Missy Suicide), que gostava de fotografar suas amigas de estilo alternativo. Hoje o site conta com milhares de modelos do mundo todo, sendo que o Brasil já conseguiu emplacar 15 representantes.

A ideia de Missy Suicide era de promover uma espécie de Playboy online, onde as modelos fugissem totalmente dos padrões das outras que ilustravam as capas da revista masculina mais famosa no mundo todo. O SG conta não apenas com fotos de ensaios sensuais e nus de suas modelos, como também artigos de opinião escritos por elas, e entrevistas com vários nomes do mundo do entretenimento e música, mostrando que as Suicides não são apenas um corpo bonito e tatuado, mas que também tem alguma coisa na cabeça além de seus cabelos coloridos.

O site fatura milhões por ano com a venda das imagens de suas modelos, além de camisetas, acessórios, adesivos, livros, HQ’s e nos últimos tempos a promoção da turnê Blackheart Burlesque Show, onde as modelos se apresentam cantando e dançando, fazendo jus ao estilo do site: bem sensual e provocativo. Mas a maior fonte de renda do SG vem das assinaturas do site, onde ele oferece um serviço mensal por 12 dólares ou assinatura anual por 48 dólares. Vale ressaltar que já são mais de cinco milhões de assinantes, apaixonados pelo estilo totalmente fora dos padrões proposto pelo site. São modelos com os mais variados estilos, cabelos, tatuagens e manequins. Dá pra agradar todo mundo.

Tornando-se uma SuicideGirl

Para tornar-se uma SG oficial há um processo de recrutamento de modelos, exclusivamente do sexo feminino. No Brasil, umas das responsáveis por esse recrutamento são Kasha e Jacqueline Suicide. A abordagem parte do interesse das recrutadoras, ou mesmo da própria candidata. Uma análise prévia é feita via internet, caso a candidata se encaixe nos requisitos exigidos pelo site ela entra para a fila de espera – as chamadas Hopeful Suicide. Um ensaio sensual deve ser enviado ao site onde os assinantes votam para dizer se o SG deve ou não comprar o ensaio. Caso a resposta seja afirmativa, é pago um valor pelas fotos e a Hopeful torna-se oficialmente uma modelo Suicide.

Foi o que aconteceu com a estudante de Publicidade e Propaganda Bruna Bruce de 23 anos, uma das maiores representantes brasileiras. Ela havia enviado um primeiro ensaio ao site, porém a pouca experiência em ser fotografada contribuiu para que seu ensaio fosse rejeitado pelos assinantes. Um segundo ensaio, esse melhor produzido, fora eleito em semanas, podendo Bruna finalmente se tornar uma modelo oficial do site. Em entrevista ao Blog Testosterona a modelo fala sobre a experiência e assédio de ser uma SG: “desde muito nova estive envolvida com redes sociais e aprendi a lidar com isso. Hoje em dia nem perco tempo lendo besteiras, já bloqueio na hora quem é desagradável”.

Suicides Brasileiras

        Atualmente, o Brasil tem 15 representantes no SG, e outras 30 Hopeful. A recrutadora de modelos Kasha Lee, que é SG oficial há 10 anos diz que o site tem se popularizado no Brasil e no último processo de recrutamento cerca de 70 meninas se inscreveram, todas com o sonho de serem eleitas e tornarem-se uma Suicide oficial. Kasha ainda ressalta que além de as modelos oficiais ganharam dinheiro por suas fotos, a visibilidade que o site promove é imensa. A partir do momento em que se torna uma Suicide, abrem-se portas para campanhas publicitárias, convites para participação em clipes de cantores de todos os estilos, comerciais, publiposts (posts nas redes sociais com parceria com as marcas que patrocinam as modelos), presença vip em eventos, e várias outras oportunidades.

        No Brasil, além de Bruna, Jacqueline e Kasha, são destaque também a brasiliense Jeh e a paulista Zhaddie. Jéssica Constantino ou Jeh é uma loira, de curvas perigosas e tatuagens bem sugestivas. Fã do bom e velho rock’n’roll, a Suicide deu o que falar na edição do Monsters of Rock de 2015 no Brasil, quando foi fotografada com os seios à mostra em cima do palco do festival, durante o show da banda Steel Panther, ao som da música 17 Girls in a Row. Polêmica também nas redes sociais, Jeh posta vídeos em seu perfil no Instagram onde dança sensualmente ao som pesado do heavy metal. Já foi alvo de ofensas e assédio sexual por parte dos usuários da rede inúmeras vezes. O que ela faz? Ignora e continua  divulgar seu trabalho como alt-model, provocando suspiro em seus fãs (pasmem: maioria mulheres), e a ira dos falsos moralistas de plantão que povoam a internet.

O fotógrafo brasileiro Yogue Alencar há três anos fotografa para o site SG. Já clicou as modelos Lyn, Narki e Litha em belíssimas produções. No site oficial do fotógrafo ele declara: “

A fotografia tem um papel fantástico na vida da mulher. Ela liberta, ensina e traz confiança. Ela tem poder de uma máquina do tempo e de um psicólogo com quem a mulher pode contar sempre”

As donas do Mundo

        Essa mulherada tem dado o que falar e feito a cabeça de homens e mulheres mundo a fora. Só a página das SG no Instagram tem cerca de 4,4 milhões de seguidores, o site tem 5 milhões de assinantes e quase 3 mil modelos dos quatro cantos do globo. Ashley Holat (@dametualma), tem quase 400 mil seguidores no Instagram, e é uma das mais belas e conhecidas SG. Tem contratos com inúmeras marcas de produtos fitness e de vestimenta. Os grandes olhos de Ash são capazes de mantê-lo com a atenção fixa para suas belas fotos por longo tempo. A norte-americana Kemper Fidelis é uma das mais antigas Suicides. Suas discretas sardas são capazes de enlouquecer qualquer um, indagando como todo aquele poder que ela exala pode vir acompanhado de tamanha delicadeza.

        Outras belas e muito famosas na internet são as alt-models Lavonne Suicide, que não apresenta nenhuma tatuagem, apenas um piercing no septo. Chamava atenção pela longa cabeleira castanho claro, recentemente raspada no zero! Riae Suicide, de belos olhos e cabelos azuis, arrasou em recente ensaio inspirado em Malévola. Outra bonequinha ruiva das SG é Maud Suicide. Com carinha de princesa e corpão, ela é sucesso na internet. Peggye Suicide é a maior representante das curvy-models no meio das garotas suicidas. O trabalho dessas e de outras beldades do SG pode ser encontrado no instragram do grupo (@suicidegirls), nos perfis pessoais das mesmas ou em uma busca rápida no Google. Corre lá!