“Ronaldo Caiado sabe como ninguém cuidar das pessoas”
Redação DM
Publicado em 13 de abril de 2018 às 01:59 | Atualizado há 8 anos
O senador Wilder Morais (DEM), em entrevista ao Diário da Manhã, afirma que retorna ao Democratas tendo uma missão: eleger o senador Ronaldo Caiado.
Pré-candidato à reeleição, Wilder diz que a disputa de outubro não será fácil, mas acredita na supremacia da oposição, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto.
Nesta entrevista, ele defende a candidatura de Caiado e sublinha os predicados do companheiro. “Ronaldo Caiado tem muita sensibilidade. É médico e sabe como ninguém cuidar das pessoas. O projeto dele para a saúde é impressionante. Vai revolucionar essa área no Estado de Goiás. E continuarei a ser um soldado em busca de recursos no governo federal. Ronaldo Caiado tem tudo para acabar com essa fila de 55 mil goianos que aguardam uma cirurgia eletiva há anos”, disse.
Wilder fala ainda sobre Estatuto do Desarmamento, segurança pública e recursos levados aos municípios. O senador afirma que articulou R$ 4 bilhões em recursos para os municípios goianos, entre emendas orçamentárias e recursos destravados, dinheiro que vai atender diretamente as famílias em suas muitas demandas.
ÌNTEGRA DA ENTREVISTA
O senhor decidiu deixar o PP para se filiar ao DEM. Qual o motivo dessa mudança de partido já que o senhor ficou tanto tempo na base aliada do governo do Estado?
Quando iniciei minha carreira política, em 2010, eu estava no DEM. Foi o meu primeiro partido. No PP, onde trabalhei muito, ajudei na eleição de vários prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e cultivei amigos. Deixei o PP melhor do que recebi. Agora, no DEM estou voltando para a minha casa, onde fui recebido de braços abertos pelo senador Ronaldo Caiado, que me assegurou uma vaga na chapa majoritária para disputar a minha reeleição.
O que muda nas suas ações políticas agora no DEM com o senador Ronaldo Caiado? Quem conhece Ronaldo Caiado sabe que ele é um político que trabalha muito. Então, não terei problema nenhum, porque também sou madrugador e estarei com o Caiado onde ele estiver. Posso dizer que onde ele colocar um pé, eu colocarei dois. Vamos trabalhar muito até porque o projeto dele se encaixa com o meu projeto para Goiás, um Estado para o qual eu trabalhei muito nesses últimos anos, destinando emendas para todos os municípios goianos, brigando por liberação de recursos para moradias, hospitais, escolas, enfim, minha atuação no Senado foi produtiva e sempre focada em atender as famílias. Tenho certeza que agora vamos trabalhar ainda mais.
Cite uma característica que você admira em Ronaldo Caiado.
Só uma? São tantas. Mas vou citar uma que considero essencial no ser humano. Ronaldo Caiado tem muita sensibilidade. Ele gosta de cuidar e ajudar as pessoas. É médico e sabe como ninguém cuidar das pessoas. Sabe a importância de ajudar as pessoas. Passei por muitos desafios ao longo de minha vida e, graças a Deus, ao lado de minha família, com fé e muito trabalho pude ajudar muita gente. E vi que o Ronaldo tem essa característica de ajudar. Não é à toa que somos amigos e estamos no mesmo grupo. O nosso projeto para a saúde, por exemplo, é impressionante. Vai revolucionar essa área no Estado de Goiás. E continuarei a ser um soldado em busca de recursos no governo federal. Ronaldo Caiado tem tudo para acabar com essa fila de 55 mil goianos que aguardam uma cirurgia eletiva há anos em nosso Estado.
Caiado lidera as pesquisas de intenção de voto. O que fazer para manter esse percentual e vencer a eleição?
