Oposição tenta encontrar discurso
Redação DM
Publicado em 28 de junho de 2021 às 13:30 | Atualizado há 1 ano
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.
PSDB procura superar crises e busca eleições plebiscitárias
O governador Marconi Perillo vive o pior momento do PSDB em Goiás. Para tentar contornar as dificuldades, faz menção de que a legenda estará na disputa de 2022, custe o que custar. Do lado oposicionista, espera a ação mais tarimbada: o caminho a ser trilhado por Daniel Vilela. Se o MDB seguir na disputa, ele pode abrir mão e apoiar o grupo.
Mas tanto PSDB quanto MDB enfrentam uma pressão externa. Com exceção do DEM e PT, todas as elites partidárias goianas sofrem o aperto dos comandos nacionais para que elejam deputados federais. É a moeda de troca para que as legendas recebam fundo partidário – hoje, para todo país, na casa de R$ 3 bilhões.
Caso um dos partidos de Goiás – seja MDB, PP, PSDB ou PSD – não consiga eleger deputados federais, a ten dência é que o comando das siglas seja mudado – e pior do que perder eleição, é perder o partido. Daí a crise que afeta tanto Marconi Perillo quanto Daniel Vilela, que, na iminência de vitória fácil de Caiado, tentarão de todas as formas se elegerem deputados federais.
Marconi já tentou várias vezes pautar a disputa por meio de uma eleição plebiscitária, que compara um governo A com o B. Mas os ventos não sopram para este debate. O assunto simplesmente não repercute e as comparações tendem a surtir efeitos para Caiado, que tem uma imensa documentação e inventário das gestões de Perillo nas últimas décadas.
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.

Marconi Perillo
Desgastado desde as eleições de 2018, quando ficou em quinto lugar em duas vagas disputadas o Senado e com a derrota do governador José Eliton, o ex-governador Marconi Perillo não sabe o que fazer em 2022: concorrer à Câmara Federal ou ao governo do Estado. O PSDB corre o risco de não conquistar quociente eleitoral para deputado federal. Os tucanos aparecem com índices baixos para governador.
Ainda morando em São Paulo, Marconi Perillo enfrenta processos na Justiça, com denúncias de uso de “caixa dois” em campanha eleitoral e outras investigações do Ministério Público em relação a improbidade administrativa.
PSDB procura superar crises e busca eleições plebiscitárias
O governador Marconi Perillo vive o pior momento do PSDB em Goiás. Para tentar contornar as dificuldades, faz menção de que a legenda estará na disputa de 2022, custe o que custar. Do lado oposicionista, espera a ação mais tarimbada: o caminho a ser trilhado por Daniel Vilela. Se o MDB seguir na disputa, ele pode abrir mão e apoiar o grupo.
Mas tanto PSDB quanto MDB enfrentam uma pressão externa. Com exceção do DEM e PT, todas as elites partidárias goianas sofrem o aperto dos comandos nacionais para que elejam deputados federais. É a moeda de troca para que as legendas recebam fundo partidário – hoje, para todo país, na casa de R$ 3 bilhões.
Caso um dos partidos de Goiás – seja MDB, PP, PSDB ou PSD – não consiga eleger deputados federais, a ten dência é que o comando das siglas seja mudado – e pior do que perder eleição, é perder o partido. Daí a crise que afeta tanto Marconi Perillo quanto Daniel Vilela, que, na iminência de vitória fácil de Caiado, tentarão de todas as formas se elegerem deputados federais.
Marconi já tentou várias vezes pautar a disputa por meio de uma eleição plebiscitária, que compara um governo A com o B. Mas os ventos não sopram para este debate. O assunto simplesmente não repercute e as comparações tendem a surtir efeitos para Caiado, que tem uma imensa documentação e inventário das gestões de Perillo nas últimas décadas.
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.

Jânio Darrot
Jânio Darrot, ex-prefeito de Trindade, desde 2020 tenta descolar sua imagem do ex- -governador Marconi Perillo, já que presidiu o PSDB nos últimos anos. Sua candidatura está congelada desde o dia em que o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos anunciaram que estariam de mudanças para seu partido.
Nesta hipótese, o ex-prefeito ficaria sem chão para lançar uma candidatura, já que a legenda seria repassada para os bolsonaristas no Estado, hoje sob a tutela do deputado federal Vitor Hugo. Darrot sabe que não adianta tentar “surfar” no instável bolsonarismo, já que em Goiás a eleição deverá focar na gestão da pandemia.

