Política

Caiado: “Sempre defendi maior atuação das mulheres em cargos de comando”

Redação DM

Publicado em 29 de agosto de 2018 às 03:03 | Atualizado há 8 anos

O candidato ao governo pela coligação A Mudan­ça é Agora, Ronaldo Caia­do (Democratas), teve oportuni­dade, ontem, de apresentar suas principais propostas de governo no que se refere à promoção, pro­teção e valorização das mulheres goianas. Em ato político promovi­do com os candidatos pelo Conse­lho Estadual da Mulher para apre­sentar a Plataforma Política das Mulheres de Goiás, Ronaldo Caia­do foi aplaudido ao defender ações para a saúde, segurança e efetiva participação feminina na política.

“Em meus mandatos, sempre defendi uma maior participação das mulheres no Congresso e em cargos de comando. Durante a dis­cussão da reforma política apresen­tei a proposta que estabelecia a lis­ta pré-ordenada em alternância de sexo, o que mostrou ser uma me­dida efetiva para aumentar a par­ticipação das mulheres na política em países como Bélgica e Suécia”, contou. “Esse modelo implantado na Europa aumentou para 50% a participação das mulheres no Par­lamento. Isso significa que elas efe­tivamente ganharam espaço nas de­cisões do País”, destacou.

Em seu discurso, Ronaldo Caiado falou ainda de ações protetivas para as mulheres que defendeu em seus mandatos no Congresso Nacional. Ronaldo Caiado foi um dos princi­pais articuladores para votação do PLC 7/2016 que definiu critérios para o atendimento policial em casos de violência contra a mulher. A propos­ta, que se tornou a Lei 13.505/2017, estabelece o atendimento policial es­pecializado prestado, preferencial­mente, por servidores do sexo femi­nino nessas situações.

O texto original previa que a autoridade policial teria a prer­rogativa de determinar medidas protetivas, como afastamento do agressor, imediatamente. Atual­mente, essa ação somente pode ser estipulada por juiz. Caiado de­fendia a medida pela enorme ca­rência que existe no interior do país, e Goiás vive essa realidade. A iniciativa, porém, foi vetada pelo presidente Michel Temer (MDB).

“Muitos municípios do interior não têm nem comarcas. Uma mu­lher numa região distante, expos­ta à violência recorrente, não tem nem como recorrer a um juiz. Hoje somos o terceiro Estado do País em feminicídio. Algo precisa ser feito para mudar isso”, defendeu.

No governo, Ronaldo Caiado pre­tende criar mecanismos que resul­tem em proteção efetiva à mulher. “A delegacia da mulher tem de ter uma ação conjunta com uma au­toridade que fará a ação protetiva. Hoje a mulher faz a queixa e fica por isso mesmo. Precisamos entender que tudo tem uma sequência lógi­ca. Não é apenas a mulher levar a denúncia até a delegacia. É impor­tante, sim. Mas é importante ter uma decisão rápida, com as ações proteti­vas. Aí teremos resultados significa­tivos contra o feminicídio”, explicou.

Em seu plano de governo, Ro­naldo Caiado prevê ainda a cria­ção da Rede Maria da Penha, que irá integrar os Centros Especializa­dos de Atendimento às Mulheres (Ceam’s). Segundo o democrata, a rede contará com espaços especia­lizados ofertando o acolhimento in­terdisciplinar (social, psicológico, pedagógico e de orientação jurídi­ca) às mulheres em situação de vio­lência de gênero. A ideia é promo­ver e assegurar o fortalecimento da sua autoestima e autonomia, o res­gate da cidadania e a prevenção, in­terrupção e superação das situações de violação de direitos.

“A Rede Maria da Penha será a principal iniciativa dessa frente, que será composta de instituições pú­blicas e privadas parceiras e deve­rá integrar em um mesmo espaço serviços como acolhimento e tria­gem; apoio psicossocial; brinque­doteca; alojamento de passagem e central de transportes. A central de transportes irá possibilitar o des­locamento de mulheres atendidas para os demais serviços de atendi­mento”, explicou o candidato.

Em sua fala, Ronaldo Caiado também mencionou a saúde da mulher como uma de suas prin­cipais metas. O senador quer que as regiões mais carentes do Estado possam contar, por exemplo, com mamógrafos para o diagnóstico pre­coce de casos de câncer de mama. “Nós já temos milhares de mulheres de fila de espera. No Congresso Na­cional lutamos para que as mulheres pudessem ter acesso à mamografia no SUS a partir dos 40 anos de ida­de. Nós vamos implantar essa políti­ca em Goiás. Vamos ter unidades de saúde com mamógrafos para aten­dermos as regiões mais carentes do Estado, dando uma atenção e fazen­do um diagnóstico precoce”, disse.

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