Rappers das periferias ‘invadiram’ o Palácio Alfredo Nasser: Prêmio Unegro
Redação DM
Publicado em 3 de maio de 2018 às 00:58 | Atualizado há 8 anos
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás e o Unegro – Movimento de Negros e Negras Pela Igualdade Racial – entregaram a ícones do Rap, no Estado, o Prêmio Unegro Hip Hop. Com uma homenagem aos membros dos quatros elementos–Break, Grafite, Dj e Mc. No Palácio Alfredo Nasser. O ato fez uma defesa da liberdade de expressão. Ameaçada em tempos sombrios. Da Era Michel Temer. A ideia é consolidar a luta contra a desigual¬dade de raça, gênero e classe. Mais: protestar contra a discriminação e o preconceito aos rappers.
– Pela maneira de se vestir e pelo estilo musical.
É o que afirma o MC Ivo Mamona. Não temos empresários, dispara. Somos independentes, garante. A sua proposta é de valorização em Goiânia, em Goiás e no Centro-Oeste do underground Movimento Hip Hop. É difícil produzir Rap de qualidade, sem estrutura, como é o cenário, hoje, na Capital, denuncia. O poder público poderia fomentar as artes e a cultura das periferias, dos bolsões de miséria social, que clamam por igualdade, investimento e shows, diz.
– Canto Rap, participei de coletâneas e de projetos sociais solidários.
Membro do Grupo Poetas da Periferia, Mano Pico relata ao DM Revista, o caderno de Cultura do Diário da Manhã, a sua carreira de vanguarda estética e musical. “66 livros da Bíblia Sagrada. De Gênesis a Apocalipse. Para levar um pouco da nossa cultura ao meio Gospel”, atira Mano G, ‘band leader’ do Grupo Calibre 66. Ao lado de Karen Vitória. É produtor de bases instrumen¬tais, voz e vídeoclipes. O projeto, autoral, é levar a concepção ao meio evangélico.
– Não se calar. Resistência!
MC Rapunzel, rapper-celebridade que despontou em Senador Canedo, Região Metropolitana da Capital, denuncia em seus espetáculos o poço da desigualdade social no Brasil. Ela sonhava, desde criança, com o ‘Rap’. Na adolescência tentou montar uma banda. Não deu certo. A ar¬tis¬ta adotou novos rumos. Ela sublinha que iniciou a sua participação no movimento rap local. Com o tempo, deu o que classifica como os seus ‘primeiros passos’. É a 1ª rapper da cidade.
– DJ Dhalsim.
Um dos homenageados neste dia histórico para o Movimento Hip Hop. Com o Prêmio Unegro. O artista iniciou a sua carreira no universo under¬ground do Rap. No ano de 1990. É o que informa o ativista social. Registro: a solenidade, hoje, tem as im¬pressões digi¬tais da deputada estadual e presidente do PC do B em Goiás, Isaura Lemos; da vereadora, em Goiânia, Tatiana Lemos [PC do B]; e do vereador de Aparecida de Goiânia, Willian Panda [PC do B].