Temos que ter humildade. Calçar as sandálias da humildade. Salto alto em campanha eleitoral é sinal de queda. Para vencer uma eleição é preciso muito trabalho e ouvir a população e atender as suas demandas, como temos feito no Senado. Trabalho não nos falta. Tanto o senador Ronaldo Caiado como eu temos trabalhado incessantemente por Goiás. E também temos projeto para o Estado, que precisa crescer, resolver seus problemas na área da segurança pública, avançar na educação, melhorar os indicadores de saúde e gerar empregos, especialmente para os mais jovens, que sofrem muito nesses períodos de crise econômica.
O senhor acredita que o MDB vai se unir à oposição?
O MDB é um partido que deve ser respeitado em qualquer eleição. Posso dizer que é uma sigla que tem uma forte capilaridade no Estado. Conta com lideranças importantes que são fundamentais numa campanha. Entendo que a frente de oposição deve buscar essa união com o MDB até no último instante. Nesse momento temos que ter responsabilidade e entender que projetos pessoais ou partidários não podem se sobrepor aos interesses do Estado, cuja população dá claros sinais de que deseja mudanças. O eleitor está indicando que a alternância de poder é uma necessidade premente para Goiás.
É raro o parlamentar que consegue aprovar um projeto de lei. E um dos projetos do senador convertidos em lei diz respeito a uma modificação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). O que significa esta lei?
Trata-se de projeto convertido em lei que permite aos cientistas buscarem recursos no setor privado para gerar pesquisas. Isso vai gerar dividendos e colocar os laboratórios das faculdades a serviço da sociedade. Esta lei é inspirada na relação das grandes universidades americanas, caso de Harvard e Yale, que atuam a partir de doações. Vamos supor que existe um empresário que deseja encontrar a cura do câncer. Ele sugere a pesquisa na UFG ou ao contrário toma conhecimento de que existem pesquisas na universidade para aplicar frutos do Cerrado nesta pesquisa. Ele pode então propor o financiamento. Antes da nossa lei, os recursos chegavam na Universidade, mas sem o comprometimento da instituição de que seriam aplicados na pesquisa desejada. Eu mesmo tentei fazer uma doação para pesquisa que indicasse melhor produção de leite e não consegui. Como nosso projeto, tenho certeza que vamos conseguir recursos para desenvolver pesquisas em todas as áreas que a iniciativa privada tenha interesse. Hoje o Brasil não tem recursos necessários para fazer pesquisa.
O senhor apresentou um projeto polêmico e de grande repercussão: a revogação do “Estatuto do Desarmamento”.
Veja bem: não é questão de armar as pessoas. As armas, aliás, estão nas mãos dos bandidos. Essa proposta legislativa dá liberdade para as pessoas buscarem esta possibilidade. Ou seja: garante o direito do povo escolher via plebiscito. O caso do homem do campo é gritante: ele não tem policiamento, está isolado na fazenda e muitas vezes enfrenta os criminosos armados até os dentes sem qualquer possibilidade de reação. Então, acho importante o projeto, principalmente por deixar a população opinar. O Brasil precisa de mais plebiscitos. Acho que este tema deve ser submetido ao povo.
Mas a lei vai, digamos, afrouxar a posse da arma?
Não é qualquer um que vai ter arma: tem que passar por curso, terinamento, avaliação psicológica. Só que não teremos burocracia, a imposição de inúmeras dificuldades que faz o homem de bem desistir da arma. Recentemente o Ministério Público Federal, de forma corajosa, questionou as imposições de dificuldades para o cidadão. Com a aprovação de nosso projeto, caso seja o desejo do povo, vamos facilitar, mas sem perder o controle. No Brasil, 60 mil pessoas são assassinadas por ano com armas de fogo. São crimes praticados pelo tráfico de drogas e por gangues com armas que d e v e r i am s e r regulamentadas pelo “Estatuto do Desarmamento”. Mas não temos esta eficácia.
Ainda sobre armamento, a proposta específica para homem do campo foi apresentada por alguma motivação?
