“Daniel Vilela está pautando o debate eleitoral”
Redação DM
Publicado em 30 de maio de 2018 às 04:48 | Atualizado há 8 anos
- Como está o andamento do projeto político do MDB para estas eleições?
Crescendo. Esta é a palavra exata para definir o momento. Tanto politicamente quanto eleitoralmente. O que notamos é que as pessoas conhecem pouco o nosso pré-candidato a governador, o deputado Daniel Vilela, mas quando têm a oportunidade de falar com ele e ver seu preparo, sua disposição e humildade, imediatamentesesimpatizam pelo projeto representado por ele. O potencial de crescimento desta candidatura é enorme e por isto temos enfrentado uma artilharia pesada dos adversários, que tentam miná-lo agora na pré-campanha, pois sabem que durante a campanhaseucrescimentotende a ser irreversível. Um dos reflexos distoéqueDanielestápautandoo debate eleitoral, sendo frequentemente copiado pelos adversários.
ÍNTEGRA DA ENTREVISTA
Em que sentido Daniel está pautando o debate?
Com as propostas que tem apresentado e as críticas que tem feito ao atual governo do Estado. Daniel é claramente o candidato que tem mais legitimidade para se apresentar como oposição a esta gestão, por tudo que o MDB representa em Goiás, mas ele tem feito um debate qualificado. Daniel está apresentando soluções bem embasadas e não está apenas atacando gratuitamente ou vendendo ilusões. Aí hoje vemos que muitas de suas propostas estão sendo reproduzidas pelos adversários. Chega a ser engraçado, porque até a bandeira da renovação política, que é algo inerente à figura do Daniel, outros pré-candidatos que representam o continuísmo e a velha política tentam pegar para si. Só que não cola.
Você poderia citar algum exemplo de proposta feita por Daniel que foi copiada por outros candidatos?
Poderiacitarvários. Danielpropôs acabar com essa história de agente de segurança de segunda categoria, que recebe um salário bem inferior aos demais colegas em início de carreira. E ele propôs esta equalização para policiais militares, civis e bombeiros. Uma semana depois tinha pré-candidato fazendo a mesma promessa, só que restrita aos policiais militares. Em 2016, Daniel puxou a discussão sobre a redução da frota de veículos do governo do Estado, propondo a adoção de um aplicativo de transporte para o serviço público. Isto implica na redução dos gastos com motoristas, espaços para estacionamento, manutenção, depreciação da frota, etc. Daniel conheceu a fundo o projeto piloto do governo federal e falou muito sobre este modelo aqui em Goiás. Agora, mais de dois anos depois, o governo do Estado começa a adotar, timidamente, o mesmo programa que Daniel defendeu lá atrás. E assim sucessivamente. Mas vejo isto como algo positivo, pois atesta que estamos na frente dos adversários e temos o melhor projeto para Goiás.
Neste período e mais ainda na campanha, os candidatos apresentam muitas propostas para atingir o eleitorado, mas há sempre uma dúvida sobre a possibilidade de cumpri-las.
Este é outro diferencial nosso: temos responsabilidade e estamos fortemente embasado em dados. Se for só pra jogar para a plateia, é fácil. É só pegar as reivindicações da sociedade e prometer atender todas. Então nessas horas aparece candidato prometendo acabar com todo tipo de imposto e ao mesmo tempo investir mais em todas as áreas, fazer obras mirabolantes, ampliar os programas sociais, fazer dezenas de concursos, etc. E aí quando alguém pergunta como vai acontecer essa mágica de reduzir drasticamente a arrecadação e gastar muito mais, o sujeito diz apenas que depende de vontade política. Quem age assim está sendo irresponsável. Todo mundo sabe que os Estados brasileiros, e particularmente Goiás, vivem uma situação fiscal problemática e temos que ter responsabilidade na hora de apresentar um plano de governo. Grande parte do descrédito deste grupo político que governa Goiás há 20 anos vem exatamente da dificuldade–ou até impossibilidade–de cumprir o que prometeram reiteradas vezes nas últimas campanhas. Não vamos cair nesta armadilha. Teremos boas propostas e vamos mudar a cara desse Estado, se o eleitor nos conceder essa oportunidade. Mas tudo com pé no chão.
