Cotidiano

Márcio diz que candidatura exige projeto, para não se tornar “carreirista na política”

Redação DM

Publicado em 21 de junho de 2021 às 15:51 | Atualizado há 5 anos

O presidente do MDB de Anápolis, Márcio Corrêa, afirma que sua decisão de disputar a eleição de 2022 passa por diversos fatores, pois não se pode incorrer no erro de se tornar uma carreirista na política, pedindo voto em todas as campanhas. Durante participação no programa Arena, da Rádio Manchester, no último sábado (19), o emedebista falou também sobre as possibilidades de apoio ou não ao governador Ronaldo Caiado (DEM) e estratégias em 2021 para o pleito do ano que vem. Leia os principais pontos da entrevista concedida aos jornalistas Marcos Vieira e Henrique Morgantini.

O senhor será candidato em 2022?
Estamos trabalhando juntamente com o MDB estadual, fortalecendo as bases no interior, fomos convidados para essa missão de reestruturação. Não temos ainda essa definição, mas temos como certo que teremos candidatura a deputado estadual, mas estamos conversando com a população. Se não fosse a pandemia, não tenho dúvida que essa situação estaria bem mais avançada, mas em função de impedimento de se reunir com a população, não temos ainda essa definição, mas o certo é que teremos gente do partido disputando o processo eleitoral do próximo ano.

O que depende para que o Márcio Correa dispute a eleição? Eu saí de um processo eleitoral recente e precisamos entender como a nossa capacidade de trabalho, de inteligência e de articulação vão contribuir para a cidade de Anápolis. É importante tomar essa decisão com muito diálogo e não ser apenas um carreirista na política, toda eleição estar na disputa, ser o profissional da política nesse sentido. Precisamos sim ter projetos bem definidos, temos nomes que querem se colocar à disposição do partido para contribuir com a cidade, mas precisamos fazer isso com muita ponderação e profissionalismo, com pesquisas qualitativas entendendo o contexto atual. Outro fator é a regra eleitoral, se vai manter a atual, sem coligação, ou se vai ser aprovado o distritão. Eu entendo que se for manter a regra que aí está, sem coligação, acho que cidades maiores como Goiânia, Aparecida, Rio Verde e Luziânia vão lançar número muito grande de candidatos, o que vai prejudicar grandes projetos.

Existe uma ala do MDB que defende um alinhamento com Ronaldo Caiado, indicando inclusive a vice do governador. Outra ala propõe lançamento de nome próprio, como já é tradição no partido. Qual o melhor caminho?
O MDB tem histórico de lançar candidatura própria e sempre teve um protagonismo nas eleições estaduais, ficou 20 anos fazendo oposição aos projetos anteriores, e o desejo de todo partido é ter candidatura própria, mas isso tem que ser construído de forma profissional, não pode ser feito com amadorismo. Temos dois nomes cacifados, do Daniel Vilela, que é o nome natural, e o Gustavo Mendanha, que está sendo lembrado. O nome dele é legítimo em função da gestão que realiza em Aparecida de Goiânia, mas isso tem que ser construído, entendendo também que existe a possibilidade de conversa com o governador, que é o único candidato definido até agora. Agora o desejo do partido é que tenha candidatura própria. Esse é o desejo dos candidatos a deputado estadual e federal. Mas essa decisão será tomada no próximo ano entendendo que se não estivéssemos na pandemia já teríamos vários encontros regionais, ouvindo as lideranças, para saber o sentimento de cada um. O MDB é um partido grande e não tenho dúvida que será uma decisão tomada de forma compartilhada, de forma coletiva. Não é um partido que tem dono, portanto não será uma decisão imposta.

O que é melhor para Anápolis: projeto próprio ou reeleição de Caiado? Você ficaria confortável em fazer campanha para Caiado? É bom deixar claro que jamais os interesses partidários estarão acima dos meus interesses para a cidade. Fui candidato e estou em um projeto político por Anápolis, mas os interesses com a cidade, com nossa população, estão muito acima dos nossos interesses partidários. Meu desejo pessoal é que o MDB tenha candidatura própria e antes dos nomes tem nossas ideias e projetos, que serão colocados nesse projeto. Agora eu acompanho a decisão do partido, a liderança do Daniel Vilela – tenho oportunidade de conversar com ele três vezes por semana, também com o Gustavo Mendanha – e essa construção que tem sido feita é pensando numa candidatura própria, mas com portas abertas, a possibilidade de se caminhar com o governador, mas será uma decisão coletiva. O projeto é acompanhar as decisões dos líderes do partido, desde que seja convergente com nossos interesses para a cidade de Anápolis.

O diretório de Anápolis é ouvido pela cúpula estadual?
A prova disso é a eleição anterior, o MDB deu toda autonomia para a gente construir o nosso projeto. Tínhamos uma candidatura que a princípio tinha pouca viabilidade eleitoral, mas tivemos toda autonomia. Estamos participando, tanto meu nome quanto das vereadoras, estamos nessa nova chapa estadual, discutindo projetos para o Estado. Não tenho dúvida que Anápolis será colocada na mesa no debate sobre candidatura própria ou não, de participar de uma chapa majoritária. Anápolis precisa retomar o protagonismo e ter grandes representantes.

Qual a agenda para consolidação desse projeto em 2022?
Após as eleições estamos tendo procura constante de filiações. Isso é muito importante porque a situação da política, da forma que está, o momento que a política está criminalizada, é pela falta de participação da população. Às vezes não é uma participação diretamente, como candidato, mas ter discussão ativa. O MDB tem aberto as portas para novas lideranças, com quadros da cidade de diversas classes, para participar da discussão política. Mesmo sem mandato estamos agindo, buscando atender as demandas. Às vezes nossa ida a Brasília, nosso encontro com políticos, senão na maioria das vezes, mas quase 100%, é para buscar caminhos para atender algumas demandas de Anápolis. Esse é o motivo da nossa articulação política, muito pouco de discussão de uma possível candidatura, mas vamos fazer isso sim de forma estratégia, de forma profissional, mas com ponderação, com ética e decência e construir um projeto para Anápolis.

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