Prevenção contra queimadas atinge 120 municípios
Redação DM
Publicado em 29 de julho de 2021 às 14:15 | Atualizado há 5 anos
Para comemorar o Dia do Agricultor, 28, 120 municípios goianos foram palco, ontem, da Prevenção e Combate a Focos de Incêndios na Zona Rural, numa parceria através da Secretária de Agricultura, a FAEG/Senar, sindicatos rurais e o Corpo de Bombeiro.
A iniciativa teve o objetivo de conscientizar os moradores do meio rural sobre a importância da prevenção e combate a focos de incêndio. O estio tem se prolongado por todo esse período, provocando queimadas e danificando plantações, com ênfase para o milho, a soja e as pastagens dos rebanhos.
Em Rio Verde, um dos maiores pólos agrícolas do Brasil, o Sindicato Rural de Rio Verde tomou a iniciativa do evento que contou com o apoio do Corpo de Bombeiros e também da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Agricultura, que disponibilizou maquinário para a realização das ações.
No Tatersal de Leilões do Sindicato, os representantes do Corpo de Bombeiros discorreram sobre a importância da prevenção a queimadas neste período de estiagem. Apresentaram estratégias a adotar em caso de fogo como a utilização de sopradores, bomba costal e abafador. Foi feita, ainda, a prática de aceiros destinados a cercar o fogo, evitando-se assim que as queimadas ou incêndios se espalhem sem controle.
Participaram da iniciativa o diretor do Sindicato Rural, Olávio Teles; o superintendente de Produção Rural Sustentável, Donalvam Moreira da Costa Maia; o secretário municipal de Agricultura, Paulo Martins; o presidente da Comissão de Combate aos Incêndios do Sindicato Rural, Vanderlei Secco; o coordenador regional do Senar, Uadson Ramos; o mobilizador do Senar, Max Gomes; o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente coronel, Amilton de Souza; o coordenador da Operação Cerrado Vivo, tenente Leandro Dias, entre outros.
Frente fria
A época de outono e inverno, especialmente na região Centro-Sul, traz riscos maiores de friagens intensas e possibilidade de geadas que podem comprometer todo o metabolismo das plantas – situação que tem sido observada em diversas localidades do Brasil após a forte frente fria dos últimos dias. Agora mesmo, uma baixa inesperada de temperatura ocorre praticamente em todo o País. Sendo assim, como auxiliar os produtores para o manejo fisiológico correto neste período do ano?
Como todos os seres vivos, as plantas necessitam de condições ideais para o seu desenvolvimento. Isso inclui água, temperatura, luminosidade, umidade relativa do ar e/ou do solo e nutrição. Qualquer um desses fatores que se apresente fora das condições ideais contribui para a redução significativa dos processos fisiológicos das plantas e compromete a qualidade e produtividade.
“Atualmente vários pesquisadores relatam que as condições climáticas (fatores abióticos) contribuem para a redução de mais de 50% do potencial produtivo das plantas. Dessa forma, a única opção que temos é trabalhar com produtos de efeito fisiológico a fim de possibilitar que as plantas sejam mais eficientes em seus processos de desenvolvimento – mesmo em condições que não sejam 100% favoráveis, minimizando assim os efeitos do estresse”, explica Rodrigo Repke, coordenador técnico da Microquimica Tradecorp.