Entretenimento

Cantor e compositor Celso Galvão abrirá, com sua gaita, Quinta do Jazz e do Blues

Redação DM

Publicado em 10 de abril de 2018 às 01:24 | Atualizado há 8 anos

Com a sua indefectível gaita, cabelos e barbas grisalhos, uma voz inconfundível, o cantor e compositor Celso Galvão, de São Paulo e radicado em Goiâ­nia, com forte influência do folk de Bob Dylan, Neil Young e Joan Baez, com a sua originalidade, po­rém, inaugura, no próximo dia 12 de abril, depois de amanhã, a par­tir das 21h, na Casa Oliva [Cucina Italiana], a ‘Quinta de Jazz e Blues’. Com repertório do gênero. Hits memoráveis. De época, avisa ele.

– O couvert artístico é simbóli­co. Apenas R$ 12,00. Não dá para perder o espetáculo.

O artista, cultuado no mer­cado underground de Goiânia e Goiás, no Centro-Oeste, além de possuir um livre trânsito no eixo Rio-São Paulo, fará o que classifi­ca como “releituras autorais” de Eric Clapton, o “deus da guitarra”, Robert Johnson, Frank Sinatra, dos belos olhos azuis, Tom Jo­bim, ícone da Bossa Nova, Geor­ge Gershwin, Paul Rogers, e até dos Beatles. A produção execu­tiva é de Iza Valentim. Gerente com anos e anos na indústria de espetáculos e das artes.

– Não perca o charme e o re­quinte do jazz e do blues na voz desse destacado intérprete.

PROTESTS SONGS

Celso Galvão irá cantar a mú­sica de protesto, Nunca Mais. Em tempos sombrios, de amea­ça de instalação de um Esta­do de Exceção. Ela é inspira­da nos dois livros organizados por Dom Paulo Evaristo Arns e o reverendo Jaime Wright, lan­çados em 1985, no Brasil. Os tí­tulos: Brasil Nunca Mais e Perfil dos Atingidos. Uma compila­ção de denúncias de torturas, execuções extrajudiciais e de­saparecimentos forçados sob a ditadura civil e militar no País [1964-1985].

 

SERVIÇO

Espetáculo: musical

Gênero: blues e Jazz

Artista: Celso Galvão

Data: quinta-feira, 12 de abril

Horário: 21h

Local: Casa Oliva

Couvert artístico: R$ 12,00

Reservas antecipadas (62) 3991- 0203

 

 

 

MÚSICA E LETRA

 

Nunca mais

De: Celso Galvão

Foi um tempo de tortura

Foi um tempo de maldade

Sumiu Pedro, sumiu Júlia

E o que restou foi só saudade

Foram dias proibidos

Que reinaram a tirania

E o que entrava pelo ouvido

Nos soava agonia

O sorriso virou medo

O olhar virou nascente

A boca virou segredo

E o sonho ficou doente

Foi um tempo de tortura

Foi um tempo de horror

Sumiu Pedro, sumiu Júlia

E o que restou foi só a dor

O pintor foi censurado

O escritor foi perseguido

O cantor foi exilado

Todos fichados como bandidos

Repetir Refrão

Gracias por los nuevos dias

Gracias por la esperanza

Que estos heroes sin nombres

Nos dejaron como herencia

Y a todos los pueblos latinos

Que sufren la tirania

Que traen en el pecho marcado

Pero no pierden la poesia

Hoje apesar das dores

E do medo em nosso olhar

Somos loucos sonhadores

E o nosso orgulho é nunca dei­xar de lutar.

Inspirado no livro “Brasil: Nunca Mais”, organizado por Dom Paulo Evaristo Arns

 

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