75% das distribuidoras de gás de cozinha estão sem o produto para comercializar em Goiás
Redação DM
Publicado em 5 de junho de 2018 às 12:21 | Atualizado há 8 anos
Cinco dias após o fim da paralisação dos caminhoneiros, os goianos continuam enfrentando a falta de gás de cozinha. Segundo Zenildo Dias do Vale, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), somente 25 % das distribuidoras do Estado possuem o produto para ser comercializado.
Ainda segundo o presidente, o atual problema com o produto é que vários consumidores estão comprando botijões para estocar, com medo de uma nova greve dos caminhoneiros, fazendo com que o produto que chega às distribuidoras acabe em pouco tempo.
Zenildo disse ainda que alguns caminhões carregados com botijões saíram de Goiânia para abastecer cidades do interior do Estado nesta segunda-feira (04/06), porém, a quantidade irá repor apenas 10% de toda a demanda que estas regiões têm. Ainda segundo o presidente, o abastecimento irá ser normalizado em cerca de 10 dias úteis, mas também é necessário que o consumidor compre apenas a quantidade que necessita para o consumo, cerca de um a dois botijões de gás de cozinha.
Valor do Produto
O presidente do sindicato afirmou ainda que o preço do produto em Goiás varia de R$ 70 a R$ 80, porém devido a greve dos caminhoneiros o produto chegou a ser vendido por mais de R$ 100. O Procon Goiás recebeu quase 150 denúncias de valor abusivo nos primeiros em que a mercadoria começou a faltar. Um dos estabelecimentos denunciados, vendia o botijão de gás por R$ 150.