Marconi Perillo
Desgastado desde as eleições de 2018, quando ficou em quinto lugar em duas vagas disputadas o Senado e com a derrota do governador José Eliton, o ex-governador Marconi Perillo não sabe o que fazer em 2022: concorrer à Câmara Federal ou ao governo do Estado. O PSDB corre o risco de não conquistar quociente eleitoral para deputado federal. Os tucanos aparecem com índices baixos para governador.
Ainda morando em São Paulo, Marconi Perillo enfrenta processos na Justiça, com denúncias de uso de “caixa dois” em campanha eleitoral e outras investigações do Ministério Público em relação a improbidade administrativa.
PSDB procura superar crises e busca eleições plebiscitárias
O governador Marconi Perillo vive o pior momento do PSDB em Goiás. Para tentar contornar as dificuldades, faz menção de que a legenda estará na disputa de 2022, custe o que custar. Do lado oposicionista, espera a ação mais tarimbada: o caminho a ser trilhado por Daniel Vilela. Se o MDB seguir na disputa, ele pode abrir mão e apoiar o grupo.
Mas tanto PSDB quanto MDB enfrentam uma pressão externa. Com exceção do DEM e PT, todas as elites partidárias goianas sofrem o aperto dos comandos nacionais para que elejam deputados federais. É a moeda de troca para que as legendas recebam fundo partidário – hoje, para todo país, na casa de R$ 3 bilhões.
Caso um dos partidos de Goiás – seja MDB, PP, PSDB ou PSD – não consiga eleger deputados federais, a ten dência é que o comando das siglas seja mudado – e pior do que perder eleição, é perder o partido. Daí a crise que afeta tanto Marconi Perillo quanto Daniel Vilela, que, na iminência de vitória fácil de Caiado, tentarão de todas as formas se elegerem deputados federais.
Marconi já tentou várias vezes pautar a disputa por meio de uma eleição plebiscitária, que compara um governo A com o B. Mas os ventos não sopram para este debate. O assunto simplesmente não repercute e as comparações tendem a surtir efeitos para Caiado, que tem uma imensa documentação e inventário das gestões de Perillo nas últimas décadas.
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.

Gustavo Mendanha
Gustavo Mendanha (MDB), prefeito de Aparecida de Goiânia, foi o primeiro a tentar viabilizar uma candidatura. Desconhecido no Estado, tenta há dois meses ser viável, percorrendo municípios e dialogando com lideranças. Não está impedido de fazer pré-campanha, apesar de saber que Daniel Vilela está à frente na fila dos candidatáveis. E a prova é que não estará na oposição emedebista quando ocorrerem eleições internas do MDB, em julho.
Mendanha busca ser diferente de Antônio Gomide, que governava Anápolis, em 2014, com excelente avaliação. Quando tentou pular para o Palácio das Esmeraldas, Gomide percebeu que votos de prefeitos são diferentes de votos de governadores. Daniel deixou Mendanha circular para “pegar experiência” e sondar o eleitor. É um laboratório do MDB.
Uma pesquisa no final de agosto de 2022 será decisiva para analisar se é melhor continuar ou desistir. Antes disso, Mendanha terá que renunciar ao mandato de prefeito de Aparecida, em 3 de abril. Decisão difícil: abrir mão de mandato de prefeito da segunda maior cidade do estado.

Jânio Darrot
Jânio Darrot, ex-prefeito de Trindade, desde 2020 tenta descolar sua imagem do ex- -governador Marconi Perillo, já que presidiu o PSDB nos últimos anos. Sua candidatura está congelada desde o dia em que o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos anunciaram que estariam de mudanças para seu partido.
Nesta hipótese, o ex-prefeito ficaria sem chão para lançar uma candidatura, já que a legenda seria repassada para os bolsonaristas no Estado, hoje sob a tutela do deputado federal Vitor Hugo. Darrot sabe que não adianta tentar “surfar” no instável bolsonarismo, já que em Goiás a eleição deverá focar na gestão da pandemia.

