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Palestra de Moraes na Itália foram promovidas por empresas condenadas por fake news

Alexandre de Moraes ministrou evento promovido por instituição condenada por fake news relacionadas ao kit Covid

Imagem ilustrativa da imagem Palestra de Moraes na Itália foram promovidas por empresas condenadas por fake news

A palestra proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Itália, na semana passada, foi promovida e patrocinada por uma faculdade goiana condenada por disseminar fake news relacionadas ao kit Covid.

Após o evento, no aeroporto de Roma, Moraes e sua família se envolveram em um episódio que resultou em um inquérito da Polícia Federal sobre uma suposta agressão.

O evento acadêmico, chamado Fórum Internacional de Direito, ocorreu na Universidade de Siena, na região italiana da Toscana, mas foi promovido pela Alfa Escola de Direito e pela Unialfa, ambas localizadas em Goiás. Essas instituições de ensino privadas fazem parte do Grupo José Alves, que também é proprietário da empresa farmacêutica Vitamedic, responsável pela produção de ivermectina no Brasil.

A Unialfa organizou eventos na Universidade de Siena, nos quais o ministro Alexandre de Moraes foi um dos palestrantes do fórum realizado entre 4 e 14 de julho.

O ministro ainda não se manifestou sobre o assunto.

Tanto o Grupo José Alves quanto a Unialfa foram condenados pela Justiça Federal no Rio Grande do Sul, em maio deste ano, por danos morais coletivos à saúde.

Em fevereiro de 2021, essas empresas financiaram a publicação de um informe publicitário em diversos meios de comunicação, intitulado "Manifesto Pela Vida", que defendia o chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19, utilizando medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus, como cloroquina e ivermectina.

Segundo o Ministério Público, a Vitamedic Indústria Farmacêutica, a Unialfa e o Grupo José Alves foram condenados ao pagamento de R$ 55 milhões por danos morais coletivos à saúde.

A sentença também revelou que o lucro anual da Vitamedic aumentou de R$ 15 milhões para R$ 500 milhões durante a pandemia, devido à venda de ivermectina. Jailton Batista, diretor-executivo da Vitamedic, foi convocado a depor na CPI da Covid em agosto de 2021 devido a esse faturamento e à defesa do "tratamento precoce".

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