Colheita sobre a destruição

Postado por Redação e Daiana Petrof em 14 de Junho de 2015 às 23h06

O território nacional, de modo geral, em consequência de pessoas gananciosas e agressivas inclusive contra ele próprio, sem pena e perdão atacam os nossos recursos ambientais sustentáveis. Assim, vejamos: os mananciais de águas limpas e correntes são imprescindíveis à vida humana, e elas já se encontram sumidas no chão. As nascentes que estão secando e pedindo socorro, a quem? Coitados são dos córregos e riachos brasileiros que banham e atravessam as cidades, a exemplo do rio Meia Ponte, que se transformou em esgoto de urina e dejetos fecais. Idem, as belas matas e florestas territoriais de mobilidade atlânticas constituídas de variedades e espécies animais e a flora rica, e madeiras de lei, hoje extintas, cujas florestas nativas ao invés de serem preservadas e tombadas como patrimônio do município de cada região, com a fácil preservação de animais e aves silvestres. Infelizmente, hoje as beiras dos córregos e das nascentes as florestas foram para o chão pelo homem sob a batuta do machado e da motosserra para dar lugar às lavouras e contribuírem para o assoreamento dos rios e córregos e o extermínio das aves e animais silvestres. Diante de tais fatos, o homem é uma das piores espécies de animais que existem, ganancioso pelos bens materiais, destruindo a própria moradia “a pátria”. Tais agressões serão piores para sua própria geração, e essas violências do homem vêm acumulando a milhares de décadas e se agravando com as destruições que pouco a pouco nos levarão ao fundo do poço, quando será tarde a revitalização da mãe natureza, surgindo os tremores subterrâneos, tempestades, cidades destruídas pela invasão das águas e ondas gigantes ceifando milhares de famílias que não têm culpa por tal episódio. Ora, se o homem precisa de terras para morrer, então ele precisa de terras para produzir com racionalidade e acompanhando o crescimento populacional, fazendo o povo ser apenas consumidor e vítima das máquinas que movimentam o agronegócio, que também expulsa o homem trabalhador para as cidades, morando em pequenos cubículos, extinguindo também sua cultura e tradições. Atualmente, o agronegócio tomou conta da produção agrícola. É um mal necessário que sem dó nem piedade estão atacando agora o bioma cerrado e muito mais as florestas e matas que foram para o chão. Rios e nascentes secando, aves e animais silvestres queimados e árvores virando carvão e cinzas com as enxurradas vão enrolando em direção aos mananciais de água. Na realidade, não arriscamos dizer quem é o pior homem, por exemplo: aqueles que roubaram a Petrobrás ou aqueles que destroem a fauna e a flora do Brasil. Qual é a maioria, dos políticos que está dando bom exemplo ao povo que o cerca? A meu ver, a veracidade de pais que estupram filhas e filhos que matam os pais, ou serão padres e pastores pedófilos? Ou ricos que roubam a Nação e não devolvem o dinheiro? Será que o pior homem será o pai que rouba um pedaço de pão para o filho faminto comer? Ou o outro homem que mata um tatu? E é crime inafiançável. Meus Deus, que país é este? Que só os pobres pagam o que devem.

 

(João Caetano de Almeida, lavrador, ambientalista, ativista, incentivador das mangueiras nas praças. Criador dos Bosques Cajueiros I, II e III e o quarto em formação na BR-153, entrada de Goiânia)