Dois são presos por fraudar licitação para compra de cestas básicas em Itapaci
Redação DM
Publicado em 13 de janeiro de 2022 às 10:58 | Atualizado há 5 anos
Dois suspeitos foram presos por policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), durante a Operação Welfare II, por fraudar licitações para compra de cestas básicas na cidade de Itapaci.
A Operação foi deflagrada na quarta-feira, 12, e terminou com a prisão dos suspeitos. De acordo com a polícia, as investigações sobre o caso começaram após a corporação identificar supostas fraudes em licitações para a compra de cestas básicas, as quais seriam distribuídas para à população carente da cidade.
Durante as investigações, a equipe policial constatou que entre 2017 e 2020, as licitações foram vencidas por apenas um estabelecimento comercial, para que o mesmo fosse o responsável por ceder as cestas básicas que seriam distribuídas através da Secretaria Municipal de Assistência Social.
Supermercado venceu 11 licitações seguida para a venda de cestas básicas no município
A polícia afirmou que há indícios de que o chefe do Departamento de Compras da Prefeitura de Itapaci, que tinha a obrigação de informar a necessidade de compras para o município, e começar todo o procedimento para aquisição do que a cidade estava precisando no momento, era o responsável direto por administrar o supermercado que venceu 11 licitações seguidas em Itapaci.
Conforme as informações divulgadas só com a aquisição de cestas básicas entre 2017 e 2020, Itapaci gastou o equivalente a R$ 3.136.000,00. Em outra ponta da investigação, a polícia constatou que as cestas que foram distribuídas pela Prefeitura não chegaram a todos os moradores que estão escritos em programas sociais da cidade. O que mostra falta de critério não apenas para a concessão do benefício, mas também pela não entrega efetiva do produto que foi comprado com dinheiro público.
A polícia está na fase de conclusão das investigações, e as pessoas envolvidas na fraude podem responder por associação criminosa, fraude a licitação e peculato e caso condenadas podem pegar até 19 anos de prisão.
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