Cotidiano

Pesquisa aponta que grupos de família são os principais vetores de fake news no WhatsApp

Redação DM

Publicado em 23 de abril de 2018 às 11:47 | Atualizado há 8 anos

Uma pesquisa inédita feita pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), identificou que os grupos de família são os principais vetores de notícias falsas no WhatsApp. Segundo dados da pesquisa, metade dos boatos que circularam no WhatsApp sobre a vereadora carioca assassinada no mês passado, Marielle Franco (PSOL), foi em grupos de família.

Os pesquisadores usaram as respostas de 2.520 pessoas a um questionário online elaborado pelo grupo. Segundo a BBC Brasil, a metodologia utilizada se baseia em um estudo israelense que procurou a origem dos boatos espalhados pelo WhatsApp após um sequestro de israelenses na Cisjordânia, em 2014.

Depois de uma filtragem, os pesquisadores identificaram que 1.145 respostas de pessoas que afirmaram ter recebido textos falando que Marielle era ex-mulher do traficante Marcinho VP. Além disso, teve relatos de pessoas que receberam textos dizendo que a vereadora teria engravidado do traficante aos 16 anos.

Algumas pessoas ainda disseram que receberam uma foto onde supostamente Marielle estava sentada no colo do traficante. Ainda de acordo com a BBC, na verdade não era ela nem ele na imagem.

 

 

(Foto/Reprodução/Internet)


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