Cotidiano

Santuário surpreende quem visita Caldas Novas

Redação DM

Publicado em 18 de abril de 2022 às 12:47 | Atualizado há 1 ano


Altar campal tem arquibancada

No primeiro semestre de 2005 foi erguido um imponente altar campal, em forma de cúpula, com arquibancada para abrigar 650 romeiros sentados.

As celebrações no altar campal se tornaram semanais. O recinto sagrado recebeu uma sacristia com os móveis e objetos necessários. O altar, as alfaias, os vasos litúrgicos, as luminárias, a rede elétrica e de água potável foram doados. Os arredores foram contemplados com benfeitorias complementares, com o plantio de mudas de árvores e com a rede de irrigação do cerrado circundante na época da estiagem.



A obra não para: primeiro projeto da igreja foi realizado em 2008, mas absorveu inúmeras modificações ao longo dos anos

O santuário da Salete, na França, enviou um cálice e um cibório trazidos pelo Superior Provincial, padre Marcel Schlewer, para as celebrações no santuário de Caldas Novas. Um significativo presente que sela a união entre as instituições. Num caminho de belíssimo panorama, foi implantado, na encosta, um “fac-símile” ou representação do local da Aparição de Nossa Senhora em Salete, na França.

As estátuas que representam os três momentos da Aparição – Nossa Senhora sentada em lágrimas, depois em pé falando com os videntes Maximino e Melânia, e por fim elevando-se aos céus – foram doadas por paroquianos de Nossa Senhora da Salete, em São Paulo.

Os doadores foram a Caldas Novas para a bênção e instalação solene das imagens. O caminho da Via Sacra, com as cruzes instaladas entre as diferentes estátuas, faz parte da tradição saletina.

Novas iniciativas
No início de 2007, padre Alfredo Celestrino dos Santos foi enviado a Caldas Novas para colaborar no trabalho do santuário. A mídia contribuiu com programas semanais. Houve, ainda, a romaria dos motociclistas, e a Missa Sertaneja. O público participou com entusiasmo dos dois eventos religiosos.
Em 2008, o padre Alfredo Celestrino dos Santos assume como 2º Reitor do Santuário e coube a ele com a equipe de padres saletinos encaminharem o mais audacioso dos projetos: a construção do templo.

O primeiro projeto da igreja foi feito em 2008, mas sofreu muitas modificações ao longo dos anos. Em 2012, a aprovação do projeto pelos órgãos públicos deu ânimo para começar as obras. Em 2015, assume a Reitoria o padre Daniel Aguirre Campos. As obras foram retomadas.

O santuário crescia não só no aspecto estrutural, mas também pastoral, com novas iniciativas. Foi realizada a cobertura da igreja, a torre, o reboco e outros trabalhos. 2016 foi marcado pelo Ano Santo extraordinário da Misericórdia. A parte inferior da igreja recebeu boa parte das obras como piso e acabamentos, além de melhorias de acesso ao templo e construção do presbitério. E a obra não para, ganhando, cada vez mais, beleza física e espiritual.



Quem vai à Caldas Novas, sudeste goiano, tem como objetivo os banhos quentes nas múltiplas piscinas dos clubes e hotéis proporcionados pelas águas termais. Afinal de contas, a cidade dispõe da maior estância hidrotermal do mundo, o que desperta a atenção para esta cidade goiana de 95.183 habitantes e que, nos feriados, alcança uma população de mais de 200 mil.

Mas, Caldas Novas conta com algo diferente: o santuário de Nossa Senhora da Salette. Situado no alto da colina na periferia, há um conjunto arquitetônico agregado à natureza, praticamente inexistente noutros templos. Em forma de escadaria, é como a pessoa transpõe as 14 estações percorridas por Jesus Cristo antes de sua morte na cruz.

A história do Santuário Nossa Senhora da Salete em Caldas Novas remonta a 1999, no Rio de Janeiro. O padre Guilherme Antônio Werlang frequentava, então, curso promovido pela Conferência dos Religiosos do Brasil. Nesse meio tempo foi nomeado bispo da Diocese de Ipameri. Como é membro da Congregação dos Missionários da Sagrada Família, fundada pelo Missionário de Nossa Senhora da Salete, padre Jéan Berthier, os Missionários da Salete (RJ) o convidaram para comemorar a nomeação episcopal.

No encontro, padre Guilherme expressou o propósito de fundar um santuário dedicado a Nossa Senhora da Salete. Ordenado bispo a 17 de julho de 1999, assumiu a diocese a 7 de agosto. Em Ipameri, dom Guilherme tratava da questão do santuário junto ao clero e ao povo da Diocese, enquanto o superior dos saletinos encaminhava o caso junto a seus confrades. Nesse meio tempo alguns saletinos foram à diocese de Ipameri para divulgar a história e a devoção da Salete, preparando o clima para a fundação do santuário.

Dom Guilherme, apesar dos esforços, não dispunha de terreno adequado. Inesperadamente, o geólogo Fábio Floriano Haesbaert, conhecedor de Caldas Novas e sabendo do projeto, apresentou ao padre Ático o mapa de um loteamento pouco habitado, no Recanto Mansões da Serra, no sopé do Morro do Capão Grosso.

