Brasil

Adega é investigada por crime eleitoral ao vender vinhos a R$ 22, em Goiânia

Redação DM

Publicado em 21 de outubro de 2022 às 19:18 | Atualizado há 4 anos

O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito para investigar um possível crime eleitoral cometido por uma adega de Goiânia. A solicitação, feita pelo promotor Haroldo Caetano, vem depois que o Empório Sete anunciou uma promoção de dez rótulos de vinhos a R$ 22, valor que, segundo o MPE, faz uma clara alusão ao número do candidato Jair Bolsonaro (PL).

O promotor chama atenção para a duração da promoção, que dura até o dia 29 de outubro, um dia antes do segundo turno das eleições. 

Na solicitação feita pelo MPE, o promotor sugere que é necessário apurar quais rótulos estão incluídos na promoção, “com a verificação de suas notas fiscais de compra”, para provar a “vantagem indevida oferecida ao eleitorado, em face do preço incomum e baixo para esse tipo de bebida”. 

Segundo o promotor, a empresa pode incorrer no crime previsto no artigo 299 da Lei Eleitoral: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”. A pena prevista para este crime é de até quatro anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa. 

O Diário da Manhã tentou contato por telefone com o estabelecimento, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno. O espaço está aberto para esclarecimentos.

outros casos

Nesta sexta-feira, 21, uma concessionária de Goiânia fez uma propaganada, na qual informava uma promoção no sábado, 22, “22 veículos por R$ 222.222,22 à vista, até às 2:22 da tarde”. Na linguagem visual, além dos números que supostamente fazem alusão ao número do candidato Jair Bolsonaro (PL), é possível identificar as cores verde e amarelo em destaque.

No primeiro turno das eleições, um frigorífico da capital foi autuado pelo Procon Goiás pela venda do quilo da “picanha mito” a R$ 22. O preço original, segundo o órgão, seria de R$ 129,90. O valor com desconto era autorizado para quem estivese usando a camiseta do Brasil. Durante a fiscalização do Procon, foram apreendidos 44 quilos de carne refrigerada sem informações sobre a data da embalagem e o prazo de validade, além de 5,5 quilos de carne e 10 unidades de tempero e suco de laranja vencidas. 

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