Mas a população quer ouvir respostas para seus problemas e toda eleição acaba virando uma espécie de leilão de promessas.
E o pior é que esse problema das promessas fantasiosas não ocorre somente na disputa majoritária. Tem muito candidato a deputado que chega nos municípios prometendo obras e benefícios que ele não tem como atender, porque não tem esse poder. As pessoas têm que colocar um pé atrás com quem se arvora em soluções milagrosas. Mas as respostas para as demandas existem. O que não existe é mágica. É preciso preparo e trabalho duro para as coisas acontecerem. Nós do MDB temos estudado a fundo o Estado e estamos bem embasados tecnicamente para a próxima etapa, que é a de apresentação do plano de governo. Temos grupos de especialistas nas mais diversas áreas estudando detalhadamente os dados do Estado para apresentar bons projetos que são possíveis de serem executados.
Quais os princípios que têm norteado esse plano de governo do MDB?
Eficiência talvez seja o principal norte da nossa equipe. O Daniel gosta de dizer a administração pública estadual precisa entrar logo no século XXI. E de fato, o mundo mudou muito nos últimos anos, mas as práticas políticas e administrativas vigentes no Estado são as mesmas do século passado. Estamos perdendo uma grande oportunidade de ganhar mais eficiência na prestação de serviços aos goianos e temos que nos alinhar às novas ferramentas de gestão que estão aí, disponíveis para quem tem visão e vontade. Vou citar um exemplo meu. Eu fui presidente da Comurg de 2005 a 2010 e assumimos a companhia num momento de grandes dificuldades. Mas com ferramentas tecnológicas de monitoramento dos caminhões de lixo, conseguimos aumentar a produtividade da coleta em mais de 30%. Isto sem aumentar um caminhão sequer da frota. O que fizemos foi monitorar os trajetos por satélite e controlar o peso dos veículos nos locais de descarga. Isto é gestão. Trocamos 100% da iluminação da cidade por lâmpadas que representavam uma economia no consumo de energia. Enfim, existem caminhos para tornar o serviço público mais eficiente, mas é preciso sobretudo a liderança de um gestor conectado com o mundo atual.
Um fator decisivo na disputa eleitoral é a política de alianças. O MDB tem conseguido avançar na formação de uma ampla coligação?
Temos avançado bastante. Além do PP, que a cada dia mostra mais interesse em construir conosco esse novo projeto político para Goiás, temos sido procurados por lideranças de vários outros partidos. Alguns deles são de conhecimento público, como o PSD, PRP, o PDT, entre outros. É uma discussão pautada pelo respeito aos partidos e com um foco em construir um projeto político com esse perfil do século XXI. Nada de ficar loteando o governo para selar essa aliança, como outros têm feito por aí em reuniões fechadas ou até em cima de palanque. Mas em toda eleição grande parte destas definições só acontecem no final do período de convenções e creio que não será diferente nestas eleições.
O MDB conseguirá apresentar chapas proporcionais competitivas?
Já temos chapas bem competitivas e a tendência é melhorar, pois alguns companheiros que estavam um pouco mais distantes da vida pública têm se entusiasmado e falado em se apresentar para disputar cargos proporcionais. A tendência das nossas chapas é crescer muito em termos quantitativos e, principalmente, qualitativos. O MDB tem essa vantagem: não faltam no partido lideranças qualificadas espalhadas por todo esse Estado.
Eu fui presidente da Comurg de 2005 a 2010 e assumimos a companhia num momento de grandes dificuldades. Mas com ferramentas tecnológicas de monitoramento dos caminhões de lixo, conseguimos aumentar a produtividade da coleta em mais de 30%. Isto sem aumentar um caminhão sequer da frota. Isto é gestão”