Deputados federais por Goiás são alvos de protesto em ato contra Bolsonaro
Redação DM
Publicado em 21 de junho de 2021 às 14:54 | Atualizado há 5 anos
Cerca de 16 capitais brasileiras realizam atos contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), sábado (19). Entre as reivindicações estão o pedido de mais vacinas contra a Covid-19 e a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600.
Goiânia foi uma das capitais a registrar manifestações contra o presidente. Segundo os organizadores, foram confirmados atos de protesto em 319 cidades. Em Brasília, dois movimentos foram organizados entre 8h e 9h. Na Esplanada dos Ministérios, ocorreu uma passeata.
Nas faixas, eles apontam deputados que seriam favoráveis ao projeto do Governo Federal. “A gente entende que a maioria dos nossos deputados e senadores têm, sucessivamente, votado contra o interesse dos trabalhadores”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado de Goiás, Ademar de Sousa, que integra o Fórum.
Para Ademar, a reforma administrativa proposta desmonta políticas públicas e sociais conquistadas pelos trabalhadores por meio de Constituição Federal de 1988. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aguarda o relatório do deputado federal Artur Oliveira Maia (DEM-BA).
Manifestantes se reuniram na Praça Cívica de Goiânia contra o presidente Jair Bolsonaro, com foco nas políticas durante a pandemia da Covid-19. Em Goiás, também houve manifestações em Anápolis, Aurilândia, Catalão, Ceres, Cidade de Goiás, Formosa, Itapirapuã, Jataí, Pirenópolis, Porangatu e São Luís dos Montes Belos.
Sem partidarismo
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e um dos organizadores do ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em Goiânia, Napoleão Batista, a manifestação de sábado (19) não tem cunho eleitoreiro. “Não estamos aqui fazendo campanha para partido A ou B. estamos cobrando responsabilidade do governo e de todos os políticos que estão hoje no poder, disse.
Para o organizador, o grito de “Fora Bolsonaro” não esvazia as outras pautas da manifestação. Ele afirma que o objetivo é tirar o governo do poder, e colocar outro no lugar, mas sem a defesa de um nome específico. “Que seja um governo para o povo, para a defesa da soberania nacional”, defende.
Ele ainda acrescenta: “Nós não estamos aqui em defesa de uma bandeira apenas, são várias. São movimentos sociais, partidários, sindicais, de pessoas que lutam pela vida. É isso que está acontecendo aqui hoje em Goiânia e em todo o Brasil.” Essa é a segunda manifestação contra o presidente neste ano. A primeira, realizada no dia 29 de maio, tinha o foco voltado para as políticas do presidente durante a pandemia da Co vid-19. No ato deste sábado, porém, outras pautas ganharam a atenção dos manifestantes.
Adriana Accorsi
A deputada e delegada Adriana Accorsi sofreu agressão verbal e xingamentos na presença de sua filha Verônica, enquanto aguardavam no semáforo da 5° Avenida, em Goiânia. Ela estava com cartazes no veículo após voltar da manifestação contra Bolsonaro que ocorreu sábado (19).O homem que parou ao lado de seu carro estava bastante alterado, a xingou de vagabunda e proferiu outras ofensas, deixando sua filha muito abalada e chorando. “Todo mundo que defende o Lula é vagabundo e ladrão”, dizia gritando. Adriana disse que tentou se defender dizendo que tem direito de colocar cartazes de “Fora Bolsonaro” em seu carro, mas não adiantou. O sinal abriu e o homem saiu cantando pneu.