Vilmar Rocha: “Eliton não tem perfil de candidato adequado”
Redação DM
Publicado em 30 de maio de 2018 às 04:15 | Atualizado há 8 anos
- O ex-secretário estadual de Cidades cita o nome do empresário e ex-prefeito de Goianésia, Otávio Lage de Siqueira Filho com a “qualidade política” para ser a opção de renovação da base aliada
O ex-deputado federal e presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, afirmou, ontem, que o governador José Eliton não tem o perfil de “candidato adequado” para a disputa à sucessão estadual. “Sempre disse e repito que a base aliada precisa de um candidato que represente a renovação, a mudança a reciclagem política e de poder em Goiás e José Eliton não tem esse perfil. Ele não motiva, não entusiasma, não motiva, não transmite inovação e um modelo novo de gestão pública”.
Vilmar Rocha, em entrevista ao Diário da Manhã, por telefone, nega que tenha qualquer diferença de “ordem pessoal” com o governador José Eliton. “Eu disse a ele, antes de assumir o governo, que a base aliada precisava buscar um nome novo e que buscasse motivar a sociedade, pois o Tempo Novo havia esgotado, mas ele não compreendeu isso”.
Para ele, a base aliada se equivoca ao insistir com o nome de José Eliton, pois poderá ser um caminho a levar o PSDB e aliados a perder as eleições de 7 de outubro em Goiás. “Eu disse e repito: Ele não tem o perfil ideal, adequado para o debate sobre um projeto diferente, avançado e moderno para Goiás. E há tempo para a base aliada rever e trocar o candidato até as convenções”.
O dirigente do PSD cita o nome de Otávio Lage de Siqueira Filho, ex-prefeito de Goianésia por dois mandatos, atual presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial-GO) e filho do ex-governador Otávio Lage como alternativa de “renovação” para a base aliada na corrida ao Palácio das Esmeraldas. “Eu poderia citar outros nomes que teriam respaldo da sociedade goiana para uma disputa ao governo do Estado”.
DIVERGÊNCIAS
Vilmar Rocha discorda do deputado federal Thiago Peixoto que, em entrevista, disse que o dirigente está prejudicando o partido a não aceitar a aliança com o PSDB do governador José Eliton; “Estamos exercendo, no PSD, o exercício democrático do debate, com concordâncias e não concordâncias. A decisão final virá na convenção partidária, no final de julho ou início de agosto”.
O presidente entende como “natural” a manifestação da maioria dos 17 prefeitos, do deputado federal Thiago Peixoto e dos estaduais Francisco Jr. Lucas Calil e Simeyzon Silveira, de apoio do PSD à reeleição do governador José Eliton. “Vivemos o momento do debate, do diálogo, a decisão virá na convenção partidária”.
Questionadosobrecomorecebeu a decisão do governador de exonerar todos os seus aliados políticos, em diversos órgãos da administração, Vilmar Rocha limitou-se a dizer que lamenta que ainda se pratica a política em Goiás na base da “nomeação e exoneração de cargos”.
OPOSIÇÃO
Vilmar Rocha confirma diálogo com o MDB de Daniel Vilela e com o DEM de Ronaldo Caiado, mas evita antecipar sua posição pessoal caso o PSD rejeite aliança com a oposição. “O PSD vai tomar a sua decisão no momento apropriado e eu me reservo o direito de tomar minha posição de acordo com a minha consciência”.
O ex-deputado não esconde o seu desejo de disputar novamente vaga ao Senado da República, mas reconhece que, em razão das divergências internas, esse projeto poderá ser prejudicado no PSD. “Minha pré-candidatura ao Senado está colocada. Os companheiros de partido estão avaliando. Posso dizer que não disputarei mandato de deputado federal ou de estadual”.
Sobre a liderança de Ronaldo Caiado (DEM) nas pesquisas eleitorais ocorre, segundo Vilmar Rocha, é pelo fato de que o senador está conseguindo transmitir o discurso, de mudança, esperado pela sociedade. “Ele, mais do que os outros, está conseguindo captar o sentimento de mudança do eleitor”