Marconi Perillo
Desgastado desde as eleições de 2018, quando ficou em quinto lugar em duas vagas disputadas o Senado e com a derrota do governador José Eliton, o ex-governador Marconi Perillo não sabe o que fazer em 2022: concorrer à Câmara Federal ou ao governo do Estado. O PSDB corre o risco de não conquistar quociente eleitoral para deputado federal. Os tucanos aparecem com índices baixos para governador.
Ainda morando em São Paulo, Marconi Perillo enfrenta processos na Justiça, com denúncias de uso de “caixa dois” em campanha eleitoral e outras investigações do Ministério Público em relação a improbidade administrativa.
PSDB procura superar crises e busca eleições plebiscitárias
O governador Marconi Perillo vive o pior momento do PSDB em Goiás. Para tentar contornar as dificuldades, faz menção de que a legenda estará na disputa de 2022, custe o que custar. Do lado oposicionista, espera a ação mais tarimbada: o caminho a ser trilhado por Daniel Vilela. Se o MDB seguir na disputa, ele pode abrir mão e apoiar o grupo.
Mas tanto PSDB quanto MDB enfrentam uma pressão externa. Com exceção do DEM e PT, todas as elites partidárias goianas sofrem o aperto dos comandos nacionais para que elejam deputados federais. É a moeda de troca para que as legendas recebam fundo partidário – hoje, para todo país, na casa de R$ 3 bilhões.
Caso um dos partidos de Goiás – seja MDB, PP, PSDB ou PSD – não consiga eleger deputados federais, a ten dência é que o comando das siglas seja mudado – e pior do que perder eleição, é perder o partido. Daí a crise que afeta tanto Marconi Perillo quanto Daniel Vilela, que, na iminência de vitória fácil de Caiado, tentarão de todas as formas se elegerem deputados federais.
Marconi já tentou várias vezes pautar a disputa por meio de uma eleição plebiscitária, que compara um governo A com o B. Mas os ventos não sopram para este debate. O assunto simplesmente não repercute e as comparações tendem a surtir efeitos para Caiado, que tem uma imensa documentação e inventário das gestões de Perillo nas últimas décadas.
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.
As eleições de 2022 ocorrem daqui a 16 meses. Mas o prazo para uma candidatura da oposição centro-liberal se viabilizar é menor: 14 meses. Quatorze meses é o tempo que candidaturas de opositores se estabeleceram em Goiás nos últimos 20 anos, com exceção do ex-governador Iris Rezende, cuja “jogada” era diferente, já que acumulava recall de votos.
Para tentar o poder, a oposição tem se articulado em três frentes no Estado: ex-prefeito Jânio Darrot (Patriota), ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e prefeito Gustavo Mendanha (MDB), de Aparecida de Goiânia.
Qualquer nome fora dos três será uma tentativa de menor fôlego, já que do outro lado figura o governador Ronaldo Caiado (DEM), cuja gestão em plena pandemia é aprovada por cerca de 65% da população, conforme pesquisas divulgadas desde 2020.
A conta pesa para o lado do governador: ganhou as eleições em 2018 com 60% dos votos. Ou seja, tem o maior ‘chamado’ de votos dos últimos 30 anos. E devido seu desempenho na condução da pandemia teria conquistado a “simpatia” de 5% a 10% de eleitores.
A avaliação positiva de Caiado o coloca como favorito, o que obriga os pré-candidatos oposicionistas avaliarem bem o quadro. O mais difícil para vencer o governador será encontrar um discurso. Cada eleição cria um “teatro político” específico – e com ele, um tema que domina as atenções.
A última disputa, por exemplo, foi “eleição de oposição”, a partir da temática da corrupção. Ficha limpa, o governador, com poucos apoios e a imagem consolidada em 30 anos de vida pública, soube conduzir uma vitória fácil.
A disputa foi tanto de “oposição”, que o candidato governista (José Eliton, do PSDB) ficou na terceira colocação, atrás de Daniel Vilela (MDB). Os desgastes de quase três décadas do grupo marconista no poder foram essenciais para a narrativa que derrubou o PSDB.
Por isso a oposição quer saber agora exatamente qual será o script de 2022. Sem escândalos, a gestão de Ronaldo Caiado tende a aguardar o melhor dos três pré-candidatos, já que o paredão de votos oposicionistas, na pior das hipóteses, gira em torno de 20 a 40%.

