Wilder defende redução de impostos nos combustíveis
Redação DM
Publicado em 31 de maio de 2018 às 04:29 | Atualizado há 8 anos
O senador Wilder Morais (DEM) afirma que a aprovação da reoneração da folha de pagamento através da PLC 52/2018 é a primeira medida para o governo voltar ao equilíbrio após a turbulência das reivindicações do diesel.
O parlamentar explica que a nova lei vai reonerar 28 dos 56 setores beneficiados pelo Governo Federal. A expectativa é que a partir de 2021 ocorrerá a oneração das restantes.
EQUILIBRIO
A medida visa equilibrar as finanças da administração diante dos gastos com a contenção do preço do diesel. “O governo terá como fonte novos recursos para compensar o impacto da redução anunciada de R$ 0,46 por litro de combustível diesel nas refinarias. A ideia e manter congelado por 60 dias o valor desse combustível. É compromisso do governo”, diz o senador, que aprovou a nova lei na última terça-feira.
Para Wilder, as desonerações fiscais que começaram no governo Dilma foram feitas sem efetivo planejamento e eficácia. Não teve, por exemplo, a cobrança de contrapartida das empresas – o que ajudou a criar a recessão de 2016. Para o senador, é muito melhor desonerar os combustíveis que impactam diretamente na inflação e em toda cadeia produtiva do que manter uma política que levou o Brasil a um estágio de recessão, crise econômica e fiscal.
Segundo o texto da PLC 52/2018, serão reonerados o setor hoteleiro, o comércio varejista (exceto calçados) e alguns segmentos industriais, como automóveis, transporte marítimo de passageiros e de carga na navegação de cabotagem, interior e de longo curso, dentre outros segmentos.