Cotidiano

Vanderlan lidera na pesquisa Serpes/O Popular e venceria no segundo turno

Redação DM

Publicado em 7 de novembro de 2020 às 11:11 | Atualizado há 6 anos

Se as eleições fossem hoje, 7, o senador Vanderlan Cardoso (PSD)
seria eleito prefeito de Goiânia, conforme pesquisa Serpes/O Popular divulgada
neste sábado, 7.

Faltam oito dias para as eleições gerais na Capital – e 21 dias
para o segundo turno.  

Em um eventual segundo turno, Vanderlan teria 39,9% das
intenções de voto;  Maguito Vilela (MDB) registraria
34,3%.

Por sua vez, se o segundo turno ocorrer entre Vanderlan e
Adriana Accorsi, que aparece em terceiro lugar na sondagem de primeiro turno, o
candidato do PSD teria 48,8% contra 23,1% da petista.

Na disputa de primeiro turno, Vanderlan também vence Maguito
Vilela: o candidato da coligação “Goiânia em um Novo Momento” tem 26,3% contra
23% de Maguito na pesquisa estimulada.

Adriana Accorsi aparece com 9% das intenções de voto. A pesquisa indica que ela estaria perdendo pontos não para Vanderlan, mas para Maguito, já que é histórica a coligação do PT com MDB na capital e o tráfego de votos entre um e outro.  Nas rodadas anteriores, ela estava com 10,1%.

Bem atrás aparece Major Araújo (PSL) com 3,3% das intenções, empatado tecnicamente com Elias Vaz (PSB), 2,3%.

Goiânia tem 16 candidatos na disputa, o que cria expectativa de realização de segundo turno e ao mesmo tempo candidaturas com poucas porcentagens de votos – a maioria delas com expectativa de votação que não elegeria vereadores, já que a tendência é de divisão de votos válidos.

Rejeição

A pesquisa indica que o eleitor tem maior rejeição pela candidata do PT, com 17,8%. Por sua vez, Major Araújo tem 14,3%. Os dados revelam que Maguito vem em seguida, com 12,1% e Vanderlan com 12%.

Pela interpretação, mostra-se que a rejeição de Maguito, que antes era de 17%, caiu, por ele estar internado em uma UTI em São Paulo e não participar efetivamente da campanha.

Sem críticas ao político, devido ao respeito de sua condição delicada, sua imagem se preservou enquanto candidatos do PT e PSD apresentaram aumento de rejeição, já que estão normalmente em campanha e sofrem críticas constantes.

 No segundo turno, a tendência é que o eleitor aumente a comparação de projetos e histórico dos candidatos, com a penas duas candidaturas, o que pode reduzir o impacto do isolamento do emedebista em tratamento de covid-19, já que o voto final é decisivo.

Além do impacto da covid-19 em uma das coligações, os dados da pesquisa revelam também que o bolsonarismo se confirmou como uma tendência anti-votos – ou seja, candidatos que apoiam Bolsonaro tendem a finalizar a campanha com reduzida quantidade de votos.  

A onda já teria passado, como outras que ocorreram com Fernando Collor e Lula, o que prejudicou candidaturas dedicadas exclusivamente a este tipo de eleitor, caso do major Araújo e o youtuber Gustavo Gayer (DC), que tem apenas 2% das intenções de voto.

A tendência em todo país é de desgastes dos defensores de Bolsonaro, que sofre o impacto do negacionismo durante a covid-19 e superproteção de seus filhos.  O fenômeno eleitoral se repete no Rio de Janeiro e São Paulo.

A Serpes ouviu 601 eleitores nos dias 3, 4 e 5 de novembro. A pesquisa tem 4% de margem de erro, segundo os dados técnicos depositados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que podem ser conferidos pelo público.       

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