Bandidos sabem que podem entrar na fazenda. O produtor não tem arma. Roubam gado, material agrícola, fazem a festa… O Estado não tem condições de manter uma delegacia e policiais em todos os municípios. Daí a gravidade da situação. Digo sempre uma coisa: quem não quer ter arma não tenha. Mas não tire o direito de ter do cidadão que se sente ameaçado.
O senhor foi relator da Política Nacional de Segurança Pública. Que soluções imediatas podem ser efetuadas?
Primeiro, antes de investir em segurança temos que investir em educação. Acredito na força transformadora da escola e procuro diferenciar combate da violência e a urgência das ações de Segurança Pública. Em nosso relatór io, apresentado e aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sugeri várias medidas de segurança pública, algumas já acatadas, caso da intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro e a criação de uma Polícia de Fronteiras.
O senhor, que foi um defensor da intervenção militar no Rio de Janeiro, como avalia os resultados obtidos nesse período em que os militares estão nas ruas?
O problema da segurança pública no Brasil é latente e no Rio de Janeiro a coisa saiu do limite aceitável. Considero a intervenção uma medida necessária que não resolve todos os problemas de segurança, mas diminui o sofrimento dos moradores que têm que sair todos os dias de suas casas para trabalhar e estudar e são obrigados a conviver com guerras entre facções. O policiamento ostensivo dificulta muito as ações desses criminosos e isso pode servir como um experimento para o Brasil. Podemos saber se aumentar o número de policiais consegue por si só diminuir os números da violência. Outra grande vantagem da intervenção é afastar policiais corruptos que participam de milícias do controle das comunidades. Então, podemos dizer que a experiência com a intervenção no Rio até agora tem sido muito positiva.
O senhor relatou Projeto de Lei no Senado para a criação das Universidades Federais de Jataí, de Catalão. Fez uma dobradinha com o senador Ronaldo Caiado. O senhor tem alguma previsão de quando as Universidades do Norte e do Entorno do Distrito Federal vão se tornar uma realidade?
Temos compromisso em trazer universidades federais para o Norte e Entorno. Nesse sou membro da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional e estou trabalhando para conseguir recursos para tornar esse projeto em realidade.
O senhor tem sido chamado de senador municipalista por levar emendas aos 246 munícipios, quais os principais benefícios trazidos pelo senhor aos municípios goianos?
Realmente levei emendas aos 246 municípios de Goiás e fico muito grato pelas pessoas reconhecerem o meu trabalho e me chamarem de senador dos municípios, do povo goiano, porque esses recursos atendem diretamente as pessoas em forma de obras e investimentos. Por ter uma boa relação com o ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros, consegui recursos importantíssimos para equipar e custear os hospitais de Aparecida de Goiânia, Valparaíso, Porangatu, Taquaral. Também consegui verbas para a construção do hospital de Palmeiras, Hospital do Câncer de Rio Verde, hospital de Caldas Novas, Hospital Regional de Uruaçu entre outros. Outra conquista que me orgulho muito foi a dos recursos para a construção de 30 mil casas em todo Estado de Goiás. Eu que só fui ter um lar depois que me formei e comecei a trabalhar fico emocionado em poder proporcionar essa felicidade a quem mais precisa. Eu costumo falar que uma casa é mais importante que os documentos pessoais de cada cidadão, saber para onde voltar todos dias, dignifica. Essas conquistas me deixam muito contente, pois a saúde é a principal preocupação dos goianos, mas minhas emendas também foram para infraestrutura, educação, lazer e segurança. Enfim, trabalhei muito durante o meu mandato em prol do Estado de Goiás e dos goianos.
Entendo que a frente de oposição deve buscar essa união com o MDB até no último instante. Nesse momento temos que ter responsabilidade e entender que projetos pessoais ou partidários não podem se sobrepor aos interesses do Estado, cuja população dá claros sinais de que deseja mudanças”
Ronaldo Caiado tem muita sensibilidade. Ele gosta de cuidar das pessoas. É médico e sabe como ninguém cuidar das pessoas. Sabe a importância de ajudar as pessoas”