Esportes

Consagração no clássico

Redação DM

Publicado em 20 de maio de 2018 às 00:53 | Atualizado há 8 anos

Seis rodadas. Esse foi o tempo que o atacante Roger Guedes precisou para sair do inferno e ir ao céus. Ele comprovou seu cres­cimento na com a vitória do Atlético sobre o Cruzeiro, por 1 a 0, no Inde­pendência. Na primeira rodada do Brasileirão, Roger Guedes não era presença garantida entre os titula­res e “entregou” o segundo gol do Vasco, que deu o triunfo, de virada, ao time carioca. Após aquela parti­da, foi necessário líderes atleticanos irem até a diretoria para solicitarem uma nova oportunidade ao jogador. A decisão naquele momento era devolver o atleta.

No duelo contra o Cruzeiro, Ro­ger Guedes voltou a marcar. Após um bom primeiro tempo do Galo, com mais imposição de força, na etapa complementar, com um joga­dor a mais, o Atlético conseguiu ser muito superior e sobrou para Gue­des dar a vantagem no placar.

O técnico Mano Menezes deci­diu mandar a campo sua equipe reserva. Somente o goleiro Fábio e o meia Robinho entre os titulares. Isso por causa do jogo contra o Ra­cing, na próxima terça-feira (22), no Mineirão, pela Copa Libertado­res, que terá a necessidade de ter a equipe completamente descansa­da. O Galo, por sua vez, tinha um desgaste psicológico. O time che­gou para o clássico com duas eli­minações seguidas, na Sul-Ameri­cana e Copa do Brasil.

Os primeiros minutos foram de bastante estudo. O Cruzeiro se fe­chou. O time de Mano Menezes es­perava atrás da linha da bola e não se arriscava. O Atlético, porém, es­tudava a partida. Por longos perío­dos, o time de Larghi trocou passes no campo defensivo, sempre espe­rando o melhor momento.

A primeira boa chegada do Galo foi aos sete minutos. Em cruzamen­to na área, Roger Guedes chutou, mas a bola foi mascada e sem pe­rigo. O Atlético, entretanto, seguia mais criativo e, minutos depois, con­seguiu deixar Ricardo Oliveira em boas condições. O chute foi ruim.

O Cruzeiro enquanto isso tinha certa dificuldade para criar opor­tunidades. As chegadas da Raposa não eram suficientes para assustar os torcedores atleticanos – que eram maioria no Independência.

Quando o jogo chegou aos 25 minutos, o Atlético ainda era mais dominante e ficava no campo ofen­sivo. No modo de interpretar do téc­nico Larghi, faltava profundidade. O Cruzeiro era defesa e alguma ten­tativa ou outra no ataque.

Aos 41 o Galo fez grande jogada. Adilson conseguiu roubar a bola ainda no ataque e driblou Manoel. Ele deixou a redonda com Ricardo Oliveira, mas a perna esquerda do camisa 9 não funcionou.

Na volta do intervalo, o desenho tático do jogo demorou três minu­tos para sofrer alteração. Além de Arrascaeta entrar na vaga de Ra­fael Sóbis, Mancuello foi expulso.

Aos sete minutos o Cruzeiro che­gou à sua melhor oportunidade na partida. Em cruzamento da esquer­da, Gabriel conseguiu tirar, mas a bola sobrou limpa para Bruno Silva. O volante chutou forte, mas o golei­ro Victor fez ótima defesa.

Poucos minutos depois o Cru­zeiro chegou novamente com pe­rigo. Em cruzamento de Marcelo Hermes, outra vez pela esquerda, Robinho tentou o desvio e Gabriel mandou para escanteio.

Aos 16, o Galo abriu o placar. Após duas ótimas tabelas, a bola sobrou para Roger Guedes. Em uma jogada de sorte, a redonda pegou o jogador e enganou o golei­ro Fábio. Após o gol só deu Galo. A equipe de Thiago Larghi passou a ganhar confiança e chegava ao ata­que com grande facilidade. Aos 28, Ricardo Oliveira perdeu um gol fei­to. Em cruzamento da direita, o ca­misa 9, na pequena área, com Fá­bio batido, não conseguiu chegar na bola. Até o fim do jogo, o Atlé­tico seguiu bastante superior e só não fez mais gols por detalhes.

 

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