Juntos, visitaram o local. A área do loteamento reservada para obras de interesse público estava sem destinação.

Ao saber desses detalhes, dom Guilherme, padre Ático e outros sacerdotes, mais alguns leigos, visitaram o local. O encantamento foi imediato. Sem tardança, uma comissão presidida por dom Guilherme levou o assunto ao prefeito Evandro Magal. Ele não hesitou em destinar a área para o futuro santuário, com o aval da Câmara Municipal. A escritura foi exarada a seguir, em nome da Diocese de Ipameri a quem pertence o santuário.
Romaria

Em agosto de 2004, não havia mais tempo para realizar a 1ª Romaria da Salete na data comemorativa da aparição, 19 de setembro. O evento foi agendado. Ático de forma apressada visitou as paróquias da diocese. Durante a missa, anunciou a promoção. Surpresa geral ao levantar a imagem de Nossa Senhora de Salete.

Um imponente cruzeiro de aroeira, com a torquês e o martelo da Salete, foi talhado. Pequenas estátuas representativas da aparição de Salete tomaram lugar num nicho elementar. Tudo preparado com muita dedicação, com o apoio dos párocos e das comunidades paroquiais de Nossa Senhora Dores e de São José Operário.

Em outubro de 2004, estava tudo preparado para a romaria. Uma multidão de 1500 pessoas, provenientes da cidade de Caldas Novas e de comunidades do interior, se concentrou na Praça da Matriz de Nossa Senhora das Dores. Com grande alegria Dom Guilherme acolheu a todos. Um canto de abertura deu início à procissão.

No local destinado ao santuário, o povo romeiro se concentrou em torno do altar, no meio do Cerrado, ao pé da grande cruz saletina, abençoada na ocasião. Dom Guilherme presidiu a celebração da missa da 1ª Romaria da Salete.

Num sermão inspirado, o bispo explanou o sentido de um santuário para o anúncio do Evangelho no amor à Virgem Maria, anúncio necessário para uma região de grande apelo turístico. Solenemente proclamou a fundação do Santuário dedicado a Nossa Senhora da Salete, assinada no dia 19 de setembro de 2004 e efetivada nesse dia 17 de outubro de 2004.



Altar campal tem arquibancada

No primeiro semestre de 2005 foi erguido um imponente altar campal, em forma de cúpula, com arquibancada para abrigar 650 romeiros sentados.

As celebrações no altar campal se tornaram semanais. O recinto sagrado recebeu uma sacristia com os móveis e objetos necessários. O altar, as alfaias, os vasos litúrgicos, as luminárias, a rede elétrica e de água potável foram doados. Os arredores foram contemplados com benfeitorias complementares, com o plantio de mudas de árvores e com a rede de irrigação do cerrado circundante na época da estiagem.



A obra não para: primeiro projeto da igreja foi realizado em 2008, mas absorveu inúmeras modificações ao longo dos anos

O santuário da Salete, na França, enviou um cálice e um cibório trazidos pelo Superior Provincial, padre Marcel Schlewer, para as celebrações no santuário de Caldas Novas. Um significativo presente que sela a união entre as instituições. Num caminho de belíssimo panorama, foi implantado, na encosta, um “fac-símile” ou representação do local da Aparição de Nossa Senhora em Salete, na França.

As estátuas que representam os três momentos da Aparição – Nossa Senhora sentada em lágrimas, depois em pé falando com os videntes Maximino e Melânia, e por fim elevando-se aos céus – foram doadas por paroquianos de Nossa Senhora da Salete, em São Paulo.

Os doadores foram a Caldas Novas para a bênção e instalação solene das imagens. O caminho da Via Sacra, com as cruzes instaladas entre as diferentes estátuas, faz parte da tradição saletina.

Novas iniciativas
No início de 2007, padre Alfredo Celestrino dos Santos foi enviado a Caldas Novas para colaborar no trabalho do santuário. A mídia contribuiu com programas semanais. Houve, ainda, a romaria dos motociclistas, e a Missa Sertaneja. O público participou com entusiasmo dos dois eventos religiosos.
Em 2008, o padre Alfredo Celestrino dos Santos assume como 2º Reitor do Santuário e coube a ele com a equipe de padres saletinos encaminharem o mais audacioso dos projetos: a construção do templo.

O primeiro projeto da igreja foi feito em 2008, mas sofreu muitas modificações ao longo dos anos. Em 2012, a aprovação do projeto pelos órgãos públicos deu ânimo para começar as obras. Em 2015, assume a Reitoria o padre Daniel Aguirre Campos. As obras foram retomadas.

O santuário crescia não só no aspecto estrutural, mas também pastoral, com novas iniciativas. Foi realizada a cobertura da igreja, a torre, o reboco e outros trabalhos. 2016 foi marcado pelo Ano Santo extraordinário da Misericórdia. A parte inferior da igreja recebeu boa parte das obras como piso e acabamentos, além de melhorias de acesso ao templo e construção do presbitério. E a obra não para, ganhando, cada vez mais, beleza física e espiritual.


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