Lula e Bolsonaro: corrida pelo apoio das lideranças evangélicas para 2022
Redação DM
Publicado em 21 de junho de 2021 às 15:03 | Atualizado há 5 anos
O pastor da Igreja Assembleia de Deus Silas Malafaia reagiu à divulgação de um encontro entre o ex-presidente Lula e o bispo primaz da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, Manoel Ferreira. Malafaia disse que não vai permitir que Lula ganhe espaço entre eleitores evangélicos. “Ele que venha, a artilharia vai ser pesada. Não vai ser coisinha fácil não. Vamos botar para arrebentar em cima e sem dó”, afirmou o pastor, um dos mais fiéis aliados do presidente Jair Bolsonaro.
Malafaia, Bolsonaro e Ferreira devem se encontraram, sexta-feira (18), em Belém, no Pará, para um culto em celebração dos 110 anos da Assembleia de Deus.
O pastor do Ministério de Madureira, líder de uma das principais denominações evangélicas do Brasil, esteve com o petista no início de junho. O encontro aconteceu no sítio do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano, em Mendes, a 100 quilômetros da capital.
Outro líder importante da igreja, o deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), é o presidente da frente parlamentar evangélica no Congresso. O deputado participou da motociata de apoio a Jair Bolsonaro realizada em São Paulo no final de semana.
Para Malafaia, o movimento de Lula visa a recuperar terreno em um eleitorado que votou em peso em Jair Bolsonaro em 2018. “Ele está na dele, político tem que fazer isso mesmo”, afirmou o líder. “O que eu não entendo é como é que a gente pode apoiar um cara que, quando é libertado pelo Supremo Tribunal Federal, na primeira entrevista, diz que as igrejas espalharam o vírus.”
Malafaia se referia ao discurso que Lula fez em março em São Bernardo do Campo. Na ocasião, ele afirmou que “muitas mortes poderiam ter sido evitadas” na pandemia, e disse que “o papel das igrejas é ajudar para orientar as pessoas, não é vender grão de feijão ou fazer culto cheio de gente sem máscara, dizendo que tem o remédio pra sarar”.