Caiado assina termo que estimula pesquisas científicas
Redação DM
Publicado em 19 de junho de 2021 às 17:59 | Atualizado há 5 anos
O governador Ronaldo Caiado conheceu, nesta quinta-feira (17/06), as instalações da Estação Experimental da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural, e Pesquisa Agropecuária (Emater), em Porangatu. No local é desenvolvido um programa de melhoramento genético da mandioca. “Essa instituição ficou esquecida em Goiás, as pessoas não acreditavam que ela pudesse sobreviver. O nosso governo dá todo apoio para que ela realmente resgate a importância que tem”, afirmou.
Na unidade, o governador assinou um termo de convênio entre a Estação Experimental da Emater e a Embrapa. A parceria terá duração de cinco anos e será investido R$ 1,5 milhão em pesquisas científicas. “Apoiamos a pesquisa para que, no futuro, tenhamos maior produtividade, com a preservação do meio ambiente e alimento na mesa do povo brasileiro”, projetou Caiado.
A pesquisa, realizada com a espécie Manihot esculenta, busca garantir variedades mais produtivas e que sejam adaptadas às condições de plantio das regiões Norte e Nordeste. A meta é compartilhar a tecnologia com os agricultores familiares goianos, a fim de alavancar a produção. “Nós queremos que essas tecnologias que desenvolvemos aqui possam chegar nas cadeias produtivas da agricultura familiar para que eles tenham melhoria de renda, produtividade e qualidade de vida”, afirmou o presidente da Emater, Pedro Leonardo.
A unidade da Emater em Porangatu é uma das sete no Estado voltadas para pesquisas. Atualmente, segundo a agência, a produtividade média da mandioca é de 12 toneladas por hectare. Com as pesquisas, a meta é atingir 50 toneladas por hectare, um aumento significativo na produtividade de quem trabalha na agricultura familiar. “Acreditamos que vamos apresentar resultados ao produtor num curto espaço de tempo”, afirmou o agrônomo da Emater, Ivanildo Ramalho do Nascimento.
O projeto é responsável pela manutenção de uma coleção de 20 genótipos de mandiocas, obtidos através de coletas nas principais áreas de plantio do Estado. Cultivados na Estação Experimental, os genótipos são avaliados para que os mais produtivos sejam utilizados como progenitores. A partir daí, o cruzamento genético permite o aparecimento das novas combinações, compostas pelas variedades que a pesquisa espera resultar.