Gustavo Mendanha
Gustavo Mendanha (MDB), prefeito de Aparecida de Goiânia, foi o primeiro a tentar viabilizar uma candidatura. Desconhecido no Estado, tenta há dois meses ser viável, percorrendo municípios e dialogando com lideranças. Não está impedido de fazer pré-campanha, apesar de saber que Daniel Vilela está à frente na fila dos candidatáveis. E a prova é que não estará na oposição emedebista quando ocorrerem eleições internas do MDB, em julho.
Mendanha busca ser diferente de Antônio Gomide, que governava Anápolis, em 2014, com excelente avaliação. Quando tentou pular para o Palácio das Esmeraldas, Gomide percebeu que votos de prefeitos são diferentes de votos de governadores. Daniel deixou Mendanha circular para “pegar experiência” e sondar o eleitor. É um laboratório do MDB.
Uma pesquisa no final de agosto de 2022 será decisiva para analisar se é melhor continuar ou desistir. Antes disso, Mendanha terá que renunciar ao mandato de prefeito de Aparecida, em 3 de abril. Decisão difícil: abrir mão de mandato de prefeito da segunda maior cidade do estado.

Jânio Darrot
Jânio Darrot, ex-prefeito de Trindade, desde 2020 tenta descolar sua imagem do ex- -governador Marconi Perillo, já que presidiu o PSDB nos últimos anos. Sua candidatura está congelada desde o dia em que o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos anunciaram que estariam de mudanças para seu partido.
Nesta hipótese, o ex-prefeito ficaria sem chão para lançar uma candidatura, já que a legenda seria repassada para os bolsonaristas no Estado, hoje sob a tutela do deputado federal Vitor Hugo. Darrot sabe que não adianta tentar “surfar” no instável bolsonarismo, já que em Goiás a eleição deverá focar na gestão da pandemia.

Marconi Perillo
Desgastado desde as eleições de 2018, quando ficou em quinto lugar em duas vagas disputadas o Senado e com a derrota do governador José Eliton, o ex-governador Marconi Perillo não sabe o que fazer em 2022: concorrer à Câmara Federal ou ao governo do Estado. O PSDB corre o risco de não conquistar quociente eleitoral para deputado federal. Os tucanos aparecem com índices baixos para governador.
Ainda morando em São Paulo, Marconi Perillo enfrenta processos na Justiça, com denúncias de uso de “caixa dois” em campanha eleitoral e outras investigações do Ministério Público em relação a improbidade administrativa.
PSDB procura superar crises e busca eleições plebiscitárias
O governador Marconi Perillo vive o pior momento do PSDB em Goiás. Para tentar contornar as dificuldades, faz menção de que a legenda estará na disputa de 2022, custe o que custar. Do lado oposicionista, espera a ação mais tarimbada: o caminho a ser trilhado por Daniel Vilela. Se o MDB seguir na disputa, ele pode abrir mão e apoiar o grupo.
Mas tanto PSDB quanto MDB enfrentam uma pressão externa. Com exceção do DEM e PT, todas as elites partidárias goianas sofrem o aperto dos comandos nacionais para que elejam deputados federais. É a moeda de troca para que as legendas recebam fundo partidário – hoje, para todo país, na casa de R$ 3 bilhões.
Caso um dos partidos de Goiás – seja MDB, PP, PSDB ou PSD – não consiga eleger deputados federais, a ten dência é que o comando das siglas seja mudado – e pior do que perder eleição, é perder o partido. Daí a crise que afeta tanto Marconi Perillo quanto Daniel Vilela, que, na iminência de vitória fácil de Caiado, tentarão de todas as formas se elegerem deputados federais.
Marconi já tentou várias vezes pautar a disputa por meio de uma eleição plebiscitária, que compara um governo A com o B. Mas os ventos não sopram para este debate. O assunto simplesmente não repercute e as comparações tendem a surtir efeitos para Caiado, que tem uma imensa documentação e inventário das gestões de Perillo nas últimas décadas.
Lehninger: Caiado caminha para ser reeleito em 2022

O cientista político Lehninger Mota já teria em mente o que pode ser o discurso das próximas eleições: “A eleição de 2022 tende a beneficiar quem teve responsabilidade para enfrentar a covid-19. O tema corrupção, que foi muito ventilado em 2018, dá espaço a uma agenda econômica e sanitária”
Pela lógica, diante da queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que teve posições claras durante a pandemia, percebe-se que este pode ser mesmo o roteiro decisivo. Mas se for este o ponto “sorteado” pelo eleitor, Caiado tende a ser beneficiado.
“O governador caminha para ser reeleito sem grandes dificuldades. Goiás não enfrentou colapso em seu sistema de saúde e não enfrentou escândalos de corrupção, principal promessa do atual governador no pleito de 2018. Tem ainda a favor do governador o ótimo momento que vive o agronegócio, principal atividade econômica do estado”, analisa Mota.