Projeto vinil vivo na Toca Coletiva
Redação DM
Publicado em 7 de abril de 2018 às 01:54 | Atualizado há 1 ano
Um momento que é dedicado a ouvir. Longe dos streamings, dos podcasts, dos setlist e das coletâneas. Aqui se exige entrega. O grande barato é ouvir uma obra fechada, da primeira a última faixa. Um álbum que marcou época, que se tornou referência e influencia para novas gerações. Partimos do princípio que conhecendo a obra fechada de determinado artista, o ano e o contexto em que o álbum foi lançado, aproxima o ouvinte não só do artista, mas de todo histórico político, social e comportamental da época em que foi lançado, além de revelar músicos, produtores, artistas visuais e toda ficha técnica que gerou essas obras. A importância que se dá a audição cria um elo entre o ouvinte e o artista de forma mais passional.
Desde o fim da era das gravadoras e consequentemente do CD físico que o retorno do vinil vem ganhando novos adeptos a cada dia. É um público exigente, que dá valor a música e a obra de artistas consagrados e aos novos artistas que estão lançando seus trabalhos nesse formato. Até mesmo álbuns lançados nas décadas de 1990/2000 (período em que o formato vinil já não mais era fabricado), estão relançando seus álbuns nesse formato. Outro parceiro fiel do vinil são os DJs, que dão preferência a este formato e fazem conexões com colecionadores através da rede, mantendo vivo o fetiche pela bolacha. Sabem dos discos raros, quanto custa no mercado internacional e fazem desse negócio uma paixão.
VINIL VIVO
Vinil Vivo nasceu em Goiânia quando o cantor, compositor e performer Diego de Moraes fez um tributo ao grande álbum “Cabeça Dinossauro”- Titãs 1986. Dentro do 2° Festival OffSina em 2014. De lá pra cá foram feitos esporadicamente alguns tributos, entre eles o Alucinação do Bechior com a cantora Maíra, o Gal Fatal com a cantora Grace Carvalho, Krig-Há, Bandolo, com Diego de Moraes e o Acabou Chorare com a Luciana Clímaco.
A ideia é levar ao palco um artista da terrinha e tocar ao vivo um álbum clássico. Faixa por faixa até o final da agulha. Claro que depois são acrescentadas outras canções importantes do artista homenageado, mas o grande lance é a obra. Nesse contexto a ArmaZén Produtos Culturais faz uma parceria com A Toca Coletivo para trazer um Vinil Vivo por mês até o final do ano.
Abrindo a temporada 2018 com Luciana Clímaco e Banda (Yan – guitarra, Nonato Mendes – baixo, Luiz Clímaco – violão, Zé Junqueira – bateria) com o tributo ao clássico absoluto “Acabou Chorare”, 1972, dos Novos Baianos. Esse tributo que nasceu em 2016 já é um querido do público, já passou por vários lugares e sempre lotado.
A Toca Coletivo, que já vinha com a ideia de fazer uma noite dedicada aos amantes do vinil (Toca Vinil na Toca), disponibilizando seu acervo para que os frequentadores façam suas discotecagens, uma iniciativa que estimula não só a pessoa a mostrar o que ela gosta de ouvir e compartilhar, mas, quem sabe ali provoque um futuro DJ naturalmente, como nascem as paixões. Unir esses dois projetos foi juntar os sulcos da bolacha com a vontade da agulha. Já estava ali, era só juntar. Para este evento contará também com espaço para uma feira cultural aberta a todos para troca e venda de zines, livros e vinis.

OS PRIMEIROS SÁBADOS DE CADA MÊS JÁ ESTÃO MARCADOS, OS PRÓXIMOS DISCOS HOMENAGEADOS SERÃO:
Tim Maia – 1970
Tom Zé–Estudando O Samba
Caetano Veloso – Transa
Luiz Melodia – Pérola Negra
Belchior–Alucinação
Rita Lee (Tutti Frutti) – Fruto Proibido
Gal Costa – Fatal A Todo Vapor
Raul Seixas – Novo Aeon
Baden/ Vinícius – Afrossambas.
Plante sua raiz
A Nova Toca está sendo decorada pelas bandas e pessoas que visitam o local. Quem levar uma planta-flor, de arranjo ou natural, pode ser até do seu quintal, vai ganhar uma breja (lata). A promoção não é acumulativa.
SÁBADO, 7 DE ABRIL
Abertura da Toca: 19 horas – Toca Vinil na Toca
22 horas: Acabou Chorare – Luciana Clímaco e banda
Local: A Toca Coletivo – Avenida C-104 Qd. 222, Lt. 08 – Jardim América
Fone: 3434-8890
Entrada: 10 reais até as 23 horas (R$ 15